1 de outubro de 2013

Do Pároco

“A Virgem Imaculada intercede por nós no céu como uma boa Mãe que zela pelos seus filhos.(…) Cada vez que rezamos o Angelus, recordamos o acontecimento que modificou para sempre a história dos homens”. Isto dizia o Papa Francisco, há algum tempo, na recitação do “Angelus” na Praça de S. Pedro.

Prestes a terminar o Ano da Fé, tão oportunamente declarado pelo Papa Bento XVI, devemos perguntar-nos se crescemos durante este tempo nesta virtude teologal tão importante, que aparece como ponto de referência essencial para toda a nossa vida. Ela é uma espécie de luz que ilumina os nossos caminhos, dando-lhes o sentido que eles verdadeiramente têm, sejam quais forem as circunstâncias, boas ou más, duras ou aprazíveis. No centro sempre nos surge a figura e a Pessoa de Jesus Cristo, que, com a Redenção, voltou a dar à fé o verdadeiro caminho que nos orienta. 

É Ele que enche de verdade a nossa vida, querendo, no entanto, pelo seu grande amor por nós, que a sua Mãe, que tantas e tantas boas recordações de amor, de zelo, de sentido comum e de apoio, Lhe proporcionou na sua passagem pela terra, seja também para nós o grande recurso, quando a nossa conduta e a situação por que passamos nos leve, como pela mão, à necessidade de sentirmos um amor maternal a amparar-nos, a alentar-nos e a minorar as asperezas que todos sentimos e tanto nos dificulta em seguir para a frente com garbo e energia.

E, se pensarmos um pouco, devemos agradecer à Igreja, que, no nosso caso, o recomeço de um ano laboral, coincida também com o mês em que as nossas súplicas a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, se encaminhem através da recitação do terço (lembramos que Outubro é o mês do Rosário), oração que Nossa Senhora tanto recomendou aos pastorinhos de Fátima que rezassem, a fim de obterem para o mundo as graças divinas que ela, como generosa dispensadora, queria oferecer-nos.

Maria Santíssima, desde a Cruz, é Mãe de todos os homens, nomeadamente de todos os discípulos de Cristo. E isto, por vontade de Jesus, que, depois de desprender-Se do maior dom para a nossa salvação - a sua vida humana -, quis ainda, num arroubo de misericórdia, que a sua Mãe passasse a educar-nos e a tratar-nos, tal como o fez a Ele em Nazaré e em toda a sua existência terrena, derramando sobre cada um de nós o seu amor, o seu zelo, os seus cuidados maternais.  

Com a recitação do terço diário, se possível em família, púnhamos nas mãos de Maria com toda a confiança o que somos e o que gostaríamos de ser, cientes de que ela nos ajudará a conquistar aquelas virtudes que nos faltam e a controlar a nossa imaginação de todos os sonhos estéreis que, às vezes, como eternos adolescentes inseguros, gostamos de remoer.

Estamos no início de um ano laboral. Reencontramo-nos connosco mesmos, passadas as férias retemperantes, decerto com vontade de melhorar, mas, simultaneamente, com uma inércia que nos atrofia, porque arrastamos desde sempre os mesmos defeitos e as mesmas limitações, que funcionam como espécie de travão e de efeito paralisador da nossa fortaleza.

Recorramos a Maria Santíssima. Rezemos com fé o terço, a sua oração preferida. Não poderia ser outra, tendo em conta que Nossa Senhora é tanto mãe de um homem culto e muito inteligente como do mais simples dos cidadãos que compõem a nossa sociedade. Esta oração é acessível a todos pela sua simplicidade. Confiemos na sua intercessão e procuremos, neste recomeço, com a sua ajuda, conseguir objectivos que nos tornem melhores filhos seus e, consequentemente, melhores filhos de Deus.

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