8 de março de 2014

Do Pároco

S. José e o Menino - Josefa de Óbidos
No próximo dia 19 deste mês, a Igreja convida-nos a festejar a solenidade de S. José.

Aparentemente, pode parecer estranho que um santo tão importante para o sucesso da nossa salvação não tenha deixado nenhuma palavra em discurso directo nas páginas do Novo Testamento, nomeadamente nos quatro Evangelhos. No entanto, é bom recordar que para se ser santo não são precisas palavras mas factos que nos mostrem com clareza o cumprimento da vontade de Deus. 

E S. José é assim que procede em todos os momentos em que o Senhor lhe pediu a sua colaboração. 

Às vezes, de um modo imediato e firme; outros, deixando-o a reflectir sobre a forma como havia de proceder para que nada perturbasse os desígnios divinos. 

No primeiro caso, referimo-nos à passagem de São Mateus, evangelista: “Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar” (Mt. 2, 13). 

Decerto que ter de fugir apressadamente para uma terra estrangeira e desconhecida não é tarefa fácil para um homem que tem de desempenhar a missão de chefe de família. A recompensa, porém, de salvar o Menino, que é o Messias prometido por Deus ao seu povo eleito, supera todos os incómodos e aflições.

O segundo a uma passagem um pouco anterior da mesma fonte, quando José se apercebe da gravidez de Nossa Senhora: “José, (...) sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente” (Mt 1,19). No espírito do santo está a rectidão de intenção. Não quer, por um lado, manchar com qualquer dúvida ou acção suas a dignidade da esposa; por outro, ser cumpridor fiel da lei de Moisés, que o obrigava a abandonar Maria por ter concebido no seu seio um filho que não era seu.

Deve ter sofrido muito. Mas a aceitação da vontade de Deus traz sempre a recompensa generosa de Quem é nosso Pai e nunca nos abandona. 

Proceder com a rectidão de intenção em relação a sua mulher, tendo em conta o fruto que se gera no seu seio, faz de José o pai – para todos os efeitos legais e sociais –, que o anjo lhe anuncia, quando lhe diz que será a ele a dar o nome de Jesus ao filho de Maria. Assumirá, assim, o papel e a honra de educar com autoridade paterna Quem Deus escolheu, desde tempos imemoriais, para realizar a redenção do homem.

Aprendamos com S. José a aceitar e a querer a vontade de Deus. Como S. Paulo, tenhamos perfeita consciência de que Ele nunca nos tenta acima das nossas forças. Se às vezes, a sua vontade é difícil de cumprir, não pensemos num castigo divino, mas na confiança que deposita em quem é seu amigo, ou não é verdade que “os amigos estão para as ocasiões”, como reza o ditado popular? E Cristo não nos ensinou que quem quiser segui-Lo tem de pegar na sua Cruz?


Baptismos no mês de Março

Sábado, dia 01, 12.00h – Yulia Epinina Canoa

Sábado, dia 08, 11.30h – Sebastião Sá

Sábado, dia 15, 12.00h – Diogo Neto Leão

Dar a quem precisa

      Continuamos todos os meses a fazer entrega de comida, roupa e remédios gratuitamente a várias dezenas de famílias carenciadas da nossa Paróquia.
Para tanto, é necessária e condição fundamental a ajuda dos paroquianos para que possa continuar-se esta iniciativa tão urgente e imprescindível.

No mês passado (Fevereiro)

FESTA DAS PROMESSAS. 

   Esteve o nosso Agrupamento de Festa, nos passados dias 21 e 22 de Fevereiro, 6ª Feira e Sábado. Foram mais de trinta escuteiros que fizeram as suas promessas, entre Lobitos, Exploradores, Pioneiros, Caminheiros e Chefes, o que é um número muitíssimo apreciável. Na 6ª Feira, com início às 21.00h, houve a Vigília, em que, dum modo especial, foram lembrados na sua vida e feitos os santos patronos. Domingo, na habitual Missa das18.30h, com a igreja completamente cheia, a todos os que cabia fazer a sua Promessa cumpriram os rituais próprios de compromisso, certamente conscientes das novas obrigações que contraíram perante Deus e os seus companheiros de viagem escutista.

