1 de outubro de 2013

CATEQUESE DE 2012/2013 NA NOSSA PARÓQUIA

a) Catequese de crianças (Estão abertas as inscrições)

1. COMEÇO DAS AULAS: Semana que principia na 2ª Feira, 7 de Outubro
HORÁRIO DE AULAS: Rapazes: 3ªs Feiras – 17.45h; Sábados – 11.00h
Raparigas: 5ªs Feiras – 17.45h; Domingos – 11.00h
FESTAS DA CATEQUESE:
Anunciaremos no próximo Boletim de Novembro os dias das diversas Festas da Catequese.

b) Catequese de adultos (Inscrições na Secretaria)

1. CATECÚMENOS (Orientação: P. Rui Rosas): 4ªs Feiras, 19.15h As Aulas  começam a 9 de Outubro, 4ª Feira – 19.15h; Celebração dos Sacramentos da Iniciação Cristã: na Vigília Pascal, Sábado, 19 de Abril de 2014, 21.30h.

2. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA DE ADULTOS (Orientação: P. Rui Rosas) Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h (com outros grupos a funcionar a outras horas). As Aulas começam a 16 de Outubro, 4ª Feira – 19.15h. Administração do Sacramento do Crisma: 11 de Maio, Sábado, 16h.

3. TEOLOGIA PARA TODOS (Orientação: P. João Campos) Aulas: 5ªs Feiras, 19.15h e 21.30h. As sessões iniciam a 17 de Outubro, 5ª Feira, às 19.15h repetindo-se no mesmo dia às 21.30h.

Obs. – Na primeira aula destes cursos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições.

Recolecções na igreja neste mês de Outubro

Homens: 3ª Feira, Dia 8 - 19.15h. 

Senhoras: 5ª Feira, Dia 10 - 19.15h.

Ausências de sacerdotes no mês de Outubro

P. Carlos Santamaria: de dia 24, 5a.F.a 26, Sáb.: Actividade Pastoral

P. Rui: Rosas da Silva: 21, 2ª F. a 25, 6ª F.: Actividade Pastoral

Dar a quem necessita

   Um agradecimento profundo a quem tem ajudado a paróquia a realizar a sua acção sócio-caritativa com famílias carenciadas: Tal possibilidade deve-se exclusivamente aos paroquianos ou a pessoas amigas, que têm contribuído para este fim com a sua generosidade. Cada vez é necessária uma ajuda maior e mais pronta, a fim de podermos satisfazer todas as famílias que recorrem ao auxílio paroquial.
  
 Gostaríamos de dar uma ideia do que se fez durante este ano. Assim:
a) Distribuição mensal de géneros alimentícios: a perto de 50 famílias;
b) Pagamento de remédios comparticipados;
c) Pagamento de facturas de luz, gás, água, etc. .
  
A estes dados, junta-se a distribuição de roupa, que se efectuou praticamente todas as semanas, sobretudo às 6ªs Feiras de manhã. 

HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU) até ao final do próximo mês de Junho de 2013.



a) Domingos – 10.00h, 12.00h e 19.00h

b) Durante a semana: de 2ª Feira a 6ª Feira, 12.15h e 18.30h; Sábados, 18.30h 

Do Pároco

“A Virgem Imaculada intercede por nós no céu como uma boa Mãe que zela pelos seus filhos.(…) Cada vez que rezamos o Angelus, recordamos o acontecimento que modificou para sempre a história dos homens”. Isto dizia o Papa Francisco, há algum tempo, na recitação do “Angelus” na Praça de S. Pedro.

Prestes a terminar o Ano da Fé, tão oportunamente declarado pelo Papa Bento XVI, devemos perguntar-nos se crescemos durante este tempo nesta virtude teologal tão importante, que aparece como ponto de referência essencial para toda a nossa vida. Ela é uma espécie de luz que ilumina os nossos caminhos, dando-lhes o sentido que eles verdadeiramente têm, sejam quais forem as circunstâncias, boas ou más, duras ou aprazíveis. No centro sempre nos surge a figura e a Pessoa de Jesus Cristo, que, com a Redenção, voltou a dar à fé o verdadeiro caminho que nos orienta. 

É Ele que enche de verdade a nossa vida, querendo, no entanto, pelo seu grande amor por nós, que a sua Mãe, que tantas e tantas boas recordações de amor, de zelo, de sentido comum e de apoio, Lhe proporcionou na sua passagem pela terra, seja também para nós o grande recurso, quando a nossa conduta e a situação por que passamos nos leve, como pela mão, à necessidade de sentirmos um amor maternal a amparar-nos, a alentar-nos e a minorar as asperezas que todos sentimos e tanto nos dificulta em seguir para a frente com garbo e energia.

