2 de janeiro de 2015

Do Pároco

Ano novo, luta nova!

Os Magos, por Henry Siddon Mowbray
Esta expressão muito do gosto de S. Josemaria, manifesta a atitude que todo o cristão e todo o homem de boa vontade deve fomentar no princípio de cada ano que se inicia.

Em primeiro lugar, o facto de poder saborear a novidade de entrar num novo ano deve despertá-lo para as suas responsabilidades. É um tempo que Deus lhe confere para ele se santificar, isto é, para procurar em tudo ser honesto e honrado, cumprindo as suas obrigações como aquilo que elas são: ocasiões que Deus põe à sua disposição para fazer o bem o melhor possível.

Já que Deus é Amor, como diz S. João na sua primeira carta, e nos criou à sua imagem e semelhança, devemos espelhar em tudo o que fazemos essa parecença.

Para uma pessoa humana, e mais se é cristão, não tem sentido agir por outra razão que não seja o amor. E a sua qualidade essencial é a que nos indica o primeiro mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Não olhar os outros com os olhos que esse amor nos exige, não tratar as coisas criadas, que Deus põe à nossa disposição, como essa mesma visão, é agir sem o sentido 

Deste modo, o princípio do ano oferece-nos a possibilidade de repensarmos como estamos a trabalhar, a relacionar-nos com os outros, a cumprir com todas as obrigações que a nossa condição social, familiar e profissional nos exige.

Recordemos que, para além das qualidades e potências naturais que o Senhor concedeu a cada um de nós (inteligência, vontade e afectividade), devemos sempre contar com outra realidade que, tantas vezes, nos esquecemos ou não damos verdadeira importância. A graça de Deus.

Como é costume dizer-se: a graça não destrói a natureza; pelo contrário, completa-a e aperfeiçoa-a. Ou seja, potencia o que naturalmente podemos fazer. Se olharmos para a vida dos santos, com frequência, ficamos surpreendidos com o que eles conseguiram realizar, nomeadamente tantas e tão ricas obras socio-caritativas. O que neles primou foi a fidelidade à graça de Deus, muito mais do que as suas capacidades naturais, que, decerto, os ajudaram a concretizar o que o Senhor os animava a levar a cabo com tanto esforço e dedicação.

Principia um novo ano. Façamos exame de consciência, rectifiquemos o que a nossa preguiça ou comodismo nos ditou e procuremos aproveitar esse dom precioso que é o tempo. Não esqueçamos: o tempo é um dom de Deus, que Ele nos pede para aproveitar com seriedade Nossa Senhora ajudar-nos-á a levar para a frente todos os nossos propósitos de melhoria.

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