23 de janeiro de 2017

Do Pároco

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo... 

Festa de entrega dos cabazes de Natal: com a colaboração de muitos paroquianos, do Colégio Planalto, da Escola EB nº 1 de Telheiras e da Escola Alemã, o Natal foi mais alegre para muitas pessoas.Apesar de não localizar a citação textual, penso que foi a Lúcia que manifestou que a escolha dos dias 13 para Nossa Senhora aparecer em Fátima teria que ver, muito provavelmente, com o Mistério de Deus, Uno e Trino: Três Pessoas divinas, um só Deus.

Suponho que a maioria dos cristãos portugueses, e não só, iniciamos o Ano Centenário das aparições com uma profunda alegria e um profundo agradecimento a Nossa Senhora. É lógico, por isso, que desejemos viver bem este ano.
Entre as muitas maneiras de percorrermos os próximos meses, sugiro, entre outras possibilidades, que procuremos reviver por dentro as experiências fundamentais dos Pastorinhos: fé nas palavras de Nossa Senhora, docilidade à missão recebida, esperança viva que os leva a rezar cada dia mais, sentido do desagravo, amor crescente ao Santo Padre, vontade de salvar as almas da condenação eterna, espírito de sacrifício pelos pecadores e com o desejo de consolar Jesus, adoração eucarística, desprendimento heroico das opiniões alheias contrárias à mensagem da Senhora mais brilhante que o sol, coragem para falar de Deus, e um longo etecetera.
Comecemos pelo início. Um Anjo preparou-os para o encontro de maio com a Rainha do Céu. Na «terceira» das aparições, o Anjo de Portugal ensina-lhes a oração de desagravo à Santíssima Trindade: «Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade…».
 Uma oração não propriamente «simples» mas que as crianças aprenderam rapidamente, e rapidamente a passaram a rezar. O Anjo não hesitou em falar-lhes de Deus Uno e Trino, dando por assente que eles eram conhecedores da existência e da terminologia básica do grande Mistério de Deus.
O Céu não pensa que, por ser um Mistério, não seja apropriado para d’Ele se falar às crianças; ou que o Mistério de Deus em Si mesmo seja uma «questão teórica», sem eco na vida diária. A «catequese» do Anjo começou pelo essencial: Quem é Deus, como deve ser tratado e amado, a urgência de Lhe rezarem mais. (talvez as nossas catequeses se devam inspirar um pouco mais nesta pedagogia de ensinar as verdades essenciais, sem subestimar a capacidade das crianças em sintonizar com o Deus e as verdades sobrenaturais).
Lúcia e os primos permaneceram nos dias seguintes imersos numa atmosfera sobrenatural, rezando como o Anjo os ensinara, com uma íntima paz e felicidade, concentrados em Deus.
E se começarmos o Ano Centenário assim?
Aprendendo, repetindo e ensinando aquela oração à Santíssima Trindade, procurando estar mais centrados em Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, meditando na Encarnação do Verbo, na Eucaristia, no desejo de afinar a nossa vida com o sapientíssimo querer de Deus?
Que tal se pedirmos a Deus que nos envolva nessa «atmosfera sobrenatural» que é o próprio Deus?


Pe. João Paulo Pimentel

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