7 de setembro de 2014

Do Tesouro da Igreja


A FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

1. O caminho da santidade passa pela Cruz: “Oiçam isto os que se envergonham da Paixão e da Cruz de Cristo. Porque se o Príncipe dos Apóstolos, mesmo antes  de entender claramente este mistério, foi chamado Satanás por se ter envergonhado dele, que perdão podem ter aqueles que, depois de tão manifestação, negam a economia da Cruz? Porque se o que assim foi proclamado bem-aventurado, se o que tão gloriosa confissão fez, tal palavra teve de ouvir, considerai o que hão de sofrer os que, depois de tudo isto, destroem e anulam o mistério da Cruz? (S. João Crisóstomo. Hom. sobre S. Mateus, 54).

2. A Cruz de cada dia: “A Cruz é o livro vivo, do qual aprendemos definitivamente quem somos e como devemos actuar. Este livro sempre está aberto diante de nós” (S. João Paulo II, Aloc.).

3. Todo o apostolado se fundamenta na Cruz: “De dois modos podemos levar a Cruz do Senhor, ou sacrificando o nosso corpo com a abstinência ou, por compaixão ao próximo, considerando como nossas as suas necessidades. O que se apieda das necessidades alheias, leva a Cruz no seu coração”. S. Gregório Magno, Hom. 37 sobre os Evangelhos”.

4. A Cruz na vida dos cristãos: “Que ninguém se envergonhe dos símbolos da nossa salvação (...); levemos antes a todas as partes, como uma coroa, a Cruz de Cristo. Tudo, efectivamente, entra em nós pela Cruz. Quando precisamos de nos regenerar, aí está presente a Cruz; quando nos alimentamos da mística comida; quando nos é consagrada por ministros do altar; quando se cumpre qualquer outro mistério, aí se encontra sempre este símbolo de vitória. Daí o fervor com que o inscrevemos e o desenhamos, nas nossas casas, sobre as paredes, sobre as janelas, sobre a nossa fronte e no coração. Porque este é o sinal da nossa salvação, o sinal da liberdade do género humano, o sinal da bondade de Deus para connosco”. (S. João Crisóstomo. Hom. sobre S. Mateus, 54).

5. Jesus Cristo ensina-nos o mistério salvador da Cruz: “Nota que Cristo chegou à glória através da sua paixão: Não era mister que o Cristo padecesse tudo isto, e entrasse assim na sua glória? (Lc24, 26). Desta maneira ensinava-nos o caminho da glória: É necessário que passemos por muitas tribulações para entrar no Reino dos Céus (Act 14,21) (S. Tomás de Aquino, Sobre o Credo, 5, 1. c., p. 76).
6. A alegria da Cruz: (...) não esqueçais que estar com Jesus é, seguramente, encontrar-se com a sua Cruz. Quando nos abandonamos nas mãos de Deus, é frequente que Ele permita que saboreemos a dor, a solidão, as contradições, as calúnias, as difamações, as troças, por dentro e por fora: porque assim quer conformar-nos à sua imagem e semelhança, e tolera também que nos tomem por loucos ou por tolos.
É a hora de amar a mortificação passiva, que vem – oculta ou insolente – quando não a esperamos”. (S. Josemaria Escrivá, Amigos de Deus, 301). 

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