5 de setembro de 2013

Coisas práticas: A Vera-Cruz

O sinal da Cruz
A Cruz é memorial da Paixão do Cristo, seu patíbulo e trono de vitória e o estandarte dos que o seguem.
Os primeiros cristãos pintaram e gravaram a Cruz nas paredes das catacumbas e em sarcófagos.
No séc. III o sinal do cristão é traçado com o polegar e o indicador da mão direita sobre a frente (depois até ao peito, no séc. V). No séc. X já está generalizada a forma ampla actual: da testa ao peito e de ombro a ombro. 
“Traçar sobre si mesmo o sinal da Cruz, significa pronunciar um sim visível e público Àquele que morreu por nós e que ressuscitou, ao Deus que na humildade e da debilidade do seu amor é o Omnipotente, mais forte que todo o poder e inteligência do mundo" (Bento XVI, 11-5-2005).

Adoração da Cruz
Santa Helena, mãe do imperador Constantino, procurou e encontrou o verdadeiro lenho onde Jesus morreu. Graças à cura de um doente que tocou no madeiro pôde saber-se qual era, entre os vários descobertos no local.
O testemunho da peregrina Etéria (séc. IV) narra a adoração da Cruz que presenciou numa manhã de Sexta-feira Santa, em Jerusalém. Durante muitas horas o povo desfilou em silêncio para a capela do Gólgota, donde o Bispo expunha à veneração a vera cruz; cada fiel beijava o santo lenho, depois de o ter tocado com a frente e com os olhos. O “lignum crucis” espalhou-se em muitos pedaços pequenos por todo o mundo e no séc. VII, já estava na liturgia de Roma, mas nas igrejas usava-se um crucifixo cujo véu quaresmal se retira para a adoração.

Festa da Exaltação da Santa Cruz
Celebra-se em Jerusalém na data da dedicação da basílica, a 14 de Setembro do ano 335. À festa uniu-se uma recordação dos começos do século VII. Tendo os persas saqueado Jerusalém e destruído muitas basílicas, apoderaram-se também das relíquias da Santa Cruz; pouco depois porém seriam recuperadas pelo imperador Heráclio em 628 (a 3 de Maio).
A festa do dia seguinte da Nossa Senhora das Dores convida a unirmos também as nossas às de Jesus.

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