10 de agosto de 2016

Do Pároco

Jornadas Mundiais da Juventude

Nos dias em que se escrevem estas linhas, muitos milhares de jovens de variadíssimos lugares do nosso planeta estão a caminho, ou dão os últimos retoques na preparação da sua ida a Cracóvia, às Jornadas Mundiais da Juventude.

          Lembre-se, em primeiro lugar, que este evento tão oportuno da Igreja teve como primeiro mentor e grande entusiasta o Papa S. João Paulo II. O seu amor e a sua confiança na juventude, etapa da vida fértil em generosidade e disponibilidade de serviço, levaram-no a querer que, periodicamente, os jovens de todo o mundo se encontrassem nestas jornadas, às quais sempre compareceu com a sua presença tão carinhosa e ao mesmo tempo tão significativa.

Melhor do que ninguém poderia este Romano Pontífice explicar as razões que o levaram a criar as Jornadas.

          Em 1991, dizia-lhes: “Não tenham medo de ser santos. Voem alto, estejam entre aqueles que olham para metas dignas dos filhos de Deus. Glorifiquem a Deus com as vossas vidas!”

          Vê-se que quis, com estas jornadas, facultar à juventude uma abertura da sua vida a Deus, que a marcasse dum modo sério e sincero.

          A pergunta a que cada jovem pode responder ao participar nestas Jornadas poderia formular-se deste modo: O que é que Deus quer de mim?

          A juventude é uma idade de grande abertura para as opções fundamentais da vida. O futuro não surge como uma realidade que se esteja a esgotar nas suas possibilidades. Pelo contrário, tudo se abre à sua frente duma forma chamativa e atraente.

          Muitas vocações têm sido descobertas no decurso da participação nestas Jornadas. Convém porém salientar que a vocação a que Deus chama todo o homem e, por isso, todos os jovens, não é apenas aquela que exige uma renúncia ao matrimónio ou implica o seguimento de Deus através de uma vida consagrada. A vocação é o lugar, o estado e o modo de
vida a que Deus chama cada alma para se santificar. E, certamente, quererá a maioria dos jovens actuais no matrimónio, sendo um bom pai ou uma boa mãe.

          É nossa obrigação rezar intensamente pelo êxito apostólico das Jornadas Mundiais da Juventude. Que cada jovem se encontre de verdade com Deus e siga o caminho que Ele lhe indicar, com coragem e sem receio, porque é Deus Quem mais o ama e apenas pretende o seu bem.

          Decerto que haverá muito entusiasmo, muita alegria e muito ruído, como é próprio da gente nova. Mas que não se fique por aí. Interpele cada um a Deus com valentia e pergunte: “Senhor, o que queres de mim?”

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