12 de janeiro de 2014

Do tesouro da Igreja

(A propósito da Festa da Conversão de S. Paulo: 25/01)

Por amor de Cristo, Paulo tudo suportou (1)

      O que é o homem, quão grande é a dignidade da nossa natureza e de quanta virtude é capaz a criatura, Paulo o mostrou mais do que qualquer outro. Cada dia ele subia mais alto e aparecia mais ardente, cada dia lutava com energia sempre nova contra os perigos que lhe surgiam pela frente de acordo com o que ele próprio afirmava: Esqueço-me do que já passou e avanço para as coisas que estão à minha frente.
Sentindo a morte já iminente, incitava os outros a comungarem da sua alegria, dizendo: Alegrai-vos e congratulai-vos comigo; frente aos perigos, às injúrias e aos insultos, igualmente se alegra e escreve aos Coríntios: Sinto complacência nas minhas enfermidades, nos ultrajes, nas perseguições; porque sendo estas, segundo afirmava, as armas da justiça, mostrava que disto lhe vinha um grande proveito.
No meio das insídias dos inimigos, conquistava contínuas vitórias, triunfando de todos os assaltos. E, em todo o lado, sofrendo pancadas, injúrias e maldições, como e fosse conduzido em cortejo triunfal, cumulado de troféus, nelas se gloriava e dava graças a Deus, dizendo: Sejam dadas graças a Deus que sempre triunfa em nós.
Avançava ao encontro da humilhação e das ofensas que tinha de suportar por causa da pregação, com mais entusiasmo do que o que pomos em alcançar o prazer das honras; punha mais empenho na morte do que na vida; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava sempre o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho. Uma única coisa o assustava e lhe metia medo: ofender a Deus; e uma única coisa desejava: agradar sempre a Deus.
(...) Gozar do amor de Cristo era para ele a vida, o mundo, o anjo, o presente, o futuro, o reino, enfim, todos os bens; e fora disso, em nada punha tristeza ou alegria. De tudo o que se pode ter neste mundo, nada lhe era agradável ou desagradável.
Desprezava todas as coisas que admiramos, como se despreza a erva apodrecida. Para ele, tanto os tiranos como as multidões enfurecidas eram como mosquitos.
Considerava como jogos de crianças os mil suplícios, os tormentos e a própria morte, contanto que pudesse sofrer alguma coisa por Cristo.

(1) De S. João Crisóstomo, Bispo, Séc. IV: (Hom. 2:  Sobre os louvores de S. Paulo: PG 50.477-480).

Horário das Missas em Janeiro

a) Domingos: – 10.00h, 12.00h e 19.00h

b) Semana: 2ª Feira a 6ªFeira: 12.15h e 18.30h; Sábados, 18.30h

Baptismos no mês de Janeiro

          Sábado, dia 18, 10.30h: Soraia Teixeira (Receberá os três Sacramentos da Iniciação Cristã).

Catequese

a) De Crianças:
Recomeçam as aulas no dia 7, 3ª Feira, seguindo o calendário escolar do nosso país. Também no dia, 12, Domingo, voltarão as crianças da Catequese à sua Missa habitual dos domingos, às 10.00h. 
Os pais serão avisados prontamente de algumas reuniões que vão realizar-se neste mês.
Dia 25, Sábado, 11.00h: Alunos do 5º Ano. Entrega do Terço e Imposição do Escapulário do Carmo, como lembrança do ANO DA ALIANÇA.

b) De Adultos
CURSOS A DECORRER DURANTE ESTE MÊS:
De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)
Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h: 
Dia 08: Os Mandamentos da Lei de Deus;
Dia 22: Os Sacramentos instituídos por Jesus Cristo: Introdução
Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos)
Aulas: 5ªs Feiras, 19.15h e 21.30h.
Dia 16: O Universo do Homem - a Criação.
Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas) – Os alunos serão avisados previamente das datas das aulas, como tem sido habitual

Recolecções no mês de Janeiro

5ª Feira, Dia 9: Senhoras: 19.10h; 

3ª Feira, Dia 14: Homens; 19.10h

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES EM JANEIRO

Dia 4 – Recomeço das actividades, após as férias do Natal; 
Dia 15 – Entra em funcionamento o Agrupamento em formação de Telheiras, com a participação dos dirigentes: Ana Costa, António Franco, Madalena e Francisco Barros. Apadrinhamento do Agrupamento do Lumiar; 
Dia 18 – Comemoração do 36º Aniversário da fundação do Agrupamento;
Dia 25 – Participação na Vigília Ecuménica Jovem que reúne vários jovens cristãos de diversas confissões, para pedirem pela unidade.

