5 de novembro de 2012

Do Tesouro da Igreja

Comemoração de todos os fiéis defuntos – 2 de Novembro (1) 

    Depois de ter cantado a glória e a felicidade dos Santos que gozam em Deus da vida imortal, a Liturgia, desde o início do século XI, consagra este dia à memória dos Fiéis defuntos. 

    É uma continuação lógica da Festa de Todos os Santos, celebrada no dia 1 de Novembro. Se nos limitássemos a lembrar os nossos irmãos Santos, a Comunhão de todos os crentes em Cristo não seria perfeita. Quer os fiéis que vivem na glória, quer os fiéis que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos membros de Cristo pelo Baptismo (2). Continuam todos unidos a nós. A igreja peregrina não podia, por isso, ao celebrar a Igreja da Glória, esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório. É certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar, sacramentalmente, presente o Mistério Pascal, lembra “aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem agora o sono da paz” (Prece da Eucaristia I). Mas, neste dia, essa recordação é mais profunda e viva. 

    O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia da mais íntima comunhão com aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia. Se a unirmos ao Sacrifício da reconciliação, a Missa. 

    No sacrifício da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos, que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a sua purificação, sejam admitidos no Seu Reino. 
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(1) Texto extraído de: Missal Quotidiano - Edições Theologica, Braga, 1989, p. 2003

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