30 de junho de 2013

Do Pároco

Imagem: Nossa Senhora do Carmo
 (Celebração a 16 de Julho)
     Quem circular pelas ruas da nossa cidade, deve notar um trânsito mais aprazível. Parece também que as crianças e os jovens se sumiram, ou que são muito menos. Este juízo só acidentalmente toca num problema do país muito sério, que ninguém gosta de o abordar com franqueza, que é o da baixíssima natalidade que por cá se pratica, envelhecendo a população e retirando ao futuro aquilo que se descobre quando se olha para uma juventude vigorosa e promissora.

    A questão, desta vez é diferente. Estamos em pleno período de férias lectivas e o fecho das escolas retira a Lisboa o aroma dos nossos escassos jovens, que vão alegrando as ruas e os locais onde frequentam as aulas. As suas famílias, incluindo, porventura, os próprios pais, abalaram para as praias ou para os seus lugares de origem, visitando os parentes e passando uns dias de descanso e de revigoramento de forças.

   O descanso é um direito e uma necessidade. Por isso, é também um dever. Quem o desejou para o homem foi o próprio Deus, dando-nos o exemplo, já que no sétimo dia da criação, segundo as palavras da Escritura Sagrada, “descansou de toda a obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo e o santificou, porque nele tinha cessado toda a sua obra...” (Gén. 2, 2-3).

    Certamente que o “descanso” de Deus não significa que Ele, omnipresente e omnipotente, não acompanhe cada um de nós nesses dias de maior descontracção que tanto desejamos. Deus está onde nós estivermos, salvo se, voluntariamente, O expulsarmos com o pecado. Sempre nos concede a sua graça, que é uma ajuda à nossa boa conduta, incitando-nos a agir bem, alertando-nos nas ocasiões em que uma tentação nos pode desviar do caminho recto, ou ajudando a nossa vontade, débil e pouco corajosa, a encarar uma situação em que se nos exige mais esforço e forte perseverança para alcançarmos algum objectivo difícil.

    A questão deve pôr-se de forma diferente. Deus está nas nossas férias, se nós O deixarmos que as acompanhe. Noutros termos: se nós, por decisão consciente, não Lhe negarmos a sua presença, arredando-O desses tempos como um companheiro incómodo. A atitude que devemos tomar é a de querer que Deus esteja nelas presente, em primeiro lugar, com o seu Amor, para que nos cuide e nos proteja; e depois, com a sua autoridade, a fim de que tudo o que fizermos e quisermos seja orientado pela sua vontade.

    Seria um comportamento indigno de um cristão, deixar de cumprir o preceito dominical, esquecer as orações que, diariamente, costuma rezar, não ler por se tornar fastidioso ao seu “descanso”, alguns textos da Bíblia, nomeadamente do Novo Testamento, frequentar lugares imorais ou onde, se é o caso, o bom comportamento dos filhos pudesse estar em perigo, etc.

    Até certa altura do crescimento dos filhos, as férias são uma fonte inexcedível para o calor do lar e a educação dos pais se fazer sentir com mais intensidade sobre a sua prole. Há momentos únicos em que o tempo de dedicação à família que um pai ou uma mãe, ou os dois em conjunto, descobrem para privar com os filhos, só no espaço das férias os encontram nos dias de hoje com mais plenitude, porque os dois trabalham com intensidade na sua profissão e lhes faltam momentos e motivos que facilitem uma maior intimidade.

   Não desaproveitemos as férias. Peçamos a Nossa Senhora – neste mês de Julho, se quisermos, sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo – para que elas sejam um período de aproximação de Deus de todos os membros da família. Saiam delas os pais mais amigos e próximos dos seus filhos e estes mais ligados ao amor paternal e maternal que os seus progenitores podem e devem proporcionar-lhes.

