15 de abril de 2015

Do Tesouro da Igreja

Jesus ressuscitado visita a sua Mãe


“Os Evangelhos não nos falam de uma aparição de Jesus ressuscitado a Maria. De qualquer maneira, assim como Ela esteve de modo especial junto da Cruz do Filho, também deve ter tido a experiência privilegiada da sua Ressurreição” (1) 

Uma tradição antiquíssima da Igreja diz-nos que Jesus apareceu em primeiro lugar e a sós a  sua Mãe Maria Santíssima. Em primeiro lugar, porque ela era a primeira e principal corredentora do género humano, em perfeita união com o seu Filho. A sós, já que esta aparição tinha uma razão muito diferente da das demais aparições às mulheres e aos seus discípulos. A estes, o Senhor tinha que reconfortá-los e conquistá-los definitivamente para a fé. A Virgem, que já havia sido constituída Mãe do género humano reconciliado com Deus, não deixou em momento algum de estar em perfeita união com a Santíssima Trindade. Toda a esperança na Ressurreição de Jesus que restava sobre a terra tinha-se refugiado no seu coração.

Não sabemos de que maneira Jesus apareceu à sua Mãe. Maria – escreve Frei Luís de Granada  – “vê o Corpo de seu Filho ressuscitado e glorioso, livre já de todos os maus tratos passados, recuperada a graça daqueles olhos divinos, e ressuscitada e aumentada a sua primeira formosura. As feridas das chagas, que eram para a Mãe como espadas de dor, vê-as convertidas em fontes de amor; àquele que vira padecer entre ladrões, vê agora acompanhado de anjos e santos; ao que a confiara do alto da Cruz ao discípulo, vê-o agora estender-lhe os seus braços, vê-o ressuscitado diante dos seus olhos. Segura-o, não o larga; abraça-o e pede-lhe que não vá embora; junto da Cruz emudecida de dor, não soubera o que dizer; agora, emudecida de alegria, não consegue falar” (2) (*).
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(1) S. João Paulo II, Discurso no santuário de Nuestra  Señora de la Alborada, Guayaquil, 31-1-85;
(2) Frei Luís de Granada, Livro de oração e meditação, 26, 4, 16;
(*) Cf. Francisco Fernandez Carvajal, Falar com Deus, vol. 2, Quadrante, S. Paulo, Brasil, 1995.

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