10 de abril de 2013

Coisas práticas

    Um novo Pentecostes - O Santo Crisma
    
     No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu sobre cada um dos presentes sob a forma de línguas de fogo. E começou a Igreja a cumprir a sua missão. Depois a cada pessoa que baptizavam impunham-lhe os Apóstolos as mãos para que, como eles, recebessem esse dom e assim se uniam à sua missão.
     Que é bem necessária a actuação do Espírito Santo fez escrever São Josemaria escreveu: “Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes que abrase outra vez a Terra” (Sulco, 213)
A Igreja no seu conjunto cumprirá a sua missão se cada um se empenha, não só em “estar na Igreja” mas em “ser Igreja”. E o dom do Espírito Santo é necessário para cada cristão atingir a perfeição, a santidade, de que tudo isso depende. 
     Se o Baptismo se assemelha a um “nascer”, a Confirmação assemelha-se a um “crescer”, pois nele se entrega a integridade dos “dotes” necessária para adequadamente assumir a vida e a liberdade de filhos de Deus. Esta é o sacramento do crescimento da vida e da liberdade cristãs.
     A abertura à força que o firme na fé, a deixar-se formar totalmente como cristão é imprescindível para ser plenamente “iniciado”. A graça sacramental que se recebe torna capaz do testemunho que se espera do cristão: este “crescer” sacramental possibilita a renovação do compromisso na missão. Por isso se pede aos padrinhos pois só assim poderão ajudar como se comprometem.
     O Baptismo e a Confirmação não podem repetir-se. Imprimem carácter – elevam e aperfeiçoam as potências da alma – à semelhança da transformação radical duma “estrutura óssea”: o organismo sobrenatural fica completo.
     A Eucaristia – como o "cume": a união com Deus – não lhe junta uma nova qualidade e pode (e deve) repetir-se assemelhando-se ao “alimento” a tomar para manter a nova vida recebida. A sua recepção porém será mais fructuosa em quem tiver sido crismado, pois está em melhores condições de se integrar na entrega de Jesus ao Pai
     A cadência da recepção dos sacramentos da iniciação cristã não tem de ser simultânea, mas deve corresponder à necessidade do desenvolvimento da alma e coincidindo com ela na medida do possível.
     A idade da discrição (os 7 anos, precedidos de um tempo de catequese) para receber o Crisma busca não privar demasiado tempo os fiéis do auxílio da graça do Crisma, necessária para a perseverança na vida cristã.
     Segundo o Catecismo da Igreja Católica (n. 1308) «a maturidade e a idade adulta da fé não coincidem necessariamente com a maioridade do “crescimento natural": o “crescer” sobrenatural é primariamente o Dom de Deus.

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