28 de agosto de 2016

Do pároco

A passagem de testemunho

Ao começar a escrever, uma vez mais, o artigo da primeira página do Boletim Paroquial, não pude deixar de recordar que este será o último que iria redigir como pároco desta comunidade que, por vontade de Deus (eu assim o creio), há doze anos me foi entregue.
     Nossa Senhora da Porta do Céu, nossa padroeira, como boa Mãe, lembrou-me, com amor e minúcia maternal, tantas razões de alegria e satisfação que aqui vivi durante este tempo, que é parte inesquecível da minha vida.

     Em primeiro lugar, a amizade e a simpatia dos paroquianos e o seu apoio; depois, a saudade por todos aqueles que o Senhor já chamou para a sua companhia, as obras de reparação material da igreja nos tempos iniciais da paróquia e a restauração do seu culto com a vinda do Senhor Cardeal Patriarca, D. José da Cruz Policarpo, a Telheiras, em 28 de Maio de 2006, enfim, um dia a dia cheio de contactos humanos e sobrenaturais, com a celebração da Sagrada Eucaristia e o atendimento de tanta e tanta gente no sacramento da Penitência, na preparação dos baptismos, dos matrimónios, dos cursos doutrinais que aqui se realizaram, etc.

     Mas se Nossa Senhora da Porta do Céu é uma boa Mãe, tem de ser exigente. Por isso, não deixou de me apontar na consciência a necessidade de pedir desculpa a Deus por tudo aquilo que eu, como pastor, poderia ter feito melhor.
Graças a esta boa intercessora, posso afirmar que não levo no coração nenhum remoque menos agradável ao rememorar toda a convivência que mantive com uma boa parte dos cerca de 18.000 paroquianos de Telheiras com quem lidei.

A continuidade do atendimento fica convenientemente facilitada pela manutenção em funções na paróquia de todos os outros sacerdotes.

Por isso, ao meu sucessor, entrego-lhe, creio, um conjunto de pessoas agradável, amigo e compreensivo.

A ele desejo as maiores felicidades, certo de que Nossa Senhora da Porta do Céu não deixará de o apoiar, iluminar e animar nas novas tarefas que vai ter entre mãos.

E a todos os paroquianos e tantas pessoas amigas que frequentam a nossa igreja, muito e muito obrigado. E rezem por mim e pelos novos trabalhos pastorais que vou assumir na cidade de Coimbra.

Espero que o Senhor me permita ver a concretização do sonho mantido ao longo destes anos: a inauguração da futura igreja nova, grande, adequada às necessidades pastorais.

Sem comentários:

Enviar um comentário