14 de abril de 2013

Do Pároco

Imagem: Habemus Papam. O Papa Francisco.
Tivemos a grande alegria, no mês passado, de ver a Igreja que Cristo fundou sobre a rocha de Pedro, eleger um seu sucessor.

Desta vez, e pela segunda na sua história depois de Pedro, a Igreja escolheu um Romano Pontífice não europeu. Veio da Argentina, da América do Sul e escolheu um nome que a todos nos surpreendeu: “Francisco”. Lembra-nos a simplicidade daquele jovem da cidade de Assis, que, há muitos séculos, trocou o conforto de uma vida burguesa e plácida pela pobreza voluntária e radical.

Os meios de comunicação social, sempre ávidos de novidades para encher as suas páginas e despertar o interesse dos que lhes dão importância, fizeram imediatamente profecias sobre como ia ser e não ser o pontificado deste novo servo dos servos de Deus e que medidas poderia ou “deveria” tomar para reformar a Igreja.

Nós, cristãos, ficamos agradecidos e até um pouco surpreendidos pelo interesse universal que despertou nos media a eleição deste novo Papa. Nomeadamente, numa época em que os sentimentos laicistas procuram minorar e meter na gaveta do esquecimento a vida e a concepção religiosa de tanta e tanta gente. Sabemos que quem aceita esta missão que Deus inspira tem a seu cargo o lugar mais trabalhoso, difícil e custoso que alguém pode receber. Pelo que, para um cristão, sobretudo para um católico, um novo Papa deve merecer-lhe uma boa parte da sua vida de oração e de sacrifício. Ele vem para servir e o serviço que lhe compete é oneroso e complexo, não permite adiamentos e descansos no seu objectivo de ser fiel a Cristo. As suas funções apontam, mais do que nunca, para aquele dito de Jesus: “Quem quiser seguir-Me, pegue na sua cruz de todos os dias e siga-Me”. 

No entanto, também sabemos que o desempenho duma tarefa tão árdua, para aquele que a assume, se representa um holocausto total da sua vida à vontade do Senhor, conta com a sua graça para superar as dificuldades e os contratempos. É ela a força que move e ensina, que apoia e dá ânimo, que garante um trabalho eficaz quando se lhe é fiel. E, além disso, dá a alegria do verdadeiro dever cumprido a quem a aceita e põe em prática as soluções que propõe.

O papa Francisco não é um inexperiente na gestão do governo eclesiástico. Desempenhou sempre com particular eficácia e simplicidade os cargos que a Igreja lhe pediu, quer na órbita da sua ordem religiosa – a Companhia de Jesus –, quer depois em incumbências diferentes, como a da diocese de Buenos Aires. 

Como João Paulo II dizia de si mesmo, trata-se de um Papa que veio de longe, dum país da América Latina, sendo por isso como que um ar novo que o Espírito Santo quis que soprasse na vida da Igreja.

Temos obrigação de agradecer esta graça tão patente ao Senhor e procurar, com a nossa oração e mortificação, pedir pela eficácia deste novo pontificado, sabendo que a força da Igreja, se é Cristo, é também a oração de todos os seus fiéis, porque Deus Nosso Senhor, como Pai amoroso, sempre escuta as boas petições dos seus filhos.

Nossa Senhora pedirá com a sua força intercessora e o seu poder de Mãe de Deus, para que o novo Romano Pontífice possa conduzir todos os cristãos, na sua Igreja, ao redil de Cristo, que aí nos espera na companhia do Pai e do Espírito Santo. E animará todos os fiéis, seus filhos, a receber as directrizes do Papa Francisco com pleno assentimento, já que, em causa, está o poder e a autoridade de Pedro, a quem o Senhor confiou o cuidado da sua Igreja.

Rezemos muito pelo Papa Francisco e por todos os seus colaboradores mais próximos. È uma obrigação que não podemos nem devemos esquecer. 

CURSOS E OUTROS EVENTOS A DECORRER DURANTE ESTE MÊS

De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas) Aulas: 3ªs Feiras, 19.15h

 Dia 02: Tema – Os dons e os frutos do Espírito Santo; Dia 16: Tema - Ritual do Sacramento da Confirmação e o seu significado; Dia 23, 21.30h (igreja) Celebração Penitencial de preparação para a recepção do Sacramento da Confirmação

ADMINISTRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO OU CRISMA:
Sábado, 27/04, 16.00h: Preside D. Joaquim Alves Mendes; Bispo Auxiliar de Lisboa


Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos) Aulas: 5ª Feira

Dia 18, 5ª Feira, 19.15h ou 21.30h. Tema: A Ecologia Humana


CATEQUESE DE CRIANÇAS.
1. Recomeço das aulas: Semana que se inicia a 1/04, 2ª Feira.

