3 de julho de 2016

Do pároco

Pedro é pedra


Jesus chama a Pedro “pedra”. Mas foi esta “pedra” que se encheu de temor e dúvida, quando prenderam Jesus. “Pedra” frágil, a mesma pedra que tinha garantido a pés juntos que iria seguir o Mestre até à morte, mesmo que todos O abandonassem.

Esta fraqueza de Pedro não nos assusta. Também nós somos débeis e falhamos no que Deus nos pede. A fraqueza de Pedro o que recorda mais claramente é que o Senhor é omnipotente e que o valor da sua palavra e das suas decisões, só em parte dependem do que nós façamos, porque a eficácia é sempre de Deus.

Por isso, mesmo para as mais difíceis missões na Igreja, os homens são instrumentos com que Deus conta, e a quem protege e alimenta com a sua graça. Os seus talentos humanos não são o factor fundamental. Se assim não fosse, Pedro não seria “pedra”, mas apenas areia movediça, pronta a esfacelar ao menor contratempo.

Pedro é “pedra” com a consistência do Senhor. Por isso, o respeito e o amor ao sucessor de Pedro, ou seja, o Papa, nascem de Jesus que lhe confiou a missão de ser chefe da Igreja, e lhe garantiu a máxima assistência.

Quando pensamos no Santo Padre, lembremo-nos que ele possui os mesmos poderes que o Senhor deu a Pedro: o poder de atar e desatar, ou seja, de governar toda a Igreja fundada por Cristo. Pedro foi o primeiro bispo de Roma. Cada novo bispo de Roma é Pedro. E tem, como Pedro, o poder de atar e desatar.

Assim, numa corrente inquebrável através da história, o Bispo de Roma é a “pedra” que o Senhor escolheu na pessoa de Pedro. A “pedra” que comunica aos homens os cuidados de Deus para conduzir à sua salvação.

Veneramos e amamos tudo o que Papa achar oportuno comunicar-nos. Cristo, através da sua doutrina e da sua pessoa, continua a falar-nos com a mesma rectidão e energia. Rezamos pelo Santo Padre, agradecemos a Deus o dom da sua pessoa e pedimos que se realizem as suas intenções. Fazêmo-lo com agrado e satisfação.

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