Baptismos no mês de Julho

Sábado, Dia 6: 10.30h – Marta e Martim Dinis; 
12.00h – Maria Sousa Pires; 
16.00h – Isa Fernandes
Sábado, Dia 13, 11.00h – Catarina Barreiros Teixeira
Sábado, Dia 20, 12.00h – Maria Benedita Aguiar
Sábado, Dia 27, 11.00h – Joana dos Santos Magalhães; 12.00h – Vasco Maria e Matilde Cardoso; 16.00h – Eduardo Miguel e Inês Sofia Correia Gaspar

Imposição do Escapulário do Carmo: 3ª feira, dia 16, Missa das 18:30

      Na celebração de Nossa Senhora do Carmo, as pessoas que previamente se inscreverem, poderão receber o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo na Missa de 3ª Feira, dia 16, às 18.30h. Recorda-se que só é imposto o escapulário a quem nunca foi imposto anteriormente.

Missas durante os meses de Julho, Agosto e Setembro

a) Durante a semana: 
- De 1 de Julho (2ª F.) até 7 de Setembro (Sáb.): 18.30h; 
- A partir de 2ª Feira, 9 de Setembro: de 2ª Feira a 6ª Feira, 12.15h e 18.30h; Sábado, 18.30h;

b) Domingos:
- Julho e Setembro: 10.00h, 12.00h e 19.00h
- Agosto: 11.00h e 19.00h

Agradecimento e boas-vindas: D. José Policarpo e D. Manuel Clemente

      No momento em que a nossa diocese – o Patriarcado de Lisboa – se prepara para receber o seu novo Bispo, D. Manuel Clemente, e cessou as suas funções o Senhor Patriarca, Cardeal D. José da Cruz Policarpo, certamente que neste Boletim não poderia deixar de se referir a este acontecimento, que a vida da Igreja de Lisboa conhece, de tempos a tempos, desde a sua remota fundação até aos nossos dias. 
Na vida da Igreja, quer universal, quer local, há alturas em que todos os seus fiéis são chamados por Deus a rezar mais. Jesus Cristo deixou-nos esse encargo e é nossa obrigação pedir por quem tem autoridade e oferece toda a sua vida e energias para continuar, com dinamismo e a segurança de que Deus não perde batalhas, a missão que Jesus confiou aos seus apóstolos e sucessores. 
       A Igreja, em todos os lugares e tempos, necessita dessa acção contínua, que a graça de Deus garante ser eficaz àqueles a quem Cristo confia uma tarefa tão séria e necessária. 
      No momento em que o Senhor D. José deixa a sua diocese, quantas acções de graças cheias de agradecimento sincero, não devem assomar ao nosso coração, pelos anos e pelas tarefas que desenvolveu, com brio e inteligência, enquanto o Senhor quis que ele se mantivesse à frente do Patriarcado de Lisboa.
       É uma grata recordação a obra que nos deixa, mas os nossos sentimentos de fiéis não são suficientes para medir e ajuizar da sua eficácia, convictos de que todo o esforço que dedicou à sua Igreja natal, que o viu nascer e dirigir, foi bem empregue e realizado na plenitude que as forças humanas lhe permitiram e exigiram. Decerto que Deus abençoou e continuará a abençoar toda a tarefa aqui deixada, não só pelo que materialmente se pode aquilatar pela construção de novos espaços dignos para o culto, obras de carácter sócio-caritativo e de outros tipos, orientações doutrinais e documentos onde pôde explanar a doutrina da igreja sobre tantos e variados aspectos para o fortalecimento da fé dos seus diocesanos. Tudo isto merece o nosso agradecimento e, certamente, não é sem saudade que vemos cessar as suas funções à cabeça da igreja de Lisboa. Mas a lei da vida exige esta mudança e Deus, que sabe mais e melhor como a sua Igreja deve ser orientada e servida, determinou que, mais uma vez, na história desta velha diocese, se procedesse à mudança de chefia habitual. Obrigado, Senhor D. José, por tudo o que fez e nos deixou.
       Esperamos com ânimo e agradecimento também a vinda de D. Manuel Clemente. Volta a casa aquele que nela foi criado, ao fim de vários anos de trabalho ao serviço da diocese do Porto. E o acolhimento que lhe pretendemos prestar, mais do que desejar muitas felicidades na direcção pastoral da sua nova diocese (fazemo-lo, porque o determina a boa educação e o desejo sincero de que assim aconteça), é pôr à sua disposição a nossa oração e a nossa fidelidade, predispondo-nos a segui-lo como ao nosso novo Bom Pastor, que Deus escolheu para nos orientar nos próximos anos.         
Pode contar connosco como nós sabemos que podemos contar com o Senhor D. Manuel.

