1 de fevereiro de 2017

Do Pároco

Quereis?

Os escuteiros repartiram a Luz da Paz de Belém na Re-food de Telheiras.

«“Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que creem, não adoram, não esperam e não Vos amam”. A partir das primeiras palavras do Anjo, foram descobrindo que a sua vocação era uma missão e que o dom recebido levava consigo a entrega da própria vida em favor dos outros» (Conferência Episcopal Portuguesa, Fátima, sinal de Esperança para o nosso tempo, 8-12-2016, n.º 12).
 E assim, chegou o dia decisivo. Nossa Senhora apresentou-Se e propôs-lhes uma missão explícita:
«Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?»
Eles responderem que sim, que desejavam abraçar essa missão e Nossa Senhora acrescentou: «Ides, pois ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.»
Se pensarmos no diálogo em termos vocacionais não podemos deixar de nos surpreender.
Nossa Senhora apresenta-lhes o projeto de Deus para eles, sem ocultar as dificuldades que haveriam de padecer. Espera pela sua resposta livre. Eles não hesitam. A sua rápida e consequente resposta relembra a de Nossa Senhora ao Arcanjo.
Mais surpreendente ainda é que, com o decorrer do tempo e a sucessão de peripécias, nem lhes passará pela cabeça reconsiderar o convite do Céu: nem se amedrontam perante o sofrimento anunciado nem o recusam quando ele irrompe nas suas simples vidas. Não olham para trás.
Identificam-se, sem qualquer reserva, com o misericordioso desígnio de Deus e os pedidos de Nossa Senhora: querem, com todo o seu ser, desagravar Jesus e salvar os pecadores.
Depois do seu sim, Nossa Senhora enche-os da misteriosa e consoladora luz de Deus. 
Tantas lições! Proponho duas:
Reforcemos a profunda convicção da necessidade de rezar pelos outros, de nos sacrificarmos por eles, cada um de acordo com o seu específico chamamento. Repitamos, com maior frequência, a referida oração do Anjo.
Fátima recoloca a dimensão vocacional da vida cristã numa justa perspetiva: trata-se de relembrar que qualquer vocação exige uma resposta livre ao convite de Deus para entregar a vida em favor dos outros, confiando plenamente n’Ele.
E quando surgirem dificuldades não olhemos para trás: também, para cada um de nós, «a graça de Deus será o nosso conforto».

Pe. João Paulo Pimentel

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