11 de fevereiro de 2013

Do Pároco

Apresentação de Jesus no templo
     Decerto que não podia deixar de lembrar que o Boletim Paroquial atinge nesta edição, exactamente, o seu número 100.

Ao longo de oito anos tem acompanhado, com constância e com gosto, o andamento da vida paroquial. A sua contribuição para os fins que se propõe pode ser modesto, mas manifesta com simplicidade que a protecção de Nossa Senhora da Porta do Céu - a sua Padroeira – sempre se faz sentir. Inclusivamente para aqueles paroquianos que, por lei da vida, deixaram de ser leitores dos seus números, mas tiveram a dita de serem por ela recebidos com um beijo de carinho e de amor maternal no sítio onde ela se encontra.

Temos consciência de que este Boletim não passa de uma pequena coisa. Mas é delas e com elas que decorre o nosso dia a dia e onde o Senhor, mais do que em outro sítio, nos espera. Habitualmente, aquilo que Deus pede a cada um de nós não é um Calvário cheio de espectáculo, mas um saber fazer o que temos de fazer com persistência e sem nos importarmos com a sua relevância. Aparentemente, são realidades que se repetem quotidianamente, sem brilho que passam desapercebidas. As pequenas coisas têm o condão de serem muito semelhantes e repetidas, mas, ao mesmo tempo, fundamentais para podermos amar a Deus como Ele nos incita: “(...) sobre todas as coisas”.

Os heróis que os contos das epopeias nos narram, se verdadeiros e não imaginários, são muito raros e a sua correspondência aos grandes feitos que os caracterizam não nascem do acaso, mas duma preparação firme e tenaz ao encarar as humildes tarefas de todos os dias. É possível que uma situação difícil suscite a coragem dum sujeito mais emotivo, embora o mais comum seja que apanhe um susto que o inibe e não lhe dá capacidade de resposta adequada para resolver de modo positivo à situação.

Além do mais, nem sempre aquilo que parece um ramerrão sem sabor o é, salvo na nossa imaginação que, quando se alia em roda livre ao que se nos afigura mais fácil e deleitoso, nos torna uma espécie de adolescentes imaturos, de “Dons Quixotes” que atacam moinhos de vento com absoluta ausência do mais elementar senso comum.

Não é menos heróico do que um grande acontecimento chamativo, em que brilhamos pela coragem e pela capacidade de decisão acertada e momentânea, saber cumprir os deveres de cada momento, que nos exigem atenção persistente e ordem na escolha entre o que é mais importante e o que nos apetece mais. Reparemos como não é fácil ter “pachorra” para evitar uma crítica destrutiva, uma palavra menos controlada, arrumar no sítio apropriado um papel esquecido no bolso, ouvir com serenidade alguém incómodo, que nos conta pela enésima vez a mesma cena, etc.,. etc., etc.

O que é mais perfeito e complexo: exigirmo-nos em todos os momentos e fazermos objectivamente o que é preciso, ou adiar um facto que nos custa para as calendas do indefinido, com a desculpa de que agora não tenho tempo e, numa altura mais adequada, eu o efectuarei com calma e discernimento?

Em nós, actua como companheiro de viagem que nos incomoda mas não rejeitamos com decisão, a preguiça, o orgulho, a vaidade, a defesa pessoal a todo o custo, enfim, a plêiade imensa de desculpas que somos capazes de engendrar para não nos enfrentarmos com a realidade dos factos e a verdade do pensamento.

Peçamos a Deus que nos livre da imaginação tonta e do comodismo de não nos querermos ralar com o que nos custa. É facílimo ser um cobarde encapotado. Porque disso nos envergonhamos, não queremos que os outros o descubram. E entramos por caminhos de duplicidade, onde a minha imagem real procura ser ocultada por outra que nos é mais favorável. Eis a história de sempre, que acompanha a paripassu a nossa vida e cola-se com grude pegajoso à imaginação deletéria: Como pode agradar a Deus uma situação que não tem uma base real?

