5 de julho de 2015

Do Pároco

Maria: uma Porta do Céu aberta para ti

Procissão das velas
Todo o tempo é bom para louvar Nossa Senhora. Ela é nossa Mãe e, tal é o grau da sua santidade, que Deus não hesitou também em tê-la como Mãe.

Mãe de Deus e dos homens, ela aproxima Deus dos homens e os homens de Deus. A sua maternidade encurta a distância enorme que existe entre o Criador e as suas criaturas, porque entre eles passa a haver um elo de ligação familiar, terno, feminino e de aproximação constante, graças à intercessão sistemática e maternal que Maria Santíssima, junto de Deus, realiza em prol dos seus filhos que vivem esta vida terrena. 

Ela lembra-nos, com S. Paulo, que aqui não temos morada permanente, porque o fim para que Deus nos fez vir ao mundo, a este mundo onde vivemos, que é sempre um lugar de passagem, aponta para a eternidade e para uma companhia constante e próxima, cheia de espírito familiar, de Deus connosco e nós com Deus.

Neste sentido, Maria, como boa mãe, não nos deixa de alertar para os perigos de perdermos o sentido da nossa vida, como boa educadora que é. Qualquer mãe orienta os seus filhos para o que ela sabe ser melhor para eles. Por vezes, inclusivamente, terá de lhes chamar a atenção para comportamentos menos correctos, onde o comodismo, a precipitação, a preguiça, a desordem ou quaisquer atitudes que nos desviem do bom caminho – e o único bom é o que conduz ao Céu - dominam o tempo, a cabeça e os objectivos da sua vida de todos os dias. 

Maria, sob o ponto de vista humano, educou o seu Filho Jesus: desde dar o alimento inicial do seu próprio peito, ensinar a falar, explicar como rezar, como conviver com os outros, como ser uma pessoa honesta e honrada, como entender as fraquezas alheias e procurar desculpá-las, etc. E nesta tarefa familiar e educativa, foi auxiliada, certamente, pelo o exemplo e a serenidade de José, seu esposo.

Nada do que uma mãe necessita de fazer – e de fazer bem – para educar um filho é estranho a Maria. Ela é o modelo exemplar da boa mãe.

Neste ano em que a Igreja tanto se tem ocupado da família, saibamos pedir a Maria Santíssima, com todas as forças da nossa alma e da nossa fé, que seja como a grande protectora e pedagoga de todas as famílias, nomeadamente das famílias cristãs, para que estas sejam foco de unidade e de fidelidade, o berço natural das virtudes que cada um, na infância, e depois, na sua vida profissional, social e vocacional deve realizar.

Uma mãe nunca se esquece dos seus filhos e, quanto mais santa é, mais os tem presentes no seu coração. Assim acontece com o Coração Imaculado de Maria, foco do mais puro e elevado amor maternal. A ele podemos recorrer nesta época estival, recordando a todos que as nossas férias só terão genuíno sabor cristão, se não pusermos de parte Deus, transformando os nossos dias de descanso num tempo de horas e dias pagãos. Mais, estes dias ganham sentido se os aproveitarmos para nos aproximarmos de Deus e deles sairmos melhores cristãos e mais amigos de todos, isto é, melhores filhos de Deus e da sua Mãe, Maria Santíssima. 

P. Rui Rosas da Silva

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