Cabaz de Natal (Dezembro de 2013)

    Fornecer meios de subsistência a quem precisa é uma obrigação moral de todos nós, acalentados pela caridade que o Senhor nos ensinou a viver. É impossível permanecer indiferentes perante as necessidades dos outros, sobretudo se temos a certeza de que os meios que pomos à disposição são bem entregues e não vão fomentar uma mendicidade profissional, como, infelizmente, sabemos que acontece na nossa cidade.
     A Paróquia tem procurado dar realmente a quem precisa. Se, nalgum momento, houve alguma dúvida, procurou remediar a situação, averiguando com mais pormenor a situação e tentando sempre não cometer qualquer injustiça, embora reconheça que nem sempre é fácil descortinar todos os meandros dos problemas que se levantam.
     Cristo deixou-nos como testamento espiritual o seu lema “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. E é exactamente isso que se tenta pôr em prática, quando se requisita à generosidade dos paroquianos, de instituições e de pessoas amigas uma colaboração profícua e generosa, que se tem alcançado pelo empenho de todos. 
     Por isso, uma palavra de agradecimento, em primeiro lugar, aos paroquianos – que, neste ano, acolheram com redobrado entusiasmo a oferta de alimentos, dinheiro e roupas – e, depois, aos Colégios Planalto e Alemão. Entre todos pudemos oferecer a perto de 50 famílias carentes meios para poderem viver um Natal mais agradável e mais humano.
    Apesar da crise económica, a verdade é que se conseguiu uma maior abundância de  géneros alimentícios e de roupas do que nos dois últimos anos.
    Enfim, que Deus, com a sua generosidade incomparável, retribua os seus dons e a sua misericórdia a todos os que corresponderam aos nossos apelos com tão grande magnanimidade. E também a todos os paroquianos que, com a sua dedicação e o seu voluntariado, organizaram as distribuições e, com a sua presença, atenderam as famílias beneficiadas.

Ausências de sacerdotes

Pe. Carlos Santamaria: de dia 16, 5ª F. a dia 19, Domingo: Actividade Pastoral.

Coisas práticas

O CENTRO DO UNIVERSO

     O calendário romano de 10 meses começava no equinócio da Primavera, com o mês de Março. Uns dias prévios de purificação ‘não contados’ viriam tornar-se (inícios do séc. VII A.C.) nos meses de Fevereiro e Janeiro. Mais tarde  (450 A.C.) Janeiro passa para antes de Fevereiro. Em 45 A.C. Júlio César introduziu um novo calendário (“Juliano”) tendo como ponto de referência a fundação de Roma, ocorrida 708 anos antes, e faz começar o Ano oficial em Janeiro.
    Só muito mais tarde, no ano 532 ganhou forma entre os cristãos o acerto de colocar o nascimento de Jesus como centro da História da Humanidade. Por encargo do papa João I, o monge Dionísio, o Exíguo, com os dados históricos disponíveis, situou-o no ano 753 da fundação de Roma. O ano 754 seria o primeiro da era cristã, que começará a usar-se nos documentos cristãos acrescentando “A.D.” ou “Anno Dominni” (“Ano do Senhor”). Passarão muito séculos até se tornar uso corrente na sociedade.
O cálculo feito continua a vigorar embora se saiba não ser exacto. Actualmente novos dados levam os historiadores a afirmar a grande probabilidade de Jesus ter nascido seis anos antes do que era suposto, isto é, no ano 748 da fundação de Roma (6 A.C.), ou até oito anos antes (8 A.C.). 
    Há diferentes calendários no mundo (chineses, japoneses, islâmicos, judeus,...) mas para nos entendermos usa-se este que parte do momento sublime da História da Humanidade.
O Beato João Paulo II escreveu: "O facto de o Verbo ter assumido, na plenitude do tempo, a condição de criatura confere ao acontecimento de Belém, de há dois mil anos, um valor cósmico singular. Graças ao Verbo, o mundo das criaturas apresenta-se como «comos», isto é como universo ordenado. E é ainda o Verbo que, encarnando, renova a ordem cósmica da criação. (...) O Verbo encarnado é (...) o cumprimento da ânsia presente em todas as religiões da humanidade. (...) Cristo é o cumprimento da aspiração de todas as religiões do mundo, constituindo por isso mesmo o seu único e definitivo ponto de chegada” (cf. Às Portas do Terceiro Milénio, nn. 3 e 6).
    Conhecermos o “sentido amoroso” da existência é uma responsabilidade que deve levar-nos tentar manter essa harmonia em cada actuação deste Novo Ano. Não faltará a ajuda de Deus para asssim aproveitarmos este tempo.

