2 de janeiro de 2013

Do Pároco

Imagem: Baptismo do Senhor – Tela de  Pietro Perugino
      Com o início do ano, será bom rever algumas ideias fundamentais sobre o primeiro dos sacramentos que nós recebemos e nos torna cristãos: o Baptismo

Em primeiro lugar, convém lembrar que o Baptismo que S. João Baptista realiza no rio Jordão, e ao qual Jesus se submeteu, não era um Sacramento, mas apenas um convite a que as pessoas se arrependessem da sua conduta de pecadores e recorressem à penitência e à oração. Da mesma maneira que a água limpa a sujidade, assim o gesto do derrame de líquido sobre o baptizando significava a sua decisão de limpar o que não estava bem na sua vida. Mergulhar e voltar a sair da água era como morrer para uma vida e nascer para a uma nova.

      Cristo sujeita-se a este tipo de baptismo para dar o exemplo e também a sua aprovação ao que João fazia. Mas o baptismo que Ele institui é um sacramento, cuja eficácia reside na vontade do próprio Cristo. Assim, se com o baptismo o Senhor pretende conseguir para quem é baptizado uma série de graças, todas elas são alcançadas com a sua efectivação. A vontade é d’Ele e a eficiência está na própria omnipotência divina do Senhor.

      E quais são essas graças? A primeira é o perdão do pecado original e de quaisquer outros pecados, com as penas a eles devidos. A segunda é a efusão da graça santificante, juntamente com as virtudes da fé, da esperança e da caridade e os dons do Espírito Santo. Pela terceira, Deus imprime na alma o carácter sacramental, que nos faz, filhos de Deus, cristãos para sempre. E, por fim, na quarta, incorpora-nos na Igreja como seus membros.

      Tantos dons falam-nos à saciedade do maravilhoso amor que Deus nos tem. Através deste sacramento, quer-nos proporcionar todos os meios de que necessitamos para a nossa salvação É por isso que o baptismo é tão importante e tantos cuidados deve dar aos pais cristãos para que ele seja recebido o mais depressa possível.

      Por vezes – sem se retirar o seu relevo como evento social – dá-se mais importância à festa que ele promove do que, propriamente, à sua importância como sacramento. E espera-se por um momento mais oportuno, que vai sendo adiado, por vezes meses, ou até anos, negando assim à criança a graça que Deus infunde na alma dos que são baptizados, e a que tem direito. Esta atitude não pode ser cristã. E os pais, talvez por ignorância, negam ao filho o que de mais importante ele pode receber. ´

      Não esqueçamos que o baptismo é a ”porta dos sacramentos”, porque ao abrir-nos para a vida divina (vida da graça) e ao tornar-nos filhos de Deus, possibilita a recepção dos outros sacramentos que Nosso Senhor Jesus Cristo, na sua misericórdia para connosco, institui. Na verdade, só o fiel baptizado pode receber os outros sacramentos de forma válida.

      Eis um bom desafio para 2013, que nos convida a viver com todo o empenho a nossa fé: que as famílias que tiverem descendência a baptizem com brevidade, dando cumprimento ao preceito que Jesus deixou, pouco antes da sua subida ao Céu: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...” (Mt. 28, 19).

      Que alegria não darão a Deus os pais que procederem desta maneira. Como lhes sorrirá Santa Maria ao ver a pressa que têm em os tornarem filhos de Deus e, por isso, também filhos dEla. E é o modo mais elucidativo de viverem bem e com exigência a sua fé, de encherem de contentamento a Santíssima Trindade e de proporcionarem o que é realmente mais importante aos seus descendentes.

Do Tesouro da Igreja

      Santa Maria, Mãe de Deus (*)

      O Verbo de Deus veio para socorrer a descendência do Abraão, como afirma o Apóstolo e, por isso, devia tornar-se em tudo semelhante aos seus irmãos e assumir um corpo semelhante ao nosso. É para isso que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi d’Ela que o Verbo assumiu como próprio aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura recorda este nascimento e diz: Envolveu-O em panos; além disso, proclama ditosos os peitos que amamentaram o Senhor e fala também do sacrifício oferecido deste Primogénito. O anjo Gabriel tinha anunciado esta concepção com toda a precisão e prudência; não lhe disse: “O que há-de nascer em ti”, como se tratasse de algo extrínseco, mas “de ti”, para indicar que o fruto deste nascimento procedia realmente de Maria.

O Verbo, ao tomar a nossa condição humana e ao oferecê-la em sacrifício, assumiu na sua totalidade, para nos revestir depois a nós da sua condição divina, segundo as palavras do Apóstolo: É preciso que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade e que este corpo mortal se revista de imortalidade.

