4 de março de 2013

Do Tesouro da Igreja

A propósito da Instituição da Eucaristia: (*)

Na noite em que Nosso Senhor Jesus Cristo foi entregue, tomando o pão e dando graças, partiu-o e deu-o seus discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é o meu Corpo. Depois, tomando o cálice e dando graças, disse: isto é o meu Sangue. Tendo, portanto, pronunciado e dito sobre o pão: Isto é o meu Corpo, quem se atreverá a duvidar ainda? E tendo Ele afirmado e dito: Isto é o meu Sangue, quem ousará ainda duvidar, afirmando que não é o seu sangue?
Recebamo-los, portanto, plenamente convencidos de que se trata do Corpo e Sangue de Cristo. Com efeito, sob a forma de pão é o Corpo que te é dado, e, sob a forma de vinho, o Sangue, de tal maneira que, ao receberdes o Corpo e o Sangue de Cristo, te transformes com Ele, num só corpo e num só sangue. Deste modo, tendo assimilado em nossos membros o seu Corpo e Sangue, tornamo-nos portadores de Cristo, tornamo-nos, como diz S. Pedro, participantes da natureza divina.
Outrora, discutindo Cristo comos judeus, dizia: Se não comerdes a minha Carne e não beberdes o meu Sangue, não tereis a vida em vós. Como eles não tivessem compreendido o sentido espiritual do que era dito, afastaram-se escandalizados, julgando que Ele os exortava a comer carne humana.
Existiam, na Antiga Aliança, os pães da proposição, mas esses, precisamente porque diziam respeito à Antiga Aliança, tiveram o sei fim. Na Nova Aliança, porém, trata-se de um pão do céu e de uma bebida de salvação, que santificam a alma e o corpo. Como o pão é próprio para a vida do corpo, assim o Verbo o é para a vida da alma.
Por isso, não deves olhar para o pão e o vinho eucarísticos como se fossem elementos simples e vulgares. São realmente o Corpo e o Sangue de Cristo, segundo a afirmação do Senhor. Muito embora os sentidos te sugiram outra coisa, tem a firma certeza do que te ensina a fé.
Se foste bem instruído pela doutrina da fé, acreditas firmemente que o que parece pão não é pão, muito embora seja sensível ao gosto, mas é o Corpo de Cristo, e o que parece vinho não é vinho, ainda que tenha esse sabor, mas é o Sangue de Cristo. Já antigamente, bem a propósito, dizia David nos salmos: O pão fortalece o coração do homem, e o óleo faz brilhar no seu rosto a alegria. Fortifica, portanto, o teu coração, tomando esse pão espiritual que fará brilhar a alegria no rosto da tua alma.
Oxalá que, de rosto iluminado por uma consciência pura e reflectindo como num espelho a glória do Senhor, possas caminhar de glória em glória, em Cristo Jesus nosso Senhor, a quem seja dada honra, poder e glória pelos séculos sem fim. Ámen.
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(*) Das Catequeses de Jerusalém (Cat. 22. Mystagogica 4, 1.3-6.9; PG 33, 1008-1106) . Séc. IV.

SEMANA SANTA NA PARÓQUIA DE TELHEIRAS – ANO DE 2013 (MARÇO)

Dia 24, Domingo – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor (Começo da Semana Santa): Haverá bênção dos ramos nas Missas das 10.00h e 19.00h; Procissão de Ramos na Missa das 12.00h.

       a) Tríduo Pascal

Dia 28, 5ª Feira Santa 

Durante a manhã: A Igreja estará fechada (Não haverá a habitual Missa das 12.15h). Convidam-se todos os paroquianos que o desejarem e possam a participar na Missa Crismal, presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca, na Sé de Lisboa, às 10.00h
De tarde: .A Igreja abre às 16.00h. Confissões: a partir desta hora até ao fim da Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor.
19.00h – Missa da Ceia do Senhor. Depois até às 23.00h: Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor. 
23.00h – Fecho da Igreja.