Do Pároco

     
A conversão
      Uma notícia referida há pouco por alguns meios de comunicação social e ignorada por outros, informou-nos de que numa igreja próxima da Basílica de S. Pedro em Roma, passarão a confessar altas figuras da Cúria Romana, entre as quais se conta o próprio papa Francisco. Este sacramento tem sido, por vezes, ignorado por uma parte dos católicos dos nossos tempos. Para alguns, uma atitude de fé superior, adulta, parece dar a cada um dos fiéis autoridade para pedir a Deus directamente perdão pelos seus pecados, isentando-os de recorrer a uma confissão formal. Para outros, o desleixo nas suas relações com Deus, leva-os a tratar as suas faltas como uma espécie de relíquias que repousam na consciência sem qualquer relevância para a sua vida cristã. Por outro lado, invocam a cautela que se deve ter com a confissão, não vão aparecer escrúpulos e tornar a pessoa que se reconcilia como um ser complicado, hesitante, despersonalizado, vítima de inquietações e de receios desnecessários, ou mesmo patológicos.

Em ambos os casos, manifesta-se uma desconfiança na capacidade de Nosso Senhor conhecer a nossa natureza – que Ele próprio criou – e de lhe dar os meios que são mais adequados para se poder viver em paz e tranquilidade. Negar que os pecados são importantes e causa de muitos comportamentos constrangentes e perniciosos para todos nós é o mesmo que negar uma evidência. Se os tratamos com consideração, isto é, se os justificamos como uma espécie de conduta inevitável, acabamos por contemporizar com situações reprováveis que causam na vida social problemas complexos e destrutores de realidades fundamentais como a fidelidade matrimonial, a estabilidade da família, a educação dos filhos, o trabalho honesto, as boas relações sociais, etc.

Jesus não instituiu o sacramento da penitência para nos complicar a vida. Pelo contrário: quis que ele fosse o meio habitual de apaziguamento da consciência, confiando que o reconhecimento das nossas faltas e a sua confissão a Quem os pode e quer perdoar seria o mais eficaz remédio para as nossas dificuldades. Lembremo-nos que Deus é um verdadeiro Pai que perdoa, seja qual for a gravidade da ofensa que Lhe façamos. Ao lermos a parábola do filho pródigo, que outra conclusão poderemos tirar? E o que dizer de Cristo na Cruz, que pede ao Pai perdão por aqueles que O condenaram à morte, O enxovalharam, O denegriram, O humilharam até ao extremo. A sua preocupação é que o Pai lhes perdoe, “porque não sabem o que fazem”. 

Nesta perspectiva, compreenderemos a resposta de Jesus a Pedro, quando ele Lhe pergunta, de acordo com os rabis hebreus mais generosos, se devia perdoar até sete vezes. A resposta é taxativa: deverá multiplicar esse número por setenta, querendo com isto significar que o perdão divino é constante, desde que, obviamente, nós tenhamos a coragem e a humildade de lho pedir com arrependimento.

Certamente que a Igreja nos lembra, como boa Mãe, que devemos confessar-nos, ao menos, uma vez por ano, pela Páscoa da Ressurreição, com obrigatoriedade de indicar os pecados graves que cometemos. Mas é um esforço mínimo que ela nos sugere. O que seria de nós se apenas acudíssemos ao banho higiénico do nosso corpo uma vez por ano, apenas com a obrigação de lavar as zonas ou as manchas mais chamativas e mais perniciosas para a saúde?

O hábito virtuoso da confissão frequente – o Papa Francisco indicou há pouco publicamente, com a sua simplicidade habitual, que se confessava cada quinze dias – é um meio objectivo de colocar as nossas relações com Deus no bom caminho. Com ele, retiramos da nossa alma as manchas que a tornam mais opaca à penetração da graça de Deus, aumentamos a visão sobrenatural que devemos ter perante  todas as situações e circunstâncias da nossa vida, nomeadamente se são dolorosas ou difíceis de enfrentar e receberemos a graça própria deste sacramento, que nos ajuda a ser mais fortes na luta pela santidade..
Então o repetido “Ano novo, vida nova”, torna-se no mais empenhativo “Ano novo, luta nova”, expressão que mais agradava a S. Josemaria. Neste princípio de Janeiro, façamos o propósito de nos abeirarmos da confissão com regularidade e frequência, ajudados por  nossa Mãe, Maria Santíssima, que nos dará a força e a persistência necessárias para viver bem este compromisso.