8 de março de 2015

Do Pároco

6 ideias para preparar a Páscoa em Família

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É possível que o termo Quaresma não esteja por nós muito unido ao ambiente familiar. Pensamo-lo como uma forma de corresponder pessoalmente àquilo que a Igreja nos propõe para viver neste tempo, em que relembramos os quarenta dias de penitência e oração com que Jesus preparou a sua entrada e desempenho na vida pública.
No entanto, se a nossa atitude perante este tempo deve começar, sem dúvida, por uma iniciativa pessoal, a verdade é que o ambiente familiar é um meio muito adequado para a viver bem
.
1. Começando pelo que a Igreja nos recomenda sobre o jejum e abstinência, numa família cristã estas normas devem ser respeitadas e amadas. Um amigo tem “a pouca sorte” de fazer anos durante a Quaresma. Assim, com um espaço de alguns anos, sempre “apanha” o seu aniversário numa 6ª Feira. O que faz ele? Não os festeja nesse dia, adiantando ou atrasando a comemoração. Habituou os seus a este costume e todos o respeitam com naturalidade.

2. Noutra família, dá-se particular importância à consideração sobre a Paixão de Cristo. Todos os dias, reunem-se pais e filhos para ler um excerto de um  capítulo dos evangelhos relativos a essa passagem da vida do Senhor.

3. A esmola é outro aspecto que deve ter-se presente. Um “porquinho” com ranhura está aberto a todos os pequenos sacrifícios que cada um faz para que os mais necessitados sejam atendidos. Houve um dos mais novos que teve a tentação, um dia, de comprar um chupa-chupa. Arrependeu-se, não o comeu,  e quis metê-lo no “porquinho”. Ficou a ranhura atravancada e houve necessidade de a pôr de novo em condições de bom funcionamento.

4. Mas há um assunto que pode ser também objecto do cuidado familiar. O génio de cada um. Em casa está-se mais à vontade, pelo que, de vez em quando, somos surpreendidos com um arroubo de impaciência. Evitá-lo, tentando que a paz e a concórdia, neste tempo, se faça notar. É um sacrifício aparentemente fácil de levar a cabo. Mas como custa quando a “mostarda nos chega ao nariz”. É normal que tenha mais dificuldade de lidar com este ou aquele membro da minha família. Ofereçamos a Cristo – e a Ele recorramos em todas as circunstâncias – para que na Quaresma esta animosidade não se note.

5. Certamente que o ambiente familiar deve ser mais piedoso. Que se reze mais e melhor entre todos; não esquecer, por exemplo, as grandes oportunidades que se oferecem antes e depois das refeições: saibamos agradecê-las a Deus que no-las proporciona. E que estas breves orações também nos sirvam para que ofereçamos, por intermédio de Nossa Senhora, alguma privação que queiramos fazer, lembrando o jejum de Jesus. 

6. Não haverá em todas as casas cristãs um Crucifixo, uma cena do Calvário, que seja especialmente recomendada para se cumprimentar discretamente, sempre que por ela se passe?
Em suma: a família é um ambiente privilegiado para se viver bem a Quaresma. Aproveitemo-la da melhor maneira para prestar a Deus o culto que Ele nos sugere neste tempo de penitência e oração.

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