6 de julho de 2014

Do Pároco

Louvor à Porta do Céu




Procissão por Telheiras no dia 5 de Junho de 2014
Quantas vezes, ao entrarmos na nossa igreja, não nos sai dos lábios, de forma espontânea, a jaculatória: “Nossa Senhora da Porta do Céu – Roga por nós”. Habituamo-nos a dizê-la sempre, no final de cada mistério do Terço que aí se reza.
Pedimos o seu auxílio, porque sabemos que a nossa Mãe, que é também Mãe de Deus, sempre ouve as súplicas dos seus filhos. Ela é a Medianeira de todas as graças, pelo que não há petição que façamos ao nosso Pai Deus, ou benefício que d’Ele recebamos, sem ser por intermédio de Maria Santíssima.

Esta jaculatória, cuja longa história contaremos noutro dia, ajusta-se perfeitamente ao amor maternal de Nossa Senhora, que, por ser a melhor das mães, aí nos aguarda no final da nossa vida para nos abrir a porta do Reino dos Céus. E a sua presença constante nesse lugar, lembra-nos constantemente que para entrar por esse sítio precisamos de lutar com denodo, porque o seu Filho e nosso Irmão Jesus Cristo, nos avisou de que o Reino dos Céus é dos violentos. 
Não certamente daqueles que se servem da sua força para humilhar ou aniquilar os outros, mais fracos e desprevenidos, mas para, com a virtude da fortaleza, encarar as adversidades da vida ou os objectivos difíceis de alcançar com a energia necessária para fazer sempre o que Deus nos pede.
No final do mês passado, a imagem da nossa Padroeira percorreu num breve trajecto algumas ruas de Telheiras. Quanto não terá abençoado, à sua passagem, as pessoas e todos os lugares da paróquia. 

Esta procissão, que se tem feito, salvo por excepção, todos os anos na primeira 5ª Feira do mês de Junho, é um gesto de confiança na sua protecção e, simultaneamente, o desejo de que os paroquianos lhe rezem com fervor, confiados de que ela, como Mãe generosa, espalhará a sua benevolência por todos nós.
Nestes dias estivais, peçamos a Nossa Senhora da Porta do Céu, dum modo especial, pelo justo descanso de quem labutou todo o ano, a fim de que, ao regressar das suas férias, se encontre com forças renovadas para enfrentar um novo ano de trabalho. 
E peçamos-lhe também que o descanso não seja para nós um tempo em que Deus é posto de parte, como se tratasse de um companheiro indesejável ou incómodo, ou como se a sua companhia estragasse o nosso repouso. Da Porta do Céu, Maria acompanha as nossas férias, intercedendo para que elas sejam um momento de regeneração de todas as nossas energias, não só corporais, mas também espirituais. Ela é tão boa Mãe que, se nos tivéssemos deixado levar pelo comodismo de esquecer Deus nesses dias, seria a primeira a implorar, junto do Filho, o seu perdão. Mas um bom filho não trata assim a sua Mãe. 

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