1 de junho de 2013

COISAS PRÁTICAS: A LADAINHA (II) – Invocações

    Depois da invocação-petição a Cristo e à Trindade, começa a longa sequência de invocações-petições a Nossa Senhora. Começando por lembrar a sua santidade – Santa Maria – e enunciar o seu mistério – Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das Virgens – passa a desenvolver este núcleo teológico em cinco séries de invocações: a série da Maternidade divina, a da Virgindade, a das metáforas bíblicas, a dos modos de intercessão e a da realeza.
As primeiras referem-se a quem dirige a sua atitude maternal, e lembram a concepção virginal. As seguintes enfatizam o mérito da sua virgindade.
    Seguem-se as invocações simbólicas ou metáforas bíblicas: Espelho de justiça – onde se pode contemplar o melhor reflexo da santidade de Deus. Sede da Sabedoria – em cujo seio esteve Jesus (a Sabedoria) e n’Ela sempre está. Causa da nossa alegria – uma vez que por meio d’Ela veio o Redentor à Terra e abriu acesso à eterna felicidade. Vaso espiritual – que recolheu e guarda o tesouro da fé. Vaso honorífico – que manteve a honra do género humano decaído, em perfeição e fidelidade. Vaso insigne de devoção – que se dedicou e viveu em função de Deus. Rosa mística – pois sendo a rosa a rainha das flores, Maria é quem possui a perfeição na vida espiritual ou mística. Torre de David – que como aquela inexpugnável fortaleza, é quem melhor protege os fiéis e defende a honra de Deus. Torre de marfim – tal como o marfim é muito forte e claro, Maria é forte espiritualmente e de uma pureza alvíssima. Casa de ouro – que sendo do mais nobre dos metais, lembra a Imaculada como casa incorruptível que acolhe o próprio Deus. Arca da Aliança – à semelhança daquela em que se guardavam as tábuas da lei e um punhado de maná, lembrando as promessas e a protecção de Deus, Maria protege o novo povo eleito e relembra-lhe a sua infinita misericórdia. Porta do Céu – pela qual veio Jesus à Terra e por quem passam as graças que nos dão acesso ao Céu. Estrela da manhã – à semelhança do astro que cintila antes do amanhecer, perto do horizonte na zona onde o Sol vai nascer, o nascimento de Maria anunciou o do Messias e a sua fé permaneceu firme à espera da verdadeira Luz.
    As últimas invocações referem Maria como Auxiliadora (de doentes, pecadores, aflitos e cristãos) e como Rainha de anjos e de toda a variedade de santos. Por fim, as cinco finais destacam a sua singular distinção e santidade: concebida sem pecado, elevada aos céus, do sacratíssimo Rosário, da Família, da Paz.

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