9 de novembro de 2015

Do pároco

Quem são "as almas" por quem tanto se reza em Novembro?

Entramos no chamado “Mês das Almas”. Que almas?

No dia 1, dia de Todos os Santos, recordamos e rezamos a todas as pessoas que já entra
ram no reino dos Céus e gozam da felicidade eterna da Santíssima Trindade, com Nossa Senhora e os Anjos.

No dia 2, dia dos Fiéis Defuntos, lembramos e pedimos pelas pessoas, já santas, mas que ainda precisam de uma derradeira purificação das marcas nelas deixadas pelos seus pecados, antes de entrarem no reino dos Céus. Com as nossas orações ajudamo-las a alcançar a graça de ultrapassar esse passo custoso mas alegre e cheio de paz que as prepara para o Céu já garantido.

Essa purificação dá-se no encontro com Jesus no acto decisivo do Juízo logo após a morte. O Papa Bento XVI escreveu: "Ante o seu olhar, funde-se toda a falsidade. É o encontro com Ele que, queimando-nos, nos transforma e liberta para nos tornar  verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarronice e desmoronar-se. O seu olhar, o toque do seu coração cura-nos através de uma transformação certamente dolorosa «como pelo fogo». Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo-nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo, totalmente de Deus. (...) É claro que a «duração » deste queimar que transforma não a podemos calcular com as medidas de cronometragem deste mundo” (cf. Encíclica Spe Salvi 47).

Por serem almas tão queridas por Deus, são também boas intercessoras: podem pedir a Deus por nós. Certamente terão especial empenho em interceder por quem se lembrou delas nas suas orações e sacrifícios.

O mês passado foi marcado pelo Sínodo dos Bispos. Rezámos com especial fervor por esta assembleia da Igreja. Assim seguiremos.
Confiemos que diante de Deus Uno e Trino se unem a pedir por esta intenção, Maria Santíssima, os Anjos, as pessoas que já estão no Céu e as que, na feliz dor purificadora do olhar ardente do Senhor, estão quase na medida máxima da felicidade eterna.

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