2. Festas da Catequese e outras iniciativas:
a) FESTA DA ALEGRIA (1ªas Confissões – alunos do 2º Ano): Domingo, 14/04, Missa das 10.00h;
b) OUTRAS INICIATIVAS NESTE MÊS: ANO DA ALIANÇA (5º ANO) – Visita a carenciados; ANO DA IGREJA (4º ANO) – Visita à Sé de Lisboa; ANO DAS BEM-AVENTURANÇAS (7º ANO) – Ida à Igreja dos Jerónimos; ANO DO COMPROMISSO (8º ANO) – CELEBRAÇÃO na Igreja: Entrega de uma Cruz. Estas actividades serão agendadas pelos catequistas no decurso das aulas.

10 de abril de 2013

Do tesouro da Igreja

         O mistério da nossa reconciliação - Solenidade da Anunciação do Senhor (1) 

  A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza pela força, a mortalidade pela eternidade. Para saldar a dívida da nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à natureza passível, a fim de que, como convinha para nosso remédio, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pudesse ser submetido à morte como homem e dela estivesse imune como Deus.
Numa natureza imperfeita e integral de verdadeiro homem nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na sua humanidade. Por “nossa humanidade” queremos dizer a natureza que o Criador desde o início formou em nós, e que Ele assumiu para a renovar.
Mas daquelas coisas que o Enganador trouxe, não há nenhum vestígio no Salvador; nem pelo facto de se ter irmanado na comunhão da fragilidade humana Se tornou participante dos nossos delitos.
Assumiu a forma de servo sem mancha de pecado, elevando a humanidade, não diminuindo a divindade: porque aquele aniquilamento pelo qual o Invisível se fez visível, e o Criador e Senhor de todas as coisas quis ser um dos mortais, foi uma condescendência da sua misericórdia, não foi uma quebra no seu poder. Por isso Aquele que, na sua condição divina, fez o homem, assumindo a condição de servo fez-Se homem.
Entra portanto o Filho do Homem na baixeza deste mundo; descendo do trono celeste, mas sem deixar a glória do Pai, é gerado e nasce, de modo totalmente novo.
De modo novo, porque, sendo invisível em Si mesmo, torna-Se visível na nossa natureza; sendo incompreensível, quer ser compreendido; existindo antes do tempo, começa a viver no tempo; o Senhor do Universo toma a condição de servo, obscurecendo a imensidão da sua majestade; o Deus impassível não desdenha ser um homem passível, o Imortal submete-Se às leis da morte.
Aquele que é Deus verdadeiro é também verdadeiro homem; e não há ficção alguma nesta unidade, porque n’Ele é perfeita respectivamente a humildade do homem e a grandeza de Deus.
Nem Deus sofre mudança com esta condescendência da sua misericórdia, nem o homem é destruído com a elevação a tão alta dignidade. Cada natureza realiza em comunhão com a outra, aquilo que lhe é próprio: o Verbo realiza o que é próprio do Verbo, e a carne realiza o que é próprio da carne.
A natureza divina resplandece nos milagres, a humana sucumbe nos sofrimentos. E assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória paterna, assim a carne não perde a natureza do género humano. 
É só e o mesmo – não nos cansaremos de repeti-lo – verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem. É Deus, porque no princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus; é homem, porque o Verbo Se fez carne e habitou entre nós.
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(1) Das cartas de S. Leão Magno, Papa. (Epist. 28 a Faviano, 3-4: Pl 54, 763-767 (Séc. V)

HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (Nª SRª. DA PORTA DO CÉU) ATÉ JUNH0 DE 2012

                 a) Domingos e Dias Santos de Preceito – 10.00h, 12.00h e 19.00h
                 
                 b) Semana: 2ª Feira a 6ªFeira: 12.15h e 18.30h; Sábados, 18.30h

Baptismos no mês de Abril

Sábado, dia 06, 11.00h: Leonor Leitão Reis
Sábado, dia 20, 11.00h: Lucas Costa Jardim
                         12.30h: Luís M. Gonçalves Pereira