Recolecções no mês de JUlho

Homens: 3ª Feira, Dia 09 - 19.15h

Senhoras: 5ª Feira, Dia 11 - 19.15h

Catequese

Inscrições: a partir de 3 de Julho, 4ª Feira, na Secretaria.

a) De crianças ( Obs. - As datas da sua realização serão afixadas a 3/09, 3ª Feira).
Afixação de horários: 3 de Setembro, 3ª Feira
Início das Aulas: Na semana que começa na 2ª Feira, 7 de Outubro
Dias e horas das aulas: Rapazes: 3ªs Feiras, 17.45h e Sábados, 11.00h
Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h e Domingos, 11.00h
FESTAS DA CATEQUESE:
  1. FESTA DO PAI NOSSO (Alunos do 1ª Ano)
  2. FESTA DA ALEGRIA (Primeira Confissão dos alunos do 2º Ano)
  3. FESTA DA PALAVRA (Alunos do 3º Ano)
  4. FESTA DO CREDO (Alunos do 4º Ano)
  5. FESTA DO TERÇO (Alunos do 5º Ano)
  6. PROFISSÃO DE FÉ (Alunos do 6º Ano)
  7. FESTA DA CRUZ (Alunos do 7º Ano)
  8. FESTA DA BÍBLIA (Alunos do 8ºAno)
  9. PRIMEIRA COMUNHÃO (Alunos do 2º Ano)
10. CRISMA OU CONFIRMAÇÃO (Alunos do 9º Ano)

b) De adultos
1. CATECÚMENOS: as aulas começam a 3 de Outubro, 5ª Feira – 19.15h.
Celebração dos Sacramentos da Iniciação Cristã: Vigília Pascal, 21.30h, Sáb., 19 de Abril de 2014, 
2. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA DE ADULTOS: as aulas começam a 15 de Outubro, 3ª Feira – 19.15h.
Administração do Sacramento do Crisma: Mês de Maio, em data a confirmar no início das aulas.
Obs. – Na primeira aula destes cursos para adultos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições. 

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE DE TELHEIRAS: MÊS DE JULHO

     As actividades regulares semanais de 2012/2013 encerraram-se em 22 de Junho passado, num Convívio com as famílias dos membros do Agrupamento e a celebração da Eucaristia no Parque do Alvito, em Monsanto.

Neste mês efectuar-se-á ainda:

a) CONSELHO DE  AGRUPAMENTO , no dia 20, em que, além de outros assuntos referentes à vida do Agrupamento, se estabelecerão as datas de recomeço das actividades regulares de 2013/2014, em Setembro;

b) ACAMPAMENTO DO AGRUPAMENTO: com início no dia 28 deste mês e final em 2 de Agosto, no Parque Permanente do Bonito (Entroncamento).
      Obs. –Durante o mês de Agosto o Agrupamento encontra-se encerrado.