E, se pensarmos um pouco, devemos agradecer à Igreja, que, no nosso caso, o recomeço de um ano laboral, coincida também com o mês em que as nossas súplicas a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, se encaminhem através da recitação do terço (lembramos que Outubro é o mês do Rosário), oração que Nossa Senhora tanto recomendou aos pastorinhos de Fátima que rezassem, a fim de obterem para o mundo as graças divinas que ela, como generosa dispensadora, queria oferecer-nos.

Maria Santíssima, desde a Cruz, é Mãe de todos os homens, nomeadamente de todos os discípulos de Cristo. E isto, por vontade de Jesus, que, depois de desprender-Se do maior dom para a nossa salvação - a sua vida humana -, quis ainda, num arroubo de misericórdia, que a sua Mãe passasse a educar-nos e a tratar-nos, tal como o fez a Ele em Nazaré e em toda a sua existência terrena, derramando sobre cada um de nós o seu amor, o seu zelo, os seus cuidados maternais.  

Com a recitação do terço diário, se possível em família, púnhamos nas mãos de Maria com toda a confiança o que somos e o que gostaríamos de ser, cientes de que ela nos ajudará a conquistar aquelas virtudes que nos faltam e a controlar a nossa imaginação de todos os sonhos estéreis que, às vezes, como eternos adolescentes inseguros, gostamos de remoer.

Estamos no início de um ano laboral. Reencontramo-nos connosco mesmos, passadas as férias retemperantes, decerto com vontade de melhorar, mas, simultaneamente, com uma inércia que nos atrofia, porque arrastamos desde sempre os mesmos defeitos e as mesmas limitações, que funcionam como espécie de travão e de efeito paralisador da nossa fortaleza.

Recorramos a Maria Santíssima. Rezemos com fé o terço, a sua oração preferida. Não poderia ser outra, tendo em conta que Nossa Senhora é tanto mãe de um homem culto e muito inteligente como do mais simples dos cidadãos que compõem a nossa sociedade. Esta oração é acessível a todos pela sua simplicidade. Confiemos na sua intercessão e procuremos, neste recomeço, com a sua ajuda, conseguir objectivos que nos tornem melhores filhos seus e, consequentemente, melhores filhos de Deus.

Do Tesouro da Igreja

Na recitação do Santo Rosário – Papa Francisco, Basílica de Santa Maria Maior, 4/05/2013

   “(...) esta tarde encontramo-nos aqui diante de Maria. Rezámos sob a sua orientação maternal, para que nos aproxime do seu Filho Jesus; trouxemos-lhe as nossas alegrias e as nossas angústias, as nossas esperanças e dificuldades. Invocámo-la com a formosa invocação “Salus Populi Romani”,pedindo para todos nós, para Roma, para todo o mundo, que nos conceda a salvação. Sim, porque Maria dá-nos a salvação, é a nossa salvação.
    Jesus Cristo, com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, trouxe-nos a salvação, deu-nos a graça e a satisfação de sermos filhos de Deus, de invocá-Lo verdadeiramente com o nome de Pai. Maria é Mãe, e uma mãe preocupa-se sobretudo com a salvação dos seus filhos, sempre a preserva com um amor grande e terno. Que quer dizer isto, que a Virgem Maria protege a nossa salvação. Penso sobretudo em três aspectos: ajuda-nos a crescer, ajuda-nos a enfrentar a vida, ajuda-nos a ser livres.
    1. Uma mãe ajuda os seus filhos a crescer e quer que cresçam bem. Por isso, educa-os no sentido de não se deixarem levar pela preguiça – às vezes fruto dum certo bem estar -, de não cederem perante uma vida cómoda, que se conforma apenas em ter coisas. A mãe preocupa-se de que os seus filhos continuem a crescer mais, cresçam fortes, capazes de assumir responsabilidades e compromissos na vida, de propor-se grandes ideais. O Evangelho de S. Lucas diz que, na família de Nazaré, Jesus “crescia e robustecia-Se, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com Ele” (Lc 2, 40). A Virgem Maria faz isto mesmo connosco, ajuda-nos a crescer humanamente e na fé, a ser fortes e não ceder à tentação de sermos superficiais, como homens e como cristãos, mas a viver com responsabilidade, a ir sempre mais além.
    2. Uma mãe, além disso, ocupa-se da salvação dos seus filhos, educando-os para que afrontem as dificuldades da vida. Não se educa, não se cuida da salvação, evitando os problemas, como se a vida fosse um caminho sem obstáculos. A mãe ajuda os seus filhos a ver com realismo os problemas da vida e a não desanimar, mas a enfrentá-los com valentia, a não ser fracos, a superá-los, conjugando adequadamente a segurança e o risco, que uma mãe sabe “intuir”. E isto uma mãe sabe fazê-lo. Não leva o filho só pelo caminho seguro, porque dessa maneira o filho não pode crescer, mas também não o abandona sempre no caminho perigoso, porque é arriscado. Uma mãe sabe pensar muito bem as coisas. Uma vida sem desafios não existe e um rapaz ou uma rapariga que não sabem enfrentá-los pondo em risco a sua própria vida, é um rapaz ou uma rapariga sem consistência. Recordemos a parábola do bom samaritano: Jesus não propõe como modelo de comportamento o do sacerdote  e do levita, que evitam socorrer quem tinha caído nas mãos dos ladrões, mas o do samaritano, que vê a situação daquele homem  e a enfrenta concretamente, assumindo os riscos. Maria passou por momentos não fáceis na sua vida, desde o nascimento de Jesus, quando “não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2, 7) até ao Calvário (cfr. Jo 19,25). Como uma boa mãe está ao nosso lado, para que nunca percamos a fortaleza perante as dificuldades da vida, a nossa debilidade e os nossos pecados: fortalece-nos, assinala-nos o caminho do seu Filho Jesus (...).
    3. Um último aspecto: uma boa mãe não só acompanha de perto o crescimento dos seus filhos, sem evitar os problemas, os reptos da vida; uma boa mãe ajuda também a tomar decisões definitivas com liberdade. Isto não é fácil, mas uma mãe sabe fazê-lo. Mas, que quer dizer liberdade? Não se trata certamente de fazer tudo o que se quer, deixar-se dominar pelas paixões, passar de uma coisa para outra sem discernimento, seguir a moda de momento; liberdade não significa prescindir sem mais do que a alguém não lhe agrada. Não! Isso não é liberdade!  A liberdade é um dom para que saibamos optar bem na vida! Maria, como boa mãe que é, ensina-nos a ser, como Ela, capazes de tomar decisões definitivas com aquela liberdade plena com que respondeu “sim” ao desígnio de Deus para a sua vida (cfr. Lc 1, 38).
Queridos irmãos e irmãs: que difícil é tomar decisões definitivas nos nossos dias! Seduz-nos o que é passageiro. Somos vítima de uma tendência quer nos conduz à provisionalidade... como se quiséssemos continuar a ser adolescentes.(...) Não tenhamos medo aos compromissos definitivos, aos compromissos que implicam e exigem toda a vida!  Assim a vida será fecunda! E isto é liberdade: ter a coragem de tomar estas decisões com magnanimidade.”