Curso de Noivos

    Organizado pela Paróquia e de colaboração com o CENOFA, realiza-se um Curso de Noivos, que terá lugar nos próximos dias 29 (Sáb.) e 30 (Dom.) deste mês, com começo em cada uma das datas assinaladas às 14.30h. Continuam abertas as inscrições.



Do Tesouro da Igreja

SOBRE A QUARESMA

Neste tempo favorável da Quaresma, ouvimos com maior insistência o apelo do Senhor para cooperarmos na nossa salvação, pela conversão pessoal.

A Quaresma vai radicar a sua origem numa preparação intensiva para os Sacramentos da Iniciação Cristã – Baptismo, Penitência e Eucaristia – quando o Catecumenato desaparece do programa pastoral da Igreja.

“Ponham-se em realce, tanto na Liturgia como na Catequese litúrgica, estes dois aspectos característicos do tempo quaresmal, que pretende, sobretudo através da recordação ou preparação do Baptismo e da penitência, preparar os fiéis, que devem ouvir com maior frequência a palavra de Deus e dar-se à oração com mais insistência, para a celebração do mistério pascal” (*)

A Quaresma é, pois, o tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, para uma transformação em Cristo ressuscitado. Para nós, que já recebemos o Baptismo – nos primeiros séculos ele era administrado preferentemente na celebração da Vigília Pascal – esta preparação concretiza-se em recordar os compromissos baptismais e em actualizar ou recuperar as suas riquezas pelo sacramento da Penitência.

A conversão não há-de ser encarada apenas como um esforço pelo aperfeiçoamento pessoal, mas como uma luta para nos transformarmos cada vez mais em Cristo, de tal modo que possamos dizer com verdade: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim”(Gál 2, 20). 

Além desta característica cristocêntrica, a Quaresma apresenta-nos  também uma dimensão social, (..) já que  (...) cada um de nós tem de dar uma resposta pessoal ao convite do Senhor á salvação eterna, sem esquecer que Ele nos chamou a fazer parte de um Povo  que é necessário edificar também como nosso testemunho de vida  e acção apostólica: “Aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse suavemente (*).
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(*) Concílio Vaticano II, SC n. 109; (2) SC n. 110;  (3) LG n. 9.

Coisas Práticas: "Não tenhais medo da Confissão"

     Papa Francisco: “Podemos dizer: eu só me confesso com Deus. Sim, podes dizer a Deus «perdoa-me», e confessar os teus pecados, mas os nossos pecados são cometidos também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isso, é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote. «Mas padre, eu tenho vergonha...». Até a vergonha é boa, é saudável sentir um pouco de vergonha, porque envergonhar-se é bom. Quando uma pessoa não se envergonha, no meu país dizemos que é um «desavergonhado». Mas até a vergonha faz bem, porque nos torna mais humildes, e o sacerdote recebe com amor e com ternura esta confissão e, em nome de Deus, perdoa.

    Até do ponto de vista humano, para desabafar, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que pesam muito no nosso coração. E assim sentimos que desabafamos diante de Deus, com a Igreja e com o irmão. 

    Não tenhais medo da Confissão! Quando estamos em fila para nos confessarmos, sentimos tudo isto, também a vergonha, mas depois quando termina a Confissão sentimo-nos livres, grandes, bons, perdoados, puros e felizes. Esta é a beleza da Confissão!

    Gostaria de vos perguntar — mas não o digais em voz alta; cada um responda no seu coração: quando foi a última vez que te confessaste? Cada um pense nisto... Há dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos? Cada um faça as contas, mas cada um diga: quando foi a última vez que me confessei? E se já passou muito tempo, não perca nem sequer um dia; vai, que o sacerdote será bom contigo. É Jesus que está ali presente, e é mais bondoso que os sacerdotes, Jesus receber-te-á com muito amor. Sê corajoso e vai confessar-te!