Dia 29, 6ª Feira Santa 

De manhã: 10.00h-12.30h: Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor; com Confissões até às 12.30h. Fecho da Igreja.
De tarde:
15.30h – Abertura da Igreja. Confissões a partir desta hora até ao fim da Celebração da Paixão do Senhor.
16.00h – Celebração da Paixão do Senhor.
No final desta Celebração: Fecho da Igreja.

Dia 30, Sábado Santo 

15.30h – Abertura da Igreja. Confissões até às 18.30h. Fecho da igreja.
22.00h – Vigília Pascal. Nesta cerimónia inclui-se a administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã, aos catecúmenos preparados na nossa Paróquia.

     b) Dia 31,Domingo de Páscoa:

Missas: 10.00h, 12.00h e 19.00h. De tarde: Visita e bênção das casas dos paroquianos que o desejarem, a realizar da parte da tarde, mediante inscrição prévia.
      Obs. – Durante a Semana Santa, excepção feita à hora das Missas habituais, procuraremos que, sempre que Igreja esteja aberta, haja dois sacerdotes nos confessionários.

Baptismos neste mês

Sábado, Dia 23, 11.00h: Bernardo e Francisco Lopes

Ausências de Sacerdotes

P. Carlos Santamaria: de dia 1, 6ª F, a dia 3, Dom.; e de dia 22, 6ª F., a dia 28, 5ª F.
P. Enrique Calvo: de dia 8, 6ª F., a dia 11, Dom.
P. João Campos: de dia 14, 5ª F., a dia 17, Dom.

Funcionamento da Paróquia de Setembro de 2012 a Junho de 2013

a) Abertura da Igreja:  1) Durante a semana:
                           De 2ª Feira a 6ª Feira: 11.00h-13.00h;16.00h-19.30h; Sábados: 17.00h-19.30h
                           2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 9.30h13.00h; 17.00h-20.00h
b) Horário de Missas:  1) Durante a semana:
                           De 2ª a Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados: 18.30h
                           2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h
Obs. – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento
c)     Atendimento de Secretaria: 3º Feira a 6ª Feira, 16.30h-18.00h
d)     Confissões
Sempre que a Igreja se encontre aberta e alguém o solicitar. No caso de não se encontrar nenhum sacerdote no confessionário, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença. Os horários habituais de atendimento dos diversos sacerdotes são os seguintes


2ª F
3ª F
4ª F
5ª F
6ª F
Sábado
11h às 12.15h



P. Enrique


11.30h às 12.00h

P. Rui

P. Rui
P. Rui

16.00h às 16.30h
P. João

P. João

P. João

16.30h às 18.00h





P. Carlos
17.30h às 19.30h

P. Carlos

P. Carlos


18.00h às 19.30h
P. Carlos





OBS: O confessor, geralmente disponível antes e durante as Missas dominicais ou dos Dias Santos de preceito, irá variando.

Do Pároco

Fumata Bianca: Assim a esperamos
com a oração de todos.
No passado dia 11 de Fevereiro, o mundo cristão e todo o mundo foi surpreendido com a notícia da renúncia do Papa Bento XVI à Cátedra de Bispo de Roma, que herdou, juntamente com todos os seus antecessores, de S. Pedro, a quem o Senhor confiou a chefia da Igreja por Ele fundada.

Assinale-se, em primeiro lugar, que esta atitude de Bento XVI não significou, da sua parte, uma medida discricionária de poder, que ele tomou como prerrogativa da sua condição de Romano Pontífice. Não se tratou, assim, de um gesto inapropriado, sem qualquer referência ao que o Direito da Igreja permite e determina. Se lermos o § 2 do nº 332 do Código de Direito Canónico, encontramos a seguinte determinação: Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao cargo, para a validade requer-se que a renúncia seja feita livremente, e devidamente manifestada, mas não que seja aceite por alguém. 