Horários de Missas

1) HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU) ATÉ JUNH0 DE 2012

a) Domingos - 10.00h, 12.00h e 19.00h
b) 2ª Feira a 6ªFeira - 12.15h e 18.30h; Sábados - 18.30h

2) HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS

a) Clínica Psiquiátrica de S. José – Irmãs Hospitaleiras do S.C.J. (Azinhaga da Torre do Fato, n. 8, Tel. 21725110): De 2ª Feira a Sábado - 17.30h; Domingos - 10.00h

b) Lar Maria Droste – Irmãs do Bom Pastor (Tv. da Luz, 2, Tel. 217140086): De 2º Feira a Sábado - 7.30h; Domingos - 8.30h

c) Colégio Planalto (R. Armindo Rodrigues, n. 11 – Alto da Faia, Tel. 217541530): De 2ª Feira a 6ª Feira - 7.50h. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, mas não nos períodos de férias e dias feriados. Obs. – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o seu horário.

Baptismos neste mês

Sábado, dia 2, 16.00h – Francisco Caldeira Coelho Ventura

Dar a quem precisa

      Em virtude de o número de paroquianos que nos pedem auxílio ter aumentado substancialmente, fomos obrigados a rever as famílias a quem estamos a prestar auxílio habitual e, simultaneamente, apurar com mais pormenor as necessidades de cada uma.
Estamos, neste momento nesse trabalho de selecção e de apuramento, dando, certamente, aos paroquianos a primazia na atenção de quaisquer benefícios a conceder.
É custoso ter de dizer não a outras famílias de paróquias diferentes, mas não podemos proceder de outra maneira.
Agradecemos a todos os que, com tanta generosidade, nos tem oferecido dinheiro, géneros alimentícios e roupa, embora seja dos dois primeiros que mais necessidade temos.

Funcionamento da Paróquia de Setembro de 2012 a Junho de 2013

a) Abertura da Igreja
1) Durante a semana:
De 2ª Feira a 6ª Feira: 11.00h-13.00h;16.00h-19.30h; Sábados: 17.00h-19.30h
       2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 9.30h13.00h; 17.00h-20.00h


b) Horário de Missas
1) Durante a semana:
De 2ª a Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados: 18.30h

2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h
Obs. – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento


c) Atendimento de Secretaria:
3º Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h


d) Confissões
Sempre que a Igreja se encontre aberta e alguém o solicitar. No caso de não se encontrar nenhum sacerdote no confessionário, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença. Os horários habituais de atendimento dos diversos sacerdotes está disponível aqui.

OBS: O confessor, geralmente disponível antes e durante as Missas dominicais ou dos Dias Santos de preceito, irá variando.

Recolecções no mês de Fevereiro

         3ª Feira, Dia 11: Homens; 19.15h
         5ª Feira, Dia 14: Senhoras; 19.15h

Catequese

    Haverá reuniões de pais no próximo dia 7, 5ª Feira, assim distribuídas:
19.15h – Pais de crianças com aulas às 5ªs Feiras e Domingos.
21.30h – Pais de crianças com aulas às 3ªs Feiras e Sábados.

     Será distribuído um sumário dos assuntos a tratar. Se algum pai tem filhos que frequentam as aulas nas duas horas de reuniões diferentes, pode optar pela que lhe for mais conveniente.

Cursos a decorrer durante o mês de Fevereiro

De Preparação para o Crisma (Orientação: P. Rui Rosas) - Aulas: 3ªs Feiras, 19.15h: 
Dia 5 - Os Sacramentos da Iniciação Cristã: O Baptismo
Dia 19 - Os Sacramentos da Iniciação Cristã: A Eucaristia
Teologia para todos (Orientação: P. João Campos) Aulas: 5ªs Feiras
Dia 21, 5ª F., 19.15h ou 21.30h – Tema: O Dom da Vida
Catecúmenos (Orientação: P. Rui Rosas)
         As aulas estão a decorrer com as adaptações de horários convenientes aos diversos catecúmenos. No Sábado, 16/02, os catecúmenos com 16 ou mais anos, terão de comparecer na Sé de Lisboa às 10.30h para participarem no Rito de Eleição, que será presidido pelo Senhor Cardeal Patriarca.

