1 de outubro de 2013

Coisas práticas: Os anjos

     Os pensadores antigos estavam certos de alguma existência superior, de que havia uns bons e outros maus, como refletem as mitologias. Nas descrições da Bíblia aparecem esses seres espirituais, imateriais, e portanto directamente indetectáveis pelos sentidos ou instrumentos científicos embora partilhemos o mesmo Universo. Nos Evangelhos e nos Actos dos Apóstolos aparecem pontualmente a intervir na História: um Anjo anuncia a Maria, outros cantam o “Glória a Deus” aos pastores, um consola Jesus no Horto, outros anunciam a Ressureição às mulheres, libertam da prisão primeiro os Apóstolos e depois Pedro, etc.
     Temos em comum com eles a inteligência, a capacidade de amar, a liberdade. Como seres livres, tiveram também de fazer a sua opção pelo amor. E “Anjos” são os que permaneceram fiéis a Deus. Na sua beleza imensa e elevada inteligência não quiseram usurpar o lugar de Deus. Decidiram-se por amar o ser criatura e de poder entrar num grande projecto de doação a Deus e serviço aos Homens. Vivem na feliz contemplação beatífica do insondável mistério da santidade de Deus.
     São mensageiros de Deus aos homens e deles intercessores e defensores. Conhecem destes o que está a descoberto mas apercebem-se do oculto ao acompanhar a sua vida. 
São amigos a quem recorremos muitas vezes. Na celebração da Eucaristia pedimos, logo ao início, que roguem por nós pecadores; no “Santo” juntamo-nos a cantar o “Hossana nas alturas” proclamando a glória de Deus. A piedade popular pede-lhes: “vinde em nossa companhia, ajudai-nos a louvar a divina Eucaristia”. E a esse príncipe do Céu que Deus destacou como nosso “Anjo da Guarda” faz-nos pedir: “sempre me rege, guarda, governe e ilumina”.
     São bons amigos e colaboradores nas nossas boas acções e defensores no “combate contra as maldades e ciladas do demónio”, que facilmente detectam e nos avisam. São companheiros de caminho, prontos para ajudar, com quem procuramos, desde a infância, manter a conversa íntima durante o dia. Sugerem-nos os melhores atalhos para estar mais em Deus, com maior eficácia se somos dóceis e humildes “como crianças”. Veem os nossos esforços por corresponder à Vontade divina e intercedem e incitam-nos à fidelidade-felicidade, a gastar a vida nisso.
    O Anjo protector a que os portugueses invocavam já desde, pelo menos, 1480 acabou por aparecer em Fátima confirmando a piedade: “Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal”.
    Procuremos não desprezar e agradecer estes auxiliadores tão poderosos e disponíveis da Bondade de Deus.

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