Ausências de sacerdotes

P. João Campos: De 15/07 (2ª F) a 19/07 (6ª F.); De 25/07 (5ª F.) a 16/08 (6ª F.)

P. Carlos Santamaria: De 28/06 (6ª F.) a 20/07 (5ª F.); de 24/08 (Sáb.) a 30/08 (Sáb.)

P. Enrique Calvo: De 28/06 (6ª F.) a 20/07 (5ª F.); 27/07(Sáb.) a 16/08 (6ª F.)

Coisas Práticas: O Verão do Ano da Fé

    O Papa emérito Bento XVI um dia comentou que “muitos cristãos deixaram de ler a Bíblia e têm dela um conhecimento muito limitado e superficial”. Animava a aproveitar as férias para uma “leitura continuada” do texto sagrado, lendo “alguns dos seus livros, os menos conhecidos e também os mais notórios, como os Evangelhos" (03-08-2011).
    O acesso mais apto aos conteúdos da Fé continua a ser o Catecismo da Igreja Católica. A riqueza bíblica e patrística ilumina o ensinamento da fé de sempre.
    A Net permite sentir o Papa Francisco bem próximo de nós. Através de uma nova secção da página web News.va – www.news.va/pt/sites/homilias – encontram-se, por ordem cronológica, o resumo de todas as suas homilias diárias, em texto e vídeos. Para uma busca mais ampla ir à página do Vaticano e ver em Audiências (texto, vídeo, ou resumo).
    Ao longo deste ano a paróquia de Telheiras propôs-se orientar as homilias para, com base na Palavra de Deus proclamada, expor sistematicamente os conteúdos da fé. Uma maior frequência na reza do Credo ajuda a lembrar este Ano da Fé que terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, a 24 de Novembro.
    As recoleções mensais funcionam como um dia de retiro; uma paragem na correria da vida para, de forma sistemática, numa hora, considerar temas centrais da vida de fé em clima de meditação pessoal. Ajuda a sua estrutura simples: leitura de um texto, pregação, perguntas para fazer um exame pessoal sobre os temas tocados, e uma pregação final.
    O curso de preparação para o Crisma está orientado para ser uma boa revisão da fé. Como nos outros anos o grupo mais numeroso participou nas aulas no salão da igreja e outras pessoas num sistema de preparação pessoal pré-combinado com a paróquia (grupos, etc.).
    O curso de “Teologia para Todos” da paróquia de Telheiras foi desenvolvendo um site que pode servir para localizar algum tema doutrinal que se queira aprofundar. Em anexo à lista dos diferentes assuntos tem ligações para textos de aprofundamento .
    Outros endereços da Net interessantes são sugeridos em “ligações úteis” na página da paróquia . Por exemplo, os livros de S. Josemaria em português, e em outros idiomas < www.pt.escrivaworks.org >; textos acessíveis sobre vários assuntos < www.aaldeia.net >;  temas doutrinais variados .

1 de junho de 2013

Do Tesouro da Igreja

A PROPÓSITO DA SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (*)
Considera, ó homem redimido, quem é Aquele que por ti está pregado na cruz, qual a sua dignidade e grandeza. A sua morte dá vida aos mortos; na sua morte, choram os céus e a terra, fendem-se até os rochedos mais duros. 
Para que do lado de Cristo na cruz se formasse a Igreja e se cumprisse a sua palavra da Escritura que diz: Hão-de olhar para Aquele que trespassaram, a divina providência permitiu que um dos soldados Lhe abrisse com a lança o lado sacrossanto e dele fizesse brotar sangue e água. Este é o preço da nossa salvação, saído daquela divina fonte, isto é, do íntimo do seu Coração, para dar aos sacramentos da Igreja o poder de conferir a vida da graça e se tornar para aqueles que vivem em Cristo uma fonte de água viva que jorra para a vida eterna.
Levanta-te, tu, que amas a Cristo, sê como a pomba que faz o seu ninho na alta caverna do rochedo, e aí, como o pássaro que encontrou a sua morada, não cesses de estar vigilante; aí esconde como a rola os filhos nascidos do casto amor; aí, aproxima os teus lábios para beber a água viva das fontes do Salvador. Porque esta é a fonte que brota do meio do paraíso e, dividida em quatro rios, se derrama nos corações dos fiéis para irrigar e fecundar toda a terra.
Acorre a esta fonte de vida e de luz com toda a confiança, quem quer que sejas tu, ó alma consagrada a Deus, e exclama com todas as forças do teu coração: “Ó inefável beleza do Deus Altíssimo, esplendor puríssimo da luz eterna, vida que vivifica toda a vida, luz que ilumina toda a luz e conserva em fulgor perpétuo a multidão dos astros, que desde a primeira aurora resplandecem diante do trono da vossa divindade!
Ó eterno e inacessível, límpido e doce manancial daquela fonte que está escondida aos olhos de todos os mortais! Sois profundidade sem fundo, altura sem limites, vastidão sem medida, pureza sem mancha.
De ti procede o rio que alegra a cidade de Deus, para que, entre vozes de louvor e de alegria da multidão em festa, possamos cantar hinos de louvor ao vosso nome, sabendo por experiência que em Vós está a fonte da vida e na vossa luz veremos a luz.
................................................................
(*) S. Boaventura, Bispo; Opusculum 3, Lignum vitae, 29-20. 47 (Séc. XIII)

