13 de setembro de 2015

Do pároco

Regressar ao emprego pode ser regressar a Deus

São José Operário e Jesus
A maioria das pessoas regressa em Setembro aos seus trabalhos habituais.
Porém, nem sempre damos à nossa profissão a relevância que deve ter na nossa vida.
Diz o Livro do Génesis: “Javé, Deus, tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para que o cultivasse e guardasse” (Gén. 2, 15). O trabalho não é, pois, uma maldição, mas antes um pedido de Deus que espera que o homem torne as coisas criadas ainda mais propícias para a sua vida habitual.
O trabalho é uma realidade santificável, isto é, boa para estar em contacto com Deus, boa para nos levar para Deus. 
Lembremos S. Paulo: “Deus criou-nos antes da constituição do mundo para sermos santos”. A todos nos criou assim. Não é preciso, portanto, uma vocação especial para nos santificarmos. Encontramos Deus nos nossos deveres quotidianos. E, entre eles, está o nosso trabalho.
É, por isso, errado pensarmos que o nosso emprego não faz parte do plano divino, e, maior erro ainda, achar que só vai prejudicar o nosso desejo de ser santos.
Deus chama a maior parte dos seus filhos a uma vida diária de trabalho no meio do mundo, para ganhar o pão e a santidade. A ser profissionais competentes e sérios e, também, semeadores de paz e de alegria, mesmo que o mundo esteja minado por muitos egoísmos, desconfianças, concorrência desleal.
Tudo isso faz parte da realidade. Mas o cristão es
tá chamado a melhorar a realidade, e não a render-se a ela. Não, não é verdade que seja impossível uma atitude diferente. Um discípulo de Cristo e um filho de Maria recebe do Senhor a força suficiente para espalhar, à sua volta, um clima de amor, de justiça e de compreensão como o que existia no lar de Nazaré. Pode, por vezes, ser difícil e incómodo.
Mas é isso o que Deus lhe pede.
E Deus pensou em ti e em mim quando deu o seu Filho unigénito para salvar o mundo, e não para o condenar.

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