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES EM FEVEREIRO

   De 8 a 10 – Actividades de Carnaval de todas as Secções do Agrupamento, tendo em conta as idades diversas de cada uma. Assim, os Lobitos vão acantonar em Mafra, os Exploradores e os Pioneiros acantonarão em Loures e os Caminheiros em Alcobaça.
   
    Dia 22 – Vigília de Oração. Oração de preparação para o compromisso da promessa, “Verdade” e S. Pedro com o tema: “Tu és o Messias, o Filho do Deus Vivo”.
  
    Dia 23 – Celebração do compromisso das Promessas, onde serão investidos, durante a Missa das 18.30h, lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros. 

Ausências de sacerdotes em Fevereiro

P. João Campos: de 7, 5ª F. a 13, 4ª F.

P. Carlos Santamaría: de 7, 5ª F. a 13, 4ª F.; e de 28, 5ª F. a 3, Dom

P. Enrique Calvo: de 18, 2ª F. a 20, 4ª F.

Do Tesouro da Igreja

          Sobre a Quaresma:   
   
    Francisco Fernandez Carvajal, Falar com Deus – Meditações para todo o ano, Vol. 2, Ed. Quadrante, S. Paulo, 1995, p. 7-9

      Começa hoje a Quaresma, tempo de penitência e de renovação interior para prepararmos a Páscoa do Senhor (1). A liturgia da Igreja convida-nos com insistência a purificar a nossa alma e a recomeçar novamente.
      Diz o Senhor Todo-Poderoso: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração, com jejum, lágrimas e gemidos de luto. Rasgai os vossos corações, não as vossas vestes; convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque Ele é compassivo e misericordioso...(2), lemos na primeira leitura da Missa de hoje. E quando o sacerdote impuser as cinzas sobre as nossas Caneças, recordar-nos-á as palavras do Génese: Memento homo, quia pulvis es...” Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás-de tornar (3).
      “Memento homo...”Lembra-te... E, não obstante, ás vezes esquecemos que sem o Senhor não somos nada. “Sem Deus, nada resta da grandeza do homem salvo este montinho de pó sobre um prato, numa ponta do altar, nesta Quarta-feira de Cinzas, com o qual a Igreja nos deposita na testa como que a nossa própria substância” (4).
      O Senhor quer que nos desapeguemos das coisas da terra para que possamos dirigir-nos a Ele, e que nos afastemos do pecado, que envelhece e mata, e retornemos à fonte da Vida e da alegria. “O próprio Jesus Cristo é a graça mais sublime de toda a Quaresma. É Ele quem se aproxima de nós na simplicidade admirável do Evangelho “ (5).
     Dirigir o coração a Deus, converter-se, significa estar dispostos a empregar todos os meios como Ele espera que vivamos, a não tentar servir a dois senhores (6), a afastar da vida qualquer pecado deliberado. Jesus procura em nós um coração contrito, conhecedor das suas faltas e pecados e disposto a eliminá-los. Então lembrar-vos-eis do vosso proceder perverso e dos vossos dias que não foram bons...(7). O Senhor deseja uma dor sincera dos pecados, que se manifestará antes de mais nada na Confissão sacramental: “Converter-se quer dizer procurar novamente o perdão e a força de Deus no sacramento da reconciliação e assim recomeçar sempre, avançar diariamente” (8).
      Para fomentar em nós a contrição, a liturgia de hoje propõe-nos o salmo com que rei David manifestou o seu arrependimento, o mesmo com que tantos santos suplicaram o perdão de Deus. Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E, segundo a imensidão da vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade, dizemos a Jesus com o profeta real.
      Lavai-me totalmente da minha falta e purificai-me do meu pecado. Somente contra Vós pequei.
      Ó meu Deus, criai em mim um coração puro e renovai-me o espírito de firmeza. Não me  expulseis para longe do vosso rosto, não me priveis do vosso santo espírito.
      Restituí-me a alegria da salvação e sustentai-me com uma vontade generosa. Senhor, abri os meus lábios a fim de que a minha boca anuncie os vossos louvores (9).
      O Senhor nos atenderá se no dia de hoje repetirmos de todo o coração, como uma jaculatória: Ó meu Deus, criai em mim um coração puro e renovai-me o espírito de firmeza. 
      O Senhor também nos pede hoje um sacrifício um pouco especial: a abstinência e, além dela, o jejum, pois o jejum “fortifica o espírito, mortificando a carne e a sua sensualidade; eleva a alma a Deus; abate a concupiscência, dando força para vencer e amortecer as suas paixões, e prepara o coração para que não procure outra coisa, senão agradar a Deus em tudo” (10). (...) A Igreja pede-nos também que pratiquemos a esmola, que, oferecida com um coração misericordioso, deseja levar um pouco de consolo aos que passam por privações ou contribuir, conforme as possibilidades de cada um, para uma obra apostólica que visa o bem das almas... (11)
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(1) Cfr. Conc. Vat. II, Const. Sacrossantum Concilium, 109 ; (2) Gén 3, 19; (4) J. Leclercq, Siguiendo el año litúrgico, Madrid, 1957, p. 117; (5) João Paulo II, Homillia de Quarta-feira de Cinzas, 28-II-1979; (6) Mt 6, 24; (7) Ez 36, 31-32; (8) João Paulo II, Carta Novo Incipiente, 8-IV- 1979; (9) Sl 50, 3-6.12-14.17; (10) S. Francisco de Sales, Sermão sobre o jejum; (11) S.Leão Magno, Liturgia das Horas, segunda leitura de Quinta-feira depois das Cinzas.