Curso de Teologia para todos

Próxima sessão: Dia 20, 5ª Feira, 19.15h ou 21.50h. 
Orientação: P. João Campos. Tema: “Dar-se com Deus” 

Horário de Missas na igreja paroquial até 30 de Junho

                  a) Domingos – 10.00h, 12.00h e 19.00h
                     
                  b) Semana  –  2ª Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados, 18.30h

OBS. – HORÁRIOS DE VERÃO: Entre 1 de Julho (3ª Feira) e 7 de Setembro (Sábado), de 2ª Feira a Sábado, apenas se celebrará na paróquia Missa às 18.30h. Em Agosto, aos Domingos, haverá apenas duas Missas: 11.00h e 19.00h.

Baptismos no mê de Junho

Sábado, dia 8, 11.00h – Matilde Baptista; 

Sábado, dia 15, 11.30h – Francisca Filipe; 

Sábado, dia 29, 12.00h – Duarte Múrias

Recolecções neste mÊs de Junho

Dia 11, 3ª Feira, 19.15h – Homens; 

Dia 13, 5ª Feira, 19.15h – Senhoras

AGRUPAMENTO nº 683 DE TELHEIRAS ACTIVIDADES NESTE MÊS

Dia 1 - Apoio ao Banco Alimentar, com recolha de alimentos no Pingo Doce de Telheiras; 

De 7 a 10 - Acampamento dos Pioneiros no Campo base Pedra Amarela em Sintra; 

De 8 a 10 - Acampamento dos Exploradores no PNEC Costa da Caparica; 

De 8 a 9  -  Acampamento dos Lobitos no Campo base Pedra Amarela em Sintra; 

Dia 22  - Piquenique das famílias dos escuteiros na  Mata de Alvalade (Parque José Gomes Ferreira); esta confraternização encerra oficialmente as actividades do ano escutista 

VISITA Á PARÓQUIA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

     Entre 13 e 14 de Maio, a nossa paróquia foi visitada pela Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.
No primeiro dia, 13/05, 3ª Feira, a Igreja esteve aberta entre as 9.30h e as 23.00h. Nossa Senhora de Fátima trouxe para a sua veneração muitos paroquianos e pessoas devotas, que, durante todo o tempo de funcionamento da Igreja, a acompanharam, com ela conversaram e, certamente lhe pediram os mais variados favores. 
    Ao longo do dia, estiveram presentes muitas alunas do Colégio Mira Rio e também alunos do Colégio Planalto. Além dos terços do Rosário que se rezaram, celebraram-se com grande afluência de fiéis as Missas habituais dos dias laborais da semana,12.15h e 18.30h. Nesta participou o Coro da Igreja, que foi vivamente acompanhado quando entoou o tradicional “Avé” de Fátima.
    Nessa noite, às 21.00h, o Agrupamento de Escuteiros da Paróquia reuniu-se para rezar o Terço do dia, com comentários breves para cada mistério e também com cânticos marianos apropriados. Às 21.45h foram os pais dos Colégios de Fomento que rezaram outro terço, sendo dirigido pelo P. Carlos Santamaria que fez algumas admonições. Também se entoaram cânticos em honra de Nossa Senhora.
    A Igreja encerrou, como estava previsto, às 23.00h.
    No dia 14/05, 3ª Feira, a abertura da Igreja foi às 9.30h, com celebração de uma Missa especialmente dirigida aos alunos do Colégio Planalto. Depois, houve a reza do Terço do dia. E às 12.15h celebrou-se a Missa do “Adeus”, com a participação do coral familiar “Figo Maduro”. No final, as paroquianas presentes foram convidadas a levar como recordação para suas casas as flores do andor, que, juntamente com a imagem, se restituiu à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, donde tinha vindo no dia anterior. A esta comunidade agradecemos a colaboração prestada, com a cedência do andor e outras facilidades.