Estas coisas não se realizaram de maneira fictícia, como disseram alguns. Longe de nós tal pensamento! O nosso Salvador foi verdadeiramente homem e assim alcançou a salvação do homem na sua totalidade. Não se trata de uma salvação fictícia, nem se limita a salvar o corpo: o Verbo de Deus realizou a salvação do homem todo, isto é, do corpo e da alma.

Portanto, era verdadeiramente humana a natureza do que nasceu de Maria, segundo as divinas escrituras; era verdadeiramente humano o corpo do Senhor. Verdadeiramente humano, quero dizer, um corpo igual ao nosso. Maria é, de facto, nossa irmã, porque todos descendemos de Adão.

O que João afirma ao dizer: O Verbo se fez homem, tem um significado semelhante ao que se encontra numa expressão paralela de S. Paulo quando diz: Cristo fez-se maldição por nós. Pela união e comunhão com o Verbo, o corpo humano recebeu um enriquecimento admirável. Era mortal e passou a ser imortal, era animal e converteu-se espiritual, era terreno e transpôs as portas do Céu.

Por outro lado, a Trindade, mesmo depois da Encarnação do Verbo em Maria, continua a ser a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição, permanecendo sempre na sua perfeição absoluta. E assim se proclama na Igreja: a Trindade numa única divindade; um só Deus, no Pai e no Verbo”
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(*) Das cartas de St. Atanásio, Bispo. (Epist. Ad Epictetum, 5-9, PG 26, 1058. 1062-16066.

Horário de Missas na Paróquia

HORÁRIO HABITUAL DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU) ATÉ JUNHO DE 2013
a) Domingo – 10.00h, 12.00h e 19.00h

b) Semana – 2ª Feira a 6ªFeira: 12.15h e 18.30h; Sábados, 18.30h


2) HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS

a) Clínica Psiquiátrica de S. José – Irmãs Hospitaleiras do S.C.J: (Azinhaga da Torre do Fato, n. 8, Tel. 21725110) – De 2ª Feira a Sábado: 17.30h; Domingos: 10.00h.

b) Lar Maria Droste – Irmãs do Bom Pastor: (Tv. da Luz, 2, Tel. 217140086) – De 2º Feira a Sábado: 7.30h; Domingos: 8.30h.

c) Colégio Planalto (R. Armindo Rodrigues, n. 11 – Alto da Faia, Tel. 217541530) – De 2ª Feira a 6ª Feira: 7.50h. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, mas não nos períodos de férias e dias feriados. 

Obs. – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o seu horário.

Coisas Práticas: Profissão de Fé ou Credo

“Todos se inclinam às palavras «E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem» e, nas festas da Anunciação e do Natal do Senhor, ajoelham.”

    O Credo que usamos está escolhido entre muitos aparecidos ao longo dos séculos .No início eram resumos destinados sobretudo aos candidatos ao Baptismo (CIC 186). Estruturados em torno às verdades sobre cada uma das três Pessoas trinitárias e sobre a Igreja, são designados por três nomes.
    Símbolo – um “sinal pelo qual se reconhece alguém” (CIC 188);
    Credo – que é “creio”, em latim, e significa: «dou a minha adesão àquilo em que nós cremos” ” (CIC 185), “Creio em Deus”, na fé comum, na fé da Igreja;
    Profissão de Fé – por servir para expressar ou confessar as verdades cristãs.
    “Há dois que têm um lugar muito especial na vida da Igreja” (CIC 193) e actualmente se usam na liturgia eucarística.
    O Símbolo dos Apóstolos, é chamado assim por se considerar, com justa razão, o resumo fiel da fé dos Apóstolos. É o antigo símbolo baptismal da Igreja de Roma (já usada no séc. III). Afirma Santo Ambrósio: “É o símbolo adoptado pela Igreja romana, aquela em que Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua cátedra, e para a qual ele trouxe a expressão da fé comum (CIC 194).
    O outro que usamos na Missa é o Símbolo niceno-constantinopolitano que deve a sua grande autoridade ao facto de ser proveniente desses dois primeiros concílios ecuménicos, Niceia (a. 325) e Constantinopla (a. 381). “Ainda hoje continua a ser comum a todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente” (CIC 195). 
    Nascido no Oriente, passou à liturgia eucarística no séc. V, quando Timóteo, bispo de Constantinopla, o mandou recitar em todas as Missas. As partes relativas ao Filho e ao Espírito Santo estão particularmente desenvolvidas devido às controvérsias da altura; e sobre Cristo insiste-se sobretudo na divindade do Filho e no mistério da encarnação. É precisamente no momento em que este mistério do início da nossa salvação é referido que as rubricas do Missal actual indicam: Todos se inclinam às palavras «E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem» e, nas festas da Anunciação e do Natal do Senhor, ajoelham”. A inclinação, profunda e agradecida, de cada um dos presentes, manifesta a profissão pessoal da fé comum.
    No séc. VI o seu uso na Missa estava generalizado por todo o Oriente, e passou a ser obrigatório desde Justiniano (a. 568). Na liturgia hispânica – primeira do ocidente que o admitiu – surge por mandato do rei Recaredo, recitado com a fracção do pão (antes e depois). Nas Gálias entrou a finais do séc. VIII, por intervenção de Carlos Magno e São Paulino de Aquileia (780 - 802), como defesa perante as ideias adopcionistas, e situa-se já no final da liturgia da Palavra. Da liturgia romano-franca passou para a ambrosiana, situada no ofertório. Roma, porém, só o incluirá na Missa no ano 1014, apesar do seu uso já  se ter generalizado a todo o Império.
    Colocado depois da Liturgia da Palavra, o símbolo tem tripla finalidade: a) manifestar o assentimento do Povo à Palavra de Deus escutada nas leituras; b) provocar a resposta pessoal à mensagem proclamada; c) e recordar a regra da fé, para melhor se introduzir no mistério eucarístico (cf. OGMR 43).

