3 de dezembro de 2012

Coisas Práticas: Santa Missa (XII)


RITO DA COMUNHÃO
   Unidos na grande Família de Deus, como filhos e irmãos uns dos outros, ousamos dizer o Pai nosso. Nele pedimos a santidade pessoal, a expansão de um reino de paz segundo a sua Vontade; «o pão nosso de cada dia», ou seja, tudo o que necessitarmos; que saibamos perdoar como Ele e compreender. “Esforça-te, se é preciso, por perdoar sempre aos que te ofenderem, desde o primeiro instante, já que, por maior que seja o prejuízo ou a ofensa que te façam, mais te tem perdoado Deus a ti.” (S. Josemaria, Caminho, 452). E «não nos deixeis cair em tentação»: “naquilo que nos afaste de Ti e nos faz tender de forma desordenada para as criaturas” (cf. Javier Echevarría, Viver a Missa, Ed. Principia, pág. 109).E «livrai-nos do mal», do Maligno “que quer destruir o desígnio de Deus e a obra da salvação por Ele realizada em Cristo” (B. João Paulo II, Mensagem, 23-5-1999).
   Dai ao mundo a paz em nossos dias, que brote da unidade e da paz que Cristo concede à sua Igreja. Aquela paz “que o mundo não pode dar” (cf. Jo 14, 27) e que acompanha a fidelidade à «fé da vossa Igreja». Quem a queira promover tem de começar pelo empenho em “extirpar da própria vida o que dificulta a Vida de Cristo em nós: o apego ao comodismo, a tentação do egoísmo, a tendência para brilhar” (Viver a Missa, pág. 111). Num esforço que não perde o ânimo pelo facto de a vitória de Deus estar garantida, pois «vosso é o reino e o poder e a glória para sempre». 
    No momento de manifestar a paz, “é bom lembrar que nada tira ao alto valor do gesto a sobriedade necessária para manter um clima apropriado à celebração limitando, por exemplo, a saudação da paz a quem está mais próximo” (cf. Bento XVI, Sacramentum Caritatis, 49).
    O gesto de Jesus da fracção do pão para o distribuir é acompanhado do canto do «Cordeiro de Deus», lembrando que por nós morreu e ressuscitou.
    Com o «Senhor, eu não sou digno» exprimimos o cuidado que pomos em sermos o mais dignos possível e em ter a melhor das disposições (usando a confissão frequente, o jejum) e pedimos: «dizei uma palavra e serei salvo». É também esse o teor da oração em voz baixa do celebrante: «a comunhão do vosso Corpo e Sangue, Senhor Jesus Cristo, não seja para meu julgamento e condenação, mas, pela vossa misericórdia, me sirva de protecção e remédio para a alma e para o corpo»; «O corpo de Cristo me guarde para a vida eterna».
    O Amen da Comunhão é um acto de fé, pois crê que é o Corpo de Cristo. Depois brota a acção de graças: «O que em nossa boca recebemos, Senhor, seja por nós acolhido em coração puro, e estes dons da vida temporal se tornem remédio de vida eterna». E os minutos escassos de acção de graças devem prolongar-se depois da celebração por algum silêncio na igreja ou, pelo menos, no coração.
Por fim, depois da bênção, com o «Ide em paz» cada um é enviado a ser testemunha, levando a paz de Cristo aos ambientes habituais onde se move.

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