3 de maio de 2015

Do Pároco

Mais do que Ela só mesmo... Deus


Jesus, que Se deu totalmente para a nossa salvação, recordando certamente todos os benefícios que recebeu de Maria Santíssima, num gesto de desprendimento e de misericórdia por nós, quis que ela participasse dum modo mais íntimo e mais característico na obra da sua redenção, tornando-a não só co-redentora por excelência, mas também nossa Mãe. Assim, Nossa Senhora age com cada um de nós como o fez com Jesus Cristo. A sua maternidade como que a obriga a ter um desvelo mais forte e mais constante para com os seus filhos. 

Ao aceitar esse vínculo que Jesus lhe pede em relação a todos nós, Maria tem consciência de que deve agir com a mesma dose de amor que teve com o Senhor, embora enfrentando novos e diferentes espinhos e desafios, porquanto os seus novos filhos são pecadores e fracos na virtude.

Maria não resiste nem desiste de cumprir as suas novas obrigações, porque se trata, em primeiro lugar, de um pedido de Cristo e, depois, por ter consciência de que a sua acção será mais um meio pelo qual a misericórdia divina se vai servir para a salvação de todos nós, que é o desejo de Deus inerente à criação de todo o ser humano.

Quantas almas atulhadas no pecado não são salvas pela paciente e laboriosa relação afectiva que a Virgem Santíssima, com zelo e perícia de Mãe, exerce sobre elas! 

Por tudo isto, é natural e justo que a Igreja nos incite a ser muito devotos de Maria Santíssima, a fim de que a nossa condição de filhos de Deus melhore e se torne mais generosa.

Certamente que o culto que prestamos à Mãe de Jesus não é o mesmo que prestamos a Deus. Nós não adoramos Nossa Senhora, porque a sua natureza não é divina. O culto de adoração só prestamos ao nosso Deus, Uno e Trino, ou seja, às Três Pessoas da Santíssima Trindade. 

No entanto, temos por Maria uma devoção muito particular e muito veemente, que nos leva a uma veneração intensa, sabendo que ela é Medianeira de todas as graças que Deus nos concede e nos ama, não de uma forma abstracta ou etérea, mas como verdadeira Mãe que é. 

Quantas vezes, como fazem naturalmente todas as mães, apesar de os filhos nem sempre lhe corresponderem com a mesma qualidade de amor, falam bem dos que são mais rebeldes e apontam as suas qualidades – que só o seu amor maternal descobre - como se tratasse das melhores criaturas do mundo. E é assim que a Mãe do Senhor procede no Céu, pedindo muitas vezes às Três Pessoas divinas que tenham em conta o seu intenso amor maternal por algum dos seus filhos mais desorientado, que poderia merecer com toda a justiça uma sanção divina irremediável.

Aprendamos com Nossa Senhora a amar a Deus sobre todas as coisas, vivendo uma intensa relação com a nossa Mãe do Céu neste mês de Maio, o mês de Maria. E lembremo-nos de que o Terço é a sua oração preferida, já que, como nossa Mãe, vê nessa oração um modo acessível a todos os homens, cultos e menos cultos, de louvar a Deus, conversando familiarmente com ela.

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