30 de novembro de 2016

Do Pároco

E se no Natal «incluirmos» mesmo Deus na nossa casa?

 Na audiência jubilar de 12 de novembro, o Papa Francisco falou de «inclusão». Eis as suas palavras: «Um aspeto importante da misericórdia é a inclusão, que se manifesta nos nossos braços abertos para acolher, sem excluir nem classificar os outros segundo a sua condição social, língua, raça, cultura, religião. Diante de nós, há apenas uma pessoa concreta que devemos amar como Deus a ama. Deus quer todos incluídos; não exclui ninguém». 
Trata-se de todo um programa de vida que, com a graça de Deus, tem de ser cultivado no coração: não queiramos excluir ninguém do nosso amor. O tempo do Natal, ao recordar que Deus nasceu para todos, convida a prestar importância a esta dimensão da misericórdia. O nosso eu mais íntimo deve estar disposto a receber todas as pessoas, a contar com elas, a tê-las em conta, a não excluir ninguém. 
Ora, este programa de vida aplica-se em primeiríssimo lugar à nossa relação com Deus. Por vezes, corremos o risco de nos relacionarmos com Ele de modo bem semelhante a como, infelizmente, nos relacionamos às vezes com alguém socialmente marginalizado: está «ali», é verdade, mas tratamos de O olhar o menos possível, não nos detemos para O acompanhar, tranquilizamos a consciência com uma esmola do que nos sobra.
O Menino de Belém, com a sua candura e simplicidade, diz-nos suavemente: «Eis que estou à porta e bato» (Ap 3, 20). Pede-nos que O «incluamos» na nossa vida, na nossa casa, na nossa família. Que O tratemos como mais Um na família. Que, por isso mesmo, Lhe dediquemos tempo. E assim passamos a conviver com Deus em casa. 
No fundo, a vinda de Cristo à terra manifesta a sua vontade de estar connosco, de O incluirmos na nossa vida, em todos os seus momentos e atividades. Jesus não quer apenas que fiquemos com este ou aquele seu ensinamento. Quer entrar Ele próprio na esfera da nossa existência.
O Natal convida-nos novamente a incluir realmente Deus na vida. O Presépio, os beijos e a veneração às imagens do Menino, os cânticos natalícios… mas sobretudo a participação na Liturgia são modos concretos de manifestar que O queremos no nosso tempo, na nossa organização do dia, na nossa cabeça e no nosso coração. Esses momentos ajudarão a querer levá-Lo realmente connosco para o ambiente familiar, para o trabalho que procuraremos melhorar para servir com mais eficácia aqueles para quem e com quem trabalhamos, e farão que desejemos acolher todos os que passam pelas nossas vidas como se fossem Jesus.
Por isso, não deixemos passar o Natal, excessivamente entretidos com prendas e jantares, convertendo Jesus em mais um «sem-abrigo», como se não tivesse direito a estar nas nossas vidas, nas nossas casas, nas nossas decisões. O Natal é uma festa cristã! Cristo deve ser o centro de todas as atenções. 
Bom Natal…e boa «inclusão» do Menino-Deus na família.

Pe. João Paulo Pimentel

Curso de noivos: participantes, casais que orientaram as diversas sessões e seus filhos, e as baby-sitters que desempenharam um papel essencial.

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