15 de abril de 2015

Do Pároco

Fazer obras de manutenção para bem de todos

1. Decerto que todos os paroquianos repararam que a torre da nossa igreja, bem como a sua fachada principal, se encontram rodeadas por andaimes, o que indicia o começo de obras de manutenção e restauro, que já há mais de dois anos se deviam ter feito. No entanto, nem sempre é fácil superar os obstáculos de carácter burocrático que estes empreendimentos exigem, com licenças muito variadas que é preciso pedir e, enfim, conseguir alcançar.

2. Mas demo-nos por satisfeitos por chegar finalmente a este ponto. Alguns paroquianos, com certa surpresa, comentaram que tinha havido obras de restauro ainda há pouco tempo – o que é totalmente verdade – , mas também um rápido desgaste de tudo o que se fez, em primeiro lugar no ano de 2006, quando a igreja foi restituída ao culto e, depois, em 2010, quando as empresas  que trabalharam nesse projecto retocaram a obra realizada, ainda dentro do período de garantia.

3. Após estas incidências, a paróquia tem de assumir a realização dos referidos trabalhos de manutenção e restauro, a partir do orçamento que se viu mais favorável. São precisos cerca de oito mil euros para ultimar o que já se vê começado e por isso uma contribuição extraordinária dos paroquianos, que são os utentes e beneficiados principais das melhorias que se pretendem realizar, a fim de que a igreja surja aos nossos olhos bem arranjada e aprimorada, como manifestação do nosso amor e do nosso respeito para com Deus.

4. Todos temos consciência de que a vida não está fácil para todos e cada um. Sente-se cada vez mais o peso do custo de vida e dos impostos. O que se recolhe nas celebrações ou provém do periódico contributo paroquial mal chega para o dia a dia. As pessoas que nos pedem ajuda para lhes valer em situações duras – que chegam até à falta do pão para a mesa – urgem o nosso préstimo e, sobretudo, pôr em prática uma das obras de misericórdia material, que é, exactamente, dar de comer a quem tem fome.

5. Nas contas de 2014, expostas num dos escaparates interiores da igreja depois de terem sido apreciadas pelo Conselho Económico da paróquia e aprovadas pelo Patriarcado de Lisboa, aparece um saldo positivo de algumas centenas de euros, que neste momento já não existe, pois todas as despesas paroquiais, incluindo o que já se teve de pagar para o início das obras, sumiram-no com avidez, colocando o orçamento paroquial com um deficit que é preciso superar. Contrair um empréstimo teria custos.

6. Toca-me assim alertar e acorrer aos paroquianos lembrando a necessidade premente de um contributo especial que permita rapidamente voltar a um equilíbrio de contas com que se iniciou o ano de 2015. E Deus recompensará com a sua habitual magnanimidade a sua contribuição.

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