8 de junho de 2015

Do Tesouro da Igreja

O Sagrado Coração de Jesus

“Olha este Coração que tanto amou os homens e que nada se poupou até esgotar-se e consumir-se para lhes manifestar o seu amor; e em reconhecimento, Eu não recebo da maioria dos homens senão ingratidões e sacrilégios e pela frieza e desprezo com que Me tratam neste sacramento de amor. Mas o que mais Me dói é ver-me tratado assim por almas que me estão consagradas. Por isso te peço que se dedique a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento a uma festa particular destinada a honrar o meu Coração, comungando nesse dia e desagravando-Me com algum acto de reparação.” (1)

Nesta Solenidade, adoramos o Coração Sacratíssimo de Jesus “como participação e símbolo natural – e mais expressivo – daquele amor inexaurível que o nosso Divino Redentor sente ainda hoje pelo género humano. Já não está submetido às perturbações desta vida mortal; no entanto, vive e palpita e está unido de modo indissolúvel à Pessoa do Verbo divino, e nela e por ela, à sua divina vontade. E porque o Coração de Cristo transborda de amor divino e humano, e porque está cheio de todas as graças que o nosso Redentor adquiriu pelos méritos da sua vida, padecimentos e morte, é, sem dúvida, a fonte perene daquele amor que o seu Espírito comunica a todos os membros do seu Corpo Místico.” (2)

“Obrigado, meu Jesus, porque quiseste fazer-te perfeito Homem, com um Coração amante e amabilíssimo, que ama até à morte e sofre; que se enche de júbilo e de dor; que se entusiasma com os caminhos dos homens, e nos mostra o que nos leva ao Céu; que se sujeita heroicamente ao dever, e se guia pela misericórdia; que vela pelos pobres e pelos ricos; que cuida dos pecadores e dos justos...
Obrigado, meu Jesus, e dá nos um coração à medida do Teu! (3)
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(1) Oração de Santa Margarida Maria de Alacoque;
(2) Pio XII, Encíclica Haurietis aquas, 15-05-1956, n. 22;
(3) S. Josemaria Escrivá, Sulco, n. 813.

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