Coisas Práticas:Tempo de Penitência

      Além das obras de penitência que cada pessoa deve procurar viver com generosidade para reparar pelos próprios pecados, a Igreja estabelece o jejum e a abstinência em determinados dias do ano “para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência” (CIC 1249). É uma maneira de determinar a mortificação que devemos exigir ao corpo, sem prejudicar a saúde, para bem da alma.
     “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas- feiras do ano e o tempo da quaresma” (CIC 1250). “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da paixão e Morte de Nosso  Senhor Jesus Cristo” (CIC 1251).
      A abstinência obriga a partir dos 14 anos. O jejum aos maiores de idade até fazer 59 anos. Aconselhando-se “formar no sentido da penitência também os mais novos” (cf. CIC 1252).
A Conferência Episcopal Portuguesa lembrou que “convinha manter a forma tradicional de jejuar”: limitar a alimentação diária a uma única refeição, sem excluir tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições. Também se poderia viver “privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas” (cf. Normas de 28-I-85, 3). 
     “A concretização da abstinência na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne. Será muito aconselhável manter esta forma de penitência particularmente nas sextas-feiras da Quaresma”, mas pode ser substituída. “O essencial do espírito da abstinência consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre” (cf. Normas, 4).
Podem escolher-se como forma de abstinência outras “formas penitenciais reconhecidas pela tradição, tais como a oração (por exemplo, Via Sacra, Terço, Missa,…) e a esmola (proporcional às posses de cada um para que seja uma verdadeira renúncia, um contributo penitencial para a finalidade indicada pelo Bispo). Também se pode por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc. (cf. Normas, 9-12)
      “É aconselhável que, no cumprimento do preceito penitencial, os cristãos não se limitem a uma só forma de penitência, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se mutuamente, em ordem à caridade” (cf. Normas, 14).
      A penitência corporal serve para expiar os nossos pecados, e para corredimir com Cristo, como ensina S. Paulo: “completo na minha carne o que falta à Paixão de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja”.