30 de junho de 2013

Agradecimento e boas-vindas: D. José Policarpo e D. Manuel Clemente

      No momento em que a nossa diocese – o Patriarcado de Lisboa – se prepara para receber o seu novo Bispo, D. Manuel Clemente, e cessou as suas funções o Senhor Patriarca, Cardeal D. José da Cruz Policarpo, certamente que neste Boletim não poderia deixar de se referir a este acontecimento, que a vida da Igreja de Lisboa conhece, de tempos a tempos, desde a sua remota fundação até aos nossos dias. 
Na vida da Igreja, quer universal, quer local, há alturas em que todos os seus fiéis são chamados por Deus a rezar mais. Jesus Cristo deixou-nos esse encargo e é nossa obrigação pedir por quem tem autoridade e oferece toda a sua vida e energias para continuar, com dinamismo e a segurança de que Deus não perde batalhas, a missão que Jesus confiou aos seus apóstolos e sucessores. 
       A Igreja, em todos os lugares e tempos, necessita dessa acção contínua, que a graça de Deus garante ser eficaz àqueles a quem Cristo confia uma tarefa tão séria e necessária. 
      No momento em que o Senhor D. José deixa a sua diocese, quantas acções de graças cheias de agradecimento sincero, não devem assomar ao nosso coração, pelos anos e pelas tarefas que desenvolveu, com brio e inteligência, enquanto o Senhor quis que ele se mantivesse à frente do Patriarcado de Lisboa.
       É uma grata recordação a obra que nos deixa, mas os nossos sentimentos de fiéis não são suficientes para medir e ajuizar da sua eficácia, convictos de que todo o esforço que dedicou à sua Igreja natal, que o viu nascer e dirigir, foi bem empregue e realizado na plenitude que as forças humanas lhe permitiram e exigiram. Decerto que Deus abençoou e continuará a abençoar toda a tarefa aqui deixada, não só pelo que materialmente se pode aquilatar pela construção de novos espaços dignos para o culto, obras de carácter sócio-caritativo e de outros tipos, orientações doutrinais e documentos onde pôde explanar a doutrina da igreja sobre tantos e variados aspectos para o fortalecimento da fé dos seus diocesanos. Tudo isto merece o nosso agradecimento e, certamente, não é sem saudade que vemos cessar as suas funções à cabeça da igreja de Lisboa. Mas a lei da vida exige esta mudança e Deus, que sabe mais e melhor como a sua Igreja deve ser orientada e servida, determinou que, mais uma vez, na história desta velha diocese, se procedesse à mudança de chefia habitual. Obrigado, Senhor D. José, por tudo o que fez e nos deixou.
       Esperamos com ânimo e agradecimento também a vinda de D. Manuel Clemente. Volta a casa aquele que nela foi criado, ao fim de vários anos de trabalho ao serviço da diocese do Porto. E o acolhimento que lhe pretendemos prestar, mais do que desejar muitas felicidades na direcção pastoral da sua nova diocese (fazemo-lo, porque o determina a boa educação e o desejo sincero de que assim aconteça), é pôr à sua disposição a nossa oração e a nossa fidelidade, predispondo-nos a segui-lo como ao nosso novo Bom Pastor, que Deus escolheu para nos orientar nos próximos anos.         
Pode contar connosco como nós sabemos que podemos contar com o Senhor D. Manuel.

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