Coisas práticas

    Um novo Pentecostes - O Santo Crisma
    
     No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu sobre cada um dos presentes sob a forma de línguas de fogo. E começou a Igreja a cumprir a sua missão. Depois a cada pessoa que baptizavam impunham-lhe os Apóstolos as mãos para que, como eles, recebessem esse dom e assim se uniam à sua missão.
     Que é bem necessária a actuação do Espírito Santo fez escrever São Josemaria escreveu: “Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes que abrase outra vez a Terra” (Sulco, 213)
A Igreja no seu conjunto cumprirá a sua missão se cada um se empenha, não só em “estar na Igreja” mas em “ser Igreja”. E o dom do Espírito Santo é necessário para cada cristão atingir a perfeição, a santidade, de que tudo isso depende. 
     Se o Baptismo se assemelha a um “nascer”, a Confirmação assemelha-se a um “crescer”, pois nele se entrega a integridade dos “dotes” necessária para adequadamente assumir a vida e a liberdade de filhos de Deus. Esta é o sacramento do crescimento da vida e da liberdade cristãs.
     A abertura à força que o firme na fé, a deixar-se formar totalmente como cristão é imprescindível para ser plenamente “iniciado”. A graça sacramental que se recebe torna capaz do testemunho que se espera do cristão: este “crescer” sacramental possibilita a renovação do compromisso na missão. Por isso se pede aos padrinhos pois só assim poderão ajudar como se comprometem.
     O Baptismo e a Confirmação não podem repetir-se. Imprimem carácter – elevam e aperfeiçoam as potências da alma – à semelhança da transformação radical duma “estrutura óssea”: o organismo sobrenatural fica completo.
     A Eucaristia – como o "cume": a união com Deus – não lhe junta uma nova qualidade e pode (e deve) repetir-se assemelhando-se ao “alimento” a tomar para manter a nova vida recebida. A sua recepção porém será mais fructuosa em quem tiver sido crismado, pois está em melhores condições de se integrar na entrega de Jesus ao Pai
     A cadência da recepção dos sacramentos da iniciação cristã não tem de ser simultânea, mas deve corresponder à necessidade do desenvolvimento da alma e coincidindo com ela na medida do possível.
     A idade da discrição (os 7 anos, precedidos de um tempo de catequese) para receber o Crisma busca não privar demasiado tempo os fiéis do auxílio da graça do Crisma, necessária para a perseverança na vida cristã.
     Segundo o Catecismo da Igreja Católica (n. 1308) «a maturidade e a idade adulta da fé não coincidem necessariamente com a maioridade do “crescimento natural": o “crescer” sobrenatural é primariamente o Dom de Deus.

Recolecções na igreja no mês de Abril


   3ª Feira, Dia 09: Homens ; 19.15h;
             
   5ª Feira, Dia 11: Senhoras; 19.15h. 

Dar a quem precisa


   Continuaremos a distribuir, em datas previstas até ao fim do ano pastoral, géneros alimentícios, roupas e auxílio económico a famílias carecidas de paroquianos. Continuamos a contar com a ajuda generosa de todos, a quem agradecemos.

No mês passado

CATECUMENATO – ADMINISTRAÇÃO DOS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ – Vigília Pascal

    Quis o Senhor que neste ano, na Vigília Pascal, que se celebrou, três catecúmenos recebessem os sacramentos da Iniciação Cristã na Vigília Pascal (Sábado, 30/03, 22.00h). São eles: os irmãos, João e Rita Raimundo e a Cátia Muchacho.
     A cerimónia decorreu da melhor maneira, embora o tempo chuvoso tivesse afastado alguns fiéis na noite da celebração.
Três novos cristãos, conscientes das suas responsabilidades, nasceram no seio da Igreja com vontade de serem apóstolos dos seus amigos e conhecidos. A nossa oração e os nossos desejos da maior felicidade para os três, extensivos às suas famílias.

Ausências de sacerdotes no mês de Abril

De 5ª F, 11 a Dom., 14: Padres: Carlos Santamaria e Enrique Calvo

Agrupamento nº683 de Telheiras

Dias 5 a 7 – Acampamento dos Pioneiros na PNEC – Costa da Caparica
Dias 6 e 7 – Acantonamento dos Lobitos na Tapada de Mafra
Dia 13 – Primeira Comunhão de dois elementos do Agrupamento
Dia 21 – Participação dos Pioneiros e Caminheiros nas X Jornadas Diocesanas da Juventude em Belém
Dia 28 – Participação das quatro secções do Agrupamento na grande Festa Regional – Dia de S. Jorge, em Odivelas