30 de janeiro de 2016

Do Tesouro da Igreja

Crianças cheias do Amor a Deus


Ao beato Francisco, o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que penetrara no íntimo dos três. Na sua vida dá-se uma transformação radical (...). Entrega-se a uma vida espiritual intensa que se traduz em oração assídua e fervorosa (...). Suportou os grandes sofrimentos da doença que o levou à morte sem nunca se lamentar. Grande era no pequeno Francisco, o desejo de reparar as ofensas dos pecadores, esforçando-se por ser bom e oferecendo sacrifícios e oração.
Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio a Fátima pedir aos homens para não ofenderem mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido. Dizia aos pastorinhos: Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.
A pequena Jacinta sentiu e viveu como própria esta aflição de Nossa Senhora, oferecendo-se heroicamente como vítima pelos pecadores. Um dia – já ela e Francisco tinham contraído a doença que os obrigava a estarem de cama – a Virgem Maria veio visitá-los a casa, como conta a pequenita: Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito em breve para o Céu. E a mim perguntou se eu queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim.
E, ao aproximar-se o momento da partida do Francisco, Jacinta recomenda-lhe: Dá muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa Senhora e diz-Lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem para converter os pecadores. Jacinta ficara tão impressionada com a visão do inferno, durante a aparição de treze de Julho, que nenhuma mortificação e penitência era demais para salvar os pecadores.

S. João Paulo II: cf. Homilia da Beatificação de Francisco e Jacinta Marto, em Fátima, a 13 de Maio de 2000

Sem comentários:

Enviar um comentário