Compreendemos que a renúncia não seja aceite por alguém, em virtude de o poder petrino ou papal ter sido dado por Cristo directamente a S. Pedro, confiando-lhe a autoridade suprema da Igreja. Trata-se de uma decisão pessoal, não revogável, que exige depois que a mesma Igreja, com os mecanismos próprios, sempre que a sede romana fica vacante, isto é, sem bispo, por morte deste ou por sua renúncia, voltar a escolher quem sucede a Pedro (ou mais proximamente a Bento XVI, que terminou o seu pontificado por vontade própria em 28 de Fevereiro último). Se a notícia nos colheu de surpresa não foi por ser um dado novo, inédito ou inimaginável na vida da Igreja, mas por ser um gesto muito raro na história do papado. 

O Pontificado de Bento XVI, iniciado em 2005 após a morte do Beato João Paulo II, só pode suscitar em nós um agradecimento profundo pela sua actuação corajosa e esclarecedora, em tantos aspectos da Igreja, que ele serviu denodamente com a sua inteligência fulgurante e com uma actividade intensíssima, que o levou a muitos sítios para se encontrar com os cristãos e os homens de boa vontade, levando-lhes a doutrina de Cristo que sempre expôs com profundidade lúcida e com uma clareza e simplicidade extraordinárias.

Certamente que temos pena que renuncie ao seu cargo. No entanto, percebemos esta decisão num homem de 78 anos – idade em que a maior parte das pessoas vive em sossego a sua reforma, escrevendo ou relembrado placidamente as suas memórias –, foi chamado por Deus para o cargo e o lugar mais trabalhoso que a humanidade conhece, pois é aquele que exige mais responsabilidade, que pede mais entrega e exige uma acção constante e desgastante, apesar de ter a graça de Deus a actuar e a ajudar quem o exerce.

Daí o nosso agradecimento profundo a Bento XVI, quer pela sua actuação à frente da Igreja de Roma, quer também pelo sentido da sua renúncia, que apenas tomou por considerar que, em consciência, a Igreja já não poderia contar com as suas forças para ser bem governada. Por isso, renunciou ao seu cargo e abriu as portas à escolha de um novo Romano Pontífice, que será eleito com a convocação de um Conclave, como está previsto.

A Bento XVI resta-nos dizer muito obrigado pelo seu pontificado e dar os parabéns pela sua renúncia corajosa. E, com ele, rezar para que o Espírito Santo, uma vez mais, iluminando os cardeais eleitores, coloque à frente da Barca de Pedro a pessoa mais capaz, nestes tempos complexos e difíceis, de a continuar a conduzir segundo a vontade de Cristo. Do Céu, Nossa Senhora, na sua qualidade de Mãe da Igreja, acompanhará com cuidado especial e dedicado o desenrolar dos acontecimentos.

Recolecções

Dia 11, 3ª Feira, 19.15h – Homens; 

Dia 13, 5ª Feira, 19.15h – Senhoras

Catequese

Festa da Alegria (Primeiras Confissões) – Alunos do 2º Ano: Domingo, 17/03, Missa das 10.00h. No final, convívio no Salão da Igreja.

Final do 2º Período: 15/03, 6ª Feira (Férias da Páscoa); 3º Período, recomeço das aulas: 2/04, 3ª Feira

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES NESTE MÊS

De 1 a 3 – Participação do Caminheiros no Cenáculo do Núcleo Oriental: Acampamento
Dia 6 – Via-Sacra pelas ruas de Telheiras, organizada no âmbito da catequese para os pais
Dias 9 e 10 – Acampamento dos Caminheiros em Sintra
De 15 a 17 – Acampamento dos Exploradores em Amiais de Cima; Acampamento dos Pioneiros em Mafra
De 16 a 17 – Acampamento dos Lobitos em Sintra

Cursos a decorrer

Preparação para o Crisma (Orientação: P. Rui Rosas) – Aulas: 3ªs Feiras, 19.15h 
Dia 5, Tema – Sacramento da Penitência; ; Dia 19: Tema – O Espírito Santo
        