    Caros amigos, celebrar o Sacramento da Reconciliação significa ser envolvido por um abraço caloroso: é o abraço da misericórdia infinita do Pai. Recordemos aquela bonita parábola do filho que foi embora de casa com o dinheiro da herança; esbanjou tudo e depois, quando já não tinha nada, decidiu voltar para casa, não como filho, mas como servo. Ele sentia muita culpa e muita vergonha no seu coração! Surpreendentemente, quando ele começou a falar, a pedir perdão, o pai não o deixou falar mas abraçou-o, beijou-o e fez uma festa. E eu digo-vos: cada vez que nos confessamos, Deus abraça-nos, Deus faz festa! Vamos em frente por este caminho. Deus vos abençoe!” (cf. Audiência, 19-II-2014).

Catequese

1. Catequese de Crianças: 

a) Haverá reuniões de pais neste mês assim distribuídas:

3ª F., dia 11, 19.15h no Salão da Igreja: Preparação da Festa da Palavra, a realizar no dia 15/03, Sábado, às 10.15h – Alunos do 8º Ano;

4ª F., dia 12, 19.15h no Salão da Igreja: Preparação da Festa da Alegria, a realizar nos dias 22/03, Sábado, às 10.00h (alunos do 2º Ano das 3ªs e Sábados) e Domingo, dia 23/03, após a Missa das 10.00h (alunos das 5ªs Feiras e Domingos).

b) Festas:
       
dia 15/03, Sábado, às 10.15h, na Igreja, alunos do 8º Ano: FESTA DA PALAVRA; 

dia 22/03, Sábado, às 10.00h, alunos do 2º Ano das 3ªs e Sábados: FESTA DA ALEGRIA - 1ºTurno;
    
dia 23/03, Domingo, após Missa das 10.00h, alunos das 5ªs Feiras e Domingos: FESTA DA ALEGRIA – 2º Turno;
   

2. Catequese de Adultos:

Teologia para Todos (Orientação: P. João Campos) Aulas: 5ªs Feiras
Dia 20, 5ª F., 19.15h ou 21.30h – Salão da Igreja; Tema: “Que arrasta a Igreja?” 

Preparação do Crisma (Orientação: P. Rui Rosas) – Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h
Dia 5, 4ª F. – Tema: Sacramento da Confirmação – I;
Dia 19, 4ª F. – Tema: Sacramento da Confirmação – II;

Catecumenato: Dia 08, Sábado, 10.30h, Sé de Lisboa – Rito de Eleição

Recolecções neste mês de Março

3ª Feira, Dia 11: Homens – 19.10h; 

5ª Feira, Dia 13: Senhoras – 19.10h

Ausências de sacerdotes no mês de Março

P. Carlos Santamaria: até 3ª F., dia 4/03 – Actividade Pastoral
                                    De 20/03 (5ª F.) a 23/03 (Dom.) – Actividade Pastoral

P. Rui Rosas da Silva: até 4ª F., dia 5/03: Retiro anual
                       De 27/03, 5ª F., a 30/03 (Dom.) – Actividade Pastoral

Agrupamento nº 683 - Actividades no mês de Março

Dias 1 e 2: Acantonamento da Alcateia na Bateria das Lajes, em Paço de Arcos; A Expedição vai participar num acampamento de Núcleo, intitulado, Idade Verde; Acampamento da Comunidade em Banzão, Sintra;

Dias 14, 15 e 16, participação do Clã no acampamento Cenáculo do Núcleo; 

Dia 15: 1º Encontro de preparação para o AcaReg (Acampamento regional), destinado a guias, sub-guias, dirigentes e animadores de secções

Dia 28: Realização da VIA SACRA