Coisas práticas: Os anjos

     Os pensadores antigos estavam certos de alguma existência superior, de que havia uns bons e outros maus, como refletem as mitologias. Nas descrições da Bíblia aparecem esses seres espirituais, imateriais, e portanto directamente indetectáveis pelos sentidos ou instrumentos científicos embora partilhemos o mesmo Universo. Nos Evangelhos e nos Actos dos Apóstolos aparecem pontualmente a intervir na História: um Anjo anuncia a Maria, outros cantam o “Glória a Deus” aos pastores, um consola Jesus no Horto, outros anunciam a Ressureição às mulheres, libertam da prisão primeiro os Apóstolos e depois Pedro, etc.
     Temos em comum com eles a inteligência, a capacidade de amar, a liberdade. Como seres livres, tiveram também de fazer a sua opção pelo amor. E “Anjos” são os que permaneceram fiéis a Deus. Na sua beleza imensa e elevada inteligência não quiseram usurpar o lugar de Deus. Decidiram-se por amar o ser criatura e de poder entrar num grande projecto de doação a Deus e serviço aos Homens. Vivem na feliz contemplação beatífica do insondável mistério da santidade de Deus.
     São mensageiros de Deus aos homens e deles intercessores e defensores. Conhecem destes o que está a descoberto mas apercebem-se do oculto ao acompanhar a sua vida. 
São amigos a quem recorremos muitas vezes. Na celebração da Eucaristia pedimos, logo ao início, que roguem por nós pecadores; no “Santo” juntamo-nos a cantar o “Hossana nas alturas” proclamando a glória de Deus. A piedade popular pede-lhes: “vinde em nossa companhia, ajudai-nos a louvar a divina Eucaristia”. E a esse príncipe do Céu que Deus destacou como nosso “Anjo da Guarda” faz-nos pedir: “sempre me rege, guarda, governe e ilumina”.
     São bons amigos e colaboradores nas nossas boas acções e defensores no “combate contra as maldades e ciladas do demónio”, que facilmente detectam e nos avisam. São companheiros de caminho, prontos para ajudar, com quem procuramos, desde a infância, manter a conversa íntima durante o dia. Sugerem-nos os melhores atalhos para estar mais em Deus, com maior eficácia se somos dóceis e humildes “como crianças”. Veem os nossos esforços por corresponder à Vontade divina e intercedem e incitam-nos à fidelidade-felicidade, a gastar a vida nisso.
    O Anjo protector a que os portugueses invocavam já desde, pelo menos, 1480 acabou por aparecer em Fátima confirmando a piedade: “Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal”.
    Procuremos não desprezar e agradecer estes auxiliadores tão poderosos e disponíveis da Bondade de Deus.