6 de novembro de 2013

Coisas práticas: As indulgências

1. O que é a indulgência? Indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel, devidamente disposto, obtém em certas e determinadas condições por acção da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. É preciso ter intenção de a receber e estar em graça, ao menos no final das obras prescritas.

2. Que espécies há de indulgências? Há duas espécies: a «parcial» e a «plenária».

3. Por que se chama parcial ou plenária? Por libertar em parte ou no todo da pena temporal devida pelos pecados. São sempre aplicáveis a si mesmo ou às almas dos defuntos, mas não a outras pessoas vivas.

4. O que é que se perdoa com a indulgência parcial? Ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, realiza uma obra enriquecida com indulgência parcial, é-lhe concedida, por graça da Igreja, uma remissão de pena temporal igual à que ele recebe pela própria obra.

5. Quantas vezes por dia se pode obter a indulgência plenária? Só uma por dia, salvo o fiel «no momento da morte», que poderá lucrar a indulgência plenária por este motivo, ainda que no mesmo dia tenha obtido já outra indulgência plenária.

6. Que se requer para ganhar indulgência plenária? Requer-se: a) execução da obra enriquecida com a indulgência; b) confissão sacramental; c) comunhão eucarística, e d) oração pelas intenções do Santo Padre. Além disso, é necessário que não exista nenhum afecto a qualquer pecado, mesmo venial.

7. Quando se devem cumprir as condições de confissão, comunhão e oração pelo Papa? Ainda que possam cumprir-se alguns dias antes ou depois (cerca de 20) do acto indulgenciado, é conveniente que a comunhão e a oração pelo Papa se realizem no mesmo dia em que se faça a obra.
Com uma só confissão podem ganhar-se várias indulgências plenárias; pelo contrário, com uma só comunhão e uma só oração pelo Papa, somente se pode ganhar uma indulgência plenária.

 (cfr. Constituição Apostólica «Indulgentiarum Doctrina», de Paulo VI, de 1. 1. 1967 ; Catecismo da Igreja Católica nn. 1471- 1470 e CIC, cc. 992-997).)

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