4 de março de 2013

Coisas Práticas: Como comungar

  1. O celebrante, antes de comungar, faz uma genuflexão como gesto de adoração antes de pegar na Hóstia com as suas mãos, consagradas no sacramento da Ordem, para poder tocar o Senhor.
Depois diz: Eis o Cordeiro de Deus… E manifesta a sua indignidade para O receber: Senhor eu não sou digno… dizei uma só palavra e serei salvo; e a sua fé e confiança acrescentando em voz baixa: O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna… O Sangue de Cristo… E comunga “com reverência”.

  2. Os outros comungantes aproximam-se para também adorar o Senhor antes de comungar. 
a) Se o fazem de joelhos, já estão em clara “posição de adoração”, e assim comungam na boca  depois de um acto de fé explícita: O Corpo de Cristo. … Amen. Se inclinam um pouco a cabeça para traz, apoiando a ponta da língua no lábio inferior, facilitam que o celebrante não chegue a tocar com os dedos. Mesmo depois de uma centena de pessoas, não costumam tocar.
b) Quem comungue de pé deverá então fazer antes um acto de adoração. Aconselha-se que o façam antes de chegar junto do celebrante; pode ser, por exemplo, quando na fila à sua frente ainda haja alguma pessoa. Não está mandado nenhum em concreto, mas uma genuflexão ou uma inclinação da cabeça pode bastar para manifestar a todos que adoram aquele Deus que comungam. 
c) Quanto a comungar de pé e na mão convém saber, nesta época de viagens ao estrangeiro, que só se pode fazer nos países onde a Santa Sé expressamente o tenha permitido, como é o caso de Portugal. Sem querer podia alguém escandalizar católicos doutras terras que nunca tenham visto tocar na hóstia senão mãos consagradas para isso.
Neste modo de comungar, indica-se que se coloque uma das mãos com a palma para cima onde se colocará a partícula. Então, com a outra mão toma-se e leva-se à boca. Para ser digno o gesto deve ter certa pausa. Tudo isto deve fazer-se diante do celebrante ou afastando-se ligeiramente para o lado mas antes de regressar ao lugar. Evitar-se-á este modo de comungar se as mãos, por aquilo que se andou a fazer, não estão limpas.
Se alguém vir que outra pessoa não faz assim, deve sentir a obrigação de a avisar e explicar como deve fazê-lo ou de, pelo menos, avisar o celebrante ou o ajudante de alguma anormalidade. O amor agradecido ao Santíssimo Sacramento deve quebrar qualquer timidez na sua defesa.

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