8 de novembro de 2016

Do Pároco

Abraçar para sempre a misericórdia


Na próxima solenidade de Cristo Rei, terminará o Ano Jubilar dedicado à misericórdia.
Que ficou deste ano em cada um de nós? Que marca deixou nas nossas vidas? Mudou o nosso coração? Pode-se dizer que nos fez mais misericordiosos, como o Pai o é?
Suponho que nenhum de nós se sente particularmente satisfeito ao formular estas tão breves quanto inquietantes perguntas. O ano passou demasiado rápido, pensamos. Poderia ter tido mais iniciativas de serviço ao próximo, ter vivido melhor as obras de misericórdia, ter-me confessado mais e com mais contrição. 
É verdade. Podíamos ter feito mais. Por isso mesmo, ao aproximar-se o final deste ano de graça, encontramos um novo motivo para aproximar-nos confiadamente de Cristo misericordioso, de mãos (quase) vazias, apelando uma vez mais, ao seu perdão por não o termos valorizado convenientemente durante estes meses. E também por não termos usado de misericórdia para com o próximo tanto quanto deveríamos ter feito.
Terminaremos assim o ano da melhor forma possível: com a renovada consciência de que precisaremos sempre da misericórdia divina. Só assim nos será mais fácil agir para com os outros misericordiosamente.
Ao convocar o Ano da misericórdia, antevendo a sua conclusão, o Papa Francisco escreveu:
«O Ano Jubilar terminará na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, 20 de Novembro de 2016. Naquele dia, ao fechar a Porta Santa, animar-nos-ão, antes de tudo, sentimentos de gratidão e agradecimento à Santíssima Trindade por nos ter concedido este tempo extraordinário de graça. Confiaremos a vida da Igreja, a humanidade inteira e o universo imenso à Realeza de Cristo, para que derrame a sua misericórdia, como o orvalho da manhã, para a construção duma história fecunda com o compromisso de todos no futuro próximo. Quanto desejo que os anos futuros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas levando-lhes a bondade e a ternura de Deus!» (Bula Misericordiae vultus, n.º 5)
Sim, terminar o ano da misericórdia não significa «fechar» a misericórdia mas, pelo contrário, abraçá-la para sempre como critério e programa de vida. Essa é graça gigantesca que imploraremos de Cristo Rei.

Pe. João Paulo Pimentel

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