3 de dezembro de 2013

Coisas práticas: Celebrar o Natal

Ajoelhar e cantar perante Jesus
Durante o ano, ao rezar o Credo na Missa todos os fiéis inclinam a cabeça enquanto pronunciam as palavras "E encarnou pelo Espírito Santo, no seio de Virgem Maria, e Se fez homem". No dia de Natal todos se ajoelham. É o gesto de adoração agradecida que lembra como foi tratado o Messias na manjedoura. Assim aparecem pastores e magos nos presépios. E nos enfeites, a estrela que os guiou e os anjos que O anunciaram aos pastores e cantaram “Glória a Deus nas alturas e paz na terra ao homens de boa vontade”. Nos Domingos do Advento omite-se este hino para o retomar com júbilo no dia de Natal do Redentor.

O dia 25 de Dezembro
Pode perguntar alguém: Por que quis Deus encarnado nascer no solstício, no momento em que o Sol está mais alto? Parece adequado Àquele que “nos visita como sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte” (Lc 1,78-79), como tinha sido anunciado, e que dirá ser a “Luz do mundo”.
Em épocas passadas a data foi tomada por teólogos, biblistas e liturgistas como uma escolha meramente pastoral. Com base em estudos históricos recentes sobre os manuscritos de Qumran pode apontar-se como perfeitamente possível a concepção de João Baptista em fins de Setembro e, a seis meses, a de Jesus no dia 25 de Março, em que a celebramos. Ao fixar nove meses depois a festa do dia 25 de Dezembro a Igreja teria sancionado (no ano 354) um uso imemorial da devoção popular da Palestina, onde se mantinha fresca a recordação por ser onde tudo se passou. Dessas comunidades se espalharam pelo mundo outras grandes festas do Senhor e da Virgem Maria.
O Deus que no passado encaminhara para Si, como Criador, toda a adoração apartando os homens dos ídolos fabricados, teria escolhido agora para nascer o solstício, já celebrado por algum desses cultos, a fim de "orientar" esse momento de festa dum deus-sol para Si, verdadeiro Sol nascente, vencedor das trevas do erro.
De modo semelhante actuarão depois os cristãos erguendo igrejas em anteriores lugares de cultos. Para Ele “orientarão” a boa vontade dos antigos que, tentando adorar o Criador se tinham ficado por alguma das suas criaturas.

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