5 de março de 2016

Do Tesouro da Igreja

Fidelidade e humanidade de S. José


Perante o anúncio do Anjo de que tem de fugir imediatamente para o Egipto, porque Herodes quer matar Jesus, “José não se escandalizou nem disse: isso parece um enigma. Tu mesmo fizeste saber, não há muito tempo, que Ele salvaria o seu povo, e agora não é capaz nem de salvar-Se a Si mesmo, mas temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem e de sofrer uma longa deslocação: isso é contrário à tua promessa. José não discorre deste modo, porque é um varão fiel. Nem sequer pergunta pelo tempo do regresso, apesar de o Anjo o ter deixado indeterminado, porque lhe tinha dito: fica lá até que eu diga”. (1).
“É homem de trabalho. O Evangelho não conservou nenhuma palavra sua. Em contrapartida, descreveu as suas acções simples, quotidianas, que têm ao mesmo tempo o límpido significado para a realização da promessa divina na história do homem e obras cheias de profundidade espiritual e de madura simplicidade” (2)
“Das narrações evangélicas depreende-se a grande personalidade humana de José: em momento algum nos aparece como um homem diminuído ou assustado perante a vida. Pelo contrário, sabe enfrentar os problemas, ir para a frente em situações difíceis, assumir com responsabilidade e iniciativa as tarefas que lhe são encomendadas. José era efectivamente um homem corrente, no qual Deus confiou para realizar grandes coisas. Soube viver, tal como o Senhor queria, todos e cada um dos acontecimentos que compuseram a sua vida” (3).
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(1) S. João Crisóstomo, Hom. Sobre S.Mateus, 8. (2)S. João Paulo II, Audiência Geral, 19.03.1980. (3) S. Josemaria Escrivá, Cristo que passa, nº 40.

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