Catequese

FESTAS DA CATEQUESE DURANTE OS MESES DE ABRIL E MAIO
Realizaram-se as seguintes Festas da Catequese durante os passados meses acima indicados:
Sábado, 27/04: Festa do Crisma dos alunos do 9º Ano e de adultos.
Domingo, dia 5/05: Festa do Crisma e da Primeira Comunhão –1º Turno – de um grupo de alunos da Catequese;
Domingo, dia 12/05: Festa do Pai-nosso
Sábado, dia 18/05: Festa da Palavra: Alunos do 3º Ano da Catequese;
      Festa do Credo: dos alunos do 5º Ano da Catequese do     Agrupamento de Escuteiros;
Domingo, dia 19/05: Festa da Profissão de Fé dos alunos do 6º Ano;
Sábado, dia 25/05: Festa do Crisma e da Primeira Comunhão – 2º Turno - de um grupo de alunas da Catequese.
Obs. – Todas as Festas que incluíram a Administração do Sacramento da Confirmação ou Crisma foram presididas por Sua Exa. Revma. D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa.


                                         CATEQUESE EM 2013/2014
 Obs. – As aulas da Catequese recomeçam no próximo mês de Outubro, na semana de 2ª Feira, dia 7. As inscrições podem ser feitas na Secretaria da Paróquia a partir de 18  deste mês, 3ª Feira. 

COISAS PRÁTICAS: A LADAINHA (II) – Invocações

    Depois da invocação-petição a Cristo e à Trindade, começa a longa sequência de invocações-petições a Nossa Senhora. Começando por lembrar a sua santidade – Santa Maria – e enunciar o seu mistério – Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das Virgens – passa a desenvolver este núcleo teológico em cinco séries de invocações: a série da Maternidade divina, a da Virgindade, a das metáforas bíblicas, a dos modos de intercessão e a da realeza.
As primeiras referem-se a quem dirige a sua atitude maternal, e lembram a concepção virginal. As seguintes enfatizam o mérito da sua virgindade.
    Seguem-se as invocações simbólicas ou metáforas bíblicas: Espelho de justiça – onde se pode contemplar o melhor reflexo da santidade de Deus. Sede da Sabedoria – em cujo seio esteve Jesus (a Sabedoria) e n’Ela sempre está. Causa da nossa alegria – uma vez que por meio d’Ela veio o Redentor à Terra e abriu acesso à eterna felicidade. Vaso espiritual – que recolheu e guarda o tesouro da fé. Vaso honorífico – que manteve a honra do género humano decaído, em perfeição e fidelidade. Vaso insigne de devoção – que se dedicou e viveu em função de Deus. Rosa mística – pois sendo a rosa a rainha das flores, Maria é quem possui a perfeição na vida espiritual ou mística. Torre de David – que como aquela inexpugnável fortaleza, é quem melhor protege os fiéis e defende a honra de Deus. Torre de marfim – tal como o marfim é muito forte e claro, Maria é forte espiritualmente e de uma pureza alvíssima. Casa de ouro – que sendo do mais nobre dos metais, lembra a Imaculada como casa incorruptível que acolhe o próprio Deus. Arca da Aliança – à semelhança daquela em que se guardavam as tábuas da lei e um punhado de maná, lembrando as promessas e a protecção de Deus, Maria protege o novo povo eleito e relembra-lhe a sua infinita misericórdia. Porta do Céu – pela qual veio Jesus à Terra e por quem passam as graças que nos dão acesso ao Céu. Estrela da manhã – à semelhança do astro que cintila antes do amanhecer, perto do horizonte na zona onde o Sol vai nascer, o nascimento de Maria anunciou o do Messias e a sua fé permaneceu firme à espera da verdadeira Luz.
    As últimas invocações referem Maria como Auxiliadora (de doentes, pecadores, aflitos e cristãos) e como Rainha de anjos e de toda a variedade de santos. Por fim, as cinco finais destacam a sua singular distinção e santidade: concebida sem pecado, elevada aos céus, do sacratíssimo Rosário, da Família, da Paz.