Teologia para todos (Orientação: P. João Campos) - Aulas: 5ªs Feiras
        Dia 21, 5ª F., 19.15h ou 21.30h, Tema  - Transmitir a vida
 
Catecúmenos (Orientação: P. Rui Rosas)
As aulas estão a decorrer com as adaptações de horários convenientes aos diversos catecúmenos. Estes estarão presentes nos três Escrutínios prévios à administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Missa das 19.00h), respectivamente nos seguintes Domingos da Quaresma: III (Dia 03), IV (Dia 10) e V (Dia 17). Os Sacramentos da Iniciação Cristã ser-lhes-ão administrados na Vigília Pascal, a 30/03, Sábado, às 21.30h.

Coisas Práticas: Como comungar

  1. O celebrante, antes de comungar, faz uma genuflexão como gesto de adoração antes de pegar na Hóstia com as suas mãos, consagradas no sacramento da Ordem, para poder tocar o Senhor.
Depois diz: Eis o Cordeiro de Deus… E manifesta a sua indignidade para O receber: Senhor eu não sou digno… dizei uma só palavra e serei salvo; e a sua fé e confiança acrescentando em voz baixa: O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna… O Sangue de Cristo… E comunga “com reverência”.

  2. Os outros comungantes aproximam-se para também adorar o Senhor antes de comungar. 
a) Se o fazem de joelhos, já estão em clara “posição de adoração”, e assim comungam na boca  depois de um acto de fé explícita: O Corpo de Cristo. … Amen. Se inclinam um pouco a cabeça para traz, apoiando a ponta da língua no lábio inferior, facilitam que o celebrante não chegue a tocar com os dedos. Mesmo depois de uma centena de pessoas, não costumam tocar.
b) Quem comungue de pé deverá então fazer antes um acto de adoração. Aconselha-se que o façam antes de chegar junto do celebrante; pode ser, por exemplo, quando na fila à sua frente ainda haja alguma pessoa. Não está mandado nenhum em concreto, mas uma genuflexão ou uma inclinação da cabeça pode bastar para manifestar a todos que adoram aquele Deus que comungam. 
c) Quanto a comungar de pé e na mão convém saber, nesta época de viagens ao estrangeiro, que só se pode fazer nos países onde a Santa Sé expressamente o tenha permitido, como é o caso de Portugal. Sem querer podia alguém escandalizar católicos doutras terras que nunca tenham visto tocar na hóstia senão mãos consagradas para isso.
Neste modo de comungar, indica-se que se coloque uma das mãos com a palma para cima onde se colocará a partícula. Então, com a outra mão toma-se e leva-se à boca. Para ser digno o gesto deve ter certa pausa. Tudo isto deve fazer-se diante do celebrante ou afastando-se ligeiramente para o lado mas antes de regressar ao lugar. Evitar-se-á este modo de comungar se as mãos, por aquilo que se andou a fazer, não estão limpas.
Se alguém vir que outra pessoa não faz assim, deve sentir a obrigação de a avisar e explicar como deve fazê-lo ou de, pelo menos, avisar o celebrante ou o ajudante de alguma anormalidade. O amor agradecido ao Santíssimo Sacramento deve quebrar qualquer timidez na sua defesa.

Dar a quem precisa

    Continuamos a distribuir géneros alimentícios semanalmente às famílias dos nossos paroquianos que deles carecem. E, bem assim, roupa e remédios às pessoas que nos pedem. Agradecemos a todos os que, com a generosidade habitual, têm contribuído para esta acção sócio-caritativa tão necessária. Na 3ª Feira Santa, dia 26 deste mês, entre as 10.00h e as 11.45h, distribuiremos os habituais Folares da Páscoa a várias dezenas de famílias da nossa paróquia. Agradecemos dádivas para este acto tão carinhoso nesta quadra festiva, sobretudo de géneros alimentícios e de dinheiro, além de roupa, que podem ser entregues até Domingo, dia 17.