12 de janeiro de 2014

Coisas práticas

O CENTRO DO UNIVERSO

     O calendário romano de 10 meses começava no equinócio da Primavera, com o mês de Março. Uns dias prévios de purificação ‘não contados’ viriam tornar-se (inícios do séc. VII A.C.) nos meses de Fevereiro e Janeiro. Mais tarde  (450 A.C.) Janeiro passa para antes de Fevereiro. Em 45 A.C. Júlio César introduziu um novo calendário (“Juliano”) tendo como ponto de referência a fundação de Roma, ocorrida 708 anos antes, e faz começar o Ano oficial em Janeiro.
    Só muito mais tarde, no ano 532 ganhou forma entre os cristãos o acerto de colocar o nascimento de Jesus como centro da História da Humanidade. Por encargo do papa João I, o monge Dionísio, o Exíguo, com os dados históricos disponíveis, situou-o no ano 753 da fundação de Roma. O ano 754 seria o primeiro da era cristã, que começará a usar-se nos documentos cristãos acrescentando “A.D.” ou “Anno Dominni” (“Ano do Senhor”). Passarão muito séculos até se tornar uso corrente na sociedade.
O cálculo feito continua a vigorar embora se saiba não ser exacto. Actualmente novos dados levam os historiadores a afirmar a grande probabilidade de Jesus ter nascido seis anos antes do que era suposto, isto é, no ano 748 da fundação de Roma (6 A.C.), ou até oito anos antes (8 A.C.). 
    Há diferentes calendários no mundo (chineses, japoneses, islâmicos, judeus,...) mas para nos entendermos usa-se este que parte do momento sublime da História da Humanidade.
O Beato João Paulo II escreveu: "O facto de o Verbo ter assumido, na plenitude do tempo, a condição de criatura confere ao acontecimento de Belém, de há dois mil anos, um valor cósmico singular. Graças ao Verbo, o mundo das criaturas apresenta-se como «comos», isto é como universo ordenado. E é ainda o Verbo que, encarnando, renova a ordem cósmica da criação. (...) O Verbo encarnado é (...) o cumprimento da ânsia presente em todas as religiões da humanidade. (...) Cristo é o cumprimento da aspiração de todas as religiões do mundo, constituindo por isso mesmo o seu único e definitivo ponto de chegada” (cf. Às Portas do Terceiro Milénio, nn. 3 e 6).
    Conhecermos o “sentido amoroso” da existência é uma responsabilidade que deve levar-nos tentar manter essa harmonia em cada actuação deste Novo Ano. Não faltará a ajuda de Deus para asssim aproveitarmos este tempo.

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