Do Pároco

Imagem: Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria
“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Estas palavras do Senhor, proferidas publicamente diante dos apóstolos e de muitos discípulos que o escutavam, podem “chocar-nos” pela sua frontalidade. Se fosse dito por qualquer um de nós, escandalizaríamos quem nos ouvisse, pois considerar-nos-iam presunçosos e soberbos. E com razão, porque as nossas acções não são sempre as mais adequadas e reflectem uma dimensão que está sempre unida aos pecados que fazemos. Não somos intocáveis. O ferrete das nossas faltas, mais ou menos graves, sempre acompanham a conduta do dia a dia.
    Jesus teve a coragem de se pôr como exemplo a seguir. A sua afirmação não deixa dúvidas: no seu coração existem duas virtudes que apreciamos nos outros e que, por desejo, gostaríamos que outros apreciassem em nós. Mas quem se sente impecável, como o Senhor, deve afirmá-lo de forma tão categórica? Não será isso um sintoma de soberba ou de vaidade?
    O comportamento de Jesus é a prova mais transparente da sua humildade e da sua mansidão. Nos momentos da vida em que elas foram postas à prova, sobressaem dum modo claro e nítido. Pensemos, em primeiro lugar, na sua oração no Jardim das Oliveiras, quando se “enfrenta” com Deus Pai e Lhe pergunta se é possível que tudo o que vai sofrer na sua Paixão e Morte na cruz possa não acontecer. Logo a seguir, sobrepõe à sua vontade a vontade de Deus, apesar dos horrores e do sofrimento – físico e psicológico – que a sua aceitação implica: “Não se faça, porém, a minha vontade, mas a tua” (Mt 26, 39).
Ensina-nos, ao fim e ao cabo, que Deus sabe mais e melhor a nosso respeito daquilo que é verdadeiramente conveniente para a nossa santificação, isto é, para atingirmos a verdadeira felicidade. Pode parecer-nos que a violência de algumas situações não possa ser querida por Deus. Esquecemo-nos, porém, que o que Ele nos pede tem sempre em vista o nosso fim último ou a felicidade eterna. Esta é um bem – o único e verdadeiro bem – que deve orientar a nossa existência. Por tendência resultante da desorganização em que se encontra a nossa natureza – ferida ou decaída desde o pecado original –, esquecemo-nos muitas vezes de que aqui não temos morada permanente, como lembrou o Apóstolo Paulo, e queremos fazer da vida terrena uma espécie de paraíso onde tudo corre bem, onde o sofrimento não existe e com uma duração interminável. 
    As desilusões e as frustrações são originadas por este logro, pelo que, para se ser verdadeiramente feliz, é necessário que aceitemos o que Deus permite que aconteça, sabendo de antemão que o amor que Ele tem por nós é perfeito e não admite qualquer pitada de mal que nos prejudique realmente. A aceitação da vontade divina exige a humildade que Jesus viveu nessa situação tão dramática que acabámos de considerar.
    A mansidão do coração de Cristo é retratada da maneira mais pedagógica nas horas da cruz. Os seus companheiros de suplício sentem-se frustrados e, por isso, insultam-no, pedem-Lhe sarcasticamente que os tire daquele lugar. Jesus está calado e reza. Pede ao Pai para perdoar a quem O condenou, esquecendo milhares de agravos e ofensas que sofreu no julgamento, na flagelação e, depois, no percurso até ao Calvário. Um dos condenados, perante a atitude sofredora de Cristo, converte-se, convencendo-se de que aquele homem só pode ser um justo. E Jesus prossegue o seu caminho de serenidade, continuando a orar intensamente. Não pensa em Si, mas no bem dos outros. A tal ponto, que Se desprende da sua condição de Filho único de Maria e pede a sua Mãe para se tornar Mãe de todos os homens na pessoa de João Evangelista. Ela aceita tal proposta com total voluntariedade. O coração de Maria, com este gesto, revê-se no coração de Jesus, que ofereceu a sua vida pela salvação de todos os homens. Como poderia recusar-Lhe um pedido que se inseria na missão redentora do Filho?
    O mês de Junho, tradicionalmente, é dedicado pela Igreja à devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Procuremos tirar todo o partido desta devoção, pensando se estamos a aprender bem as lições de humildade e mansidão que Ele constantemente nos dá. E peçamos ao Imaculado Coração de Maria, que nos ensine a modelar o nosso próprio coração com essas virtudes, que ela procurou incutir no Coração do seu Filho com o amor maternal com que sempre tratou Jesus