Recolecções em Janeiro

Senhoras: 5ª Feira, Dia 10 – 19.15h; 

Homens: 3ª Feira, Dia 8 – 19.15h

Catequese: Aviso

      Recomeçam as aulas no dia 3, 5ª Feira, seguindo o calendário escolar do nosso país. Aos Domingos, a Missa das Crianças é às 10h, com homilia acessível aos mais novos.

Ausências de sacerdotes no mês de Janeiro

Do dia 2, 4ª F., ao dia 7, Sáb. P. João Campos e P. Carlos Santamaria.

Do dia 4, Sáb. ao dia 11, 2ª F., P. Enrique Calvo

Do dia 17, 5ª F. a dia 20, Dom., P. Rui Rosas da Silva



CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS NA NOSSA PARÓQUIA NO DECURSO DESTE MÊS

1. CATECÚMENOS (Orientação: P. Rui Rosas da Silva). As aulas são marcadas com os participantes, de acordo com as suas possibilidades e também as do orientador. 

2. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA (Orientação: P. Rui Rosas da Silva): 3ªs Feiras, 19.15h. 
Neste mês: Dia 8/1, 19.15h – Tema: Noções gerais sobre os Sacramentos; 
15/1:Validade e licitude dos Sacramentos. 
29/1: Sujeito e ministro do Sacramento

3. CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS (Orientação: P. João Paulo de Campos): 5ªs Feiras.  
Próxima sessão: 5ªa Feira, dia 17, 19.15h ou 21.30h. Tema: O Amor funda a Família

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS: INICIATIVAS

Dias 5 e 6: Bivaque da Comunidade em Cacilhas, com a denominação de “Um novo olhar”

Dia 12: Conselho de Agrupamento para apresentação e votação de contas relativas ao ano-escutista de 2011-2012

Dia 19,: Comemoração dos 35 anos da Fundação do Agrupamento 683 de Telheiras. Manhã desportiva; almoço  com antigos e actuais  escuteiros; atribuição de alguns diplomas e prendas de reconhecimento. Termina com a celebração da Missa de Acção de Graças às 18.30h.

Baptismos e Casamentos neste mês

BAPTISMOS 
Dia 12, Sábado, 11.00h – Afonso Cabral
Dia 19, Sábado, 12.00h – João Guilherme Tavares Baptista
Dia 26, 4ª Feira, 12.15h – Catarina Baptista

CASAMENTO
Dia 4, 6ª F., 14.30h – Pedro e Sara 

CABAZ DO NATAL – No mês passado (Dar a quem necessita)

      Voltou a efectuar-se, neste ano, a tradicional entrega de CABAZES DO NATAL a cerca de 70 famílias que necessitavam. Numa altura em que a nossa solidariedade se deve manifestar de uma forma mais intensa, conseguiu-se tornar melhor o Natal a quem, sem a nossa ajuda, não poderia festejá-lo tão bem. Obrigado a todos aqueles que contribuíram, quer com géneros, roupa, dinheiro e brinquedos. No dia 19, 4ª Feira, houve a distribuição de roupas e no dia 20, 5ª Feira, entregaram-se os Cabazes de Natal. De um modo especial, queremos manifestar o agradecimento ao Colégio Planalto e ao Colégio Alemão, pela sua prestimosa colaboração e, bem assim, à generosidade daqueles que mais de  perto organizaram as entregas.