11 de fevereiro de 2013

Coisas Práticas:Tempo de Penitência

      Além das obras de penitência que cada pessoa deve procurar viver com generosidade para reparar pelos próprios pecados, a Igreja estabelece o jejum e a abstinência em determinados dias do ano “para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência” (CIC 1249). É uma maneira de determinar a mortificação que devemos exigir ao corpo, sem prejudicar a saúde, para bem da alma.
     “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas- feiras do ano e o tempo da quaresma” (CIC 1250). “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da paixão e Morte de Nosso  Senhor Jesus Cristo” (CIC 1251).
      A abstinência obriga a partir dos 14 anos. O jejum aos maiores de idade até fazer 59 anos. Aconselhando-se “formar no sentido da penitência também os mais novos” (cf. CIC 1252).
A Conferência Episcopal Portuguesa lembrou que “convinha manter a forma tradicional de jejuar”: limitar a alimentação diária a uma única refeição, sem excluir tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições. Também se poderia viver “privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas” (cf. Normas de 28-I-85, 3). 
     “A concretização da abstinência na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne. Será muito aconselhável manter esta forma de penitência particularmente nas sextas-feiras da Quaresma”, mas pode ser substituída. “O essencial do espírito da abstinência consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre” (cf. Normas, 4).
Podem escolher-se como forma de abstinência outras “formas penitenciais reconhecidas pela tradição, tais como a oração (por exemplo, Via Sacra, Terço, Missa,…) e a esmola (proporcional às posses de cada um para que seja uma verdadeira renúncia, um contributo penitencial para a finalidade indicada pelo Bispo). Também se pode por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc. (cf. Normas, 9-12)
      “É aconselhável que, no cumprimento do preceito penitencial, os cristãos não se limitem a uma só forma de penitência, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se mutuamente, em ordem à caridade” (cf. Normas, 14).
      A penitência corporal serve para expiar os nossos pecados, e para corredimir com Cristo, como ensina S. Paulo: “completo na minha carne o que falta à Paixão de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja”.

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