1 de outubro de 2012

Do Tesouro da Igreja

Outubro, mês do Rosário: O Rosário na voz de vários papas 


   Com o Rosário, “ (...) pretendemos prestar homenagem a Maria Santíssima, em conformidade com a excelência do seu ser e da sua missão; homenagem singular, homenagem superior, homenagem que lamenta nunca poder igualar-se à que o Senhor lhe prestou e que o plano divino, que também assenta sobre ela, mereceria; homenagem que ela própria pressagiou, ao profetizar que todas as gerações a chamariam bem-aventurada”. (1) 

   “Não deixeis de inculcar com todo o cuidado a prática do Rosário, a oração tão querida da Virgem, (...) por meio da qual os fiéis podem cumprir da maneira mais suave e eficaz, o preceito do Divino Mestre: «Pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e abrir-se-vos-á» (Mt 7, 7). 

   O vosso Rosário é uma escola, e vós a subis em comum, degrau a degrau, indo ao encontro da Senhora, que quer dizer ao encontro de Cristo. Porque esta é uma das características do Rosário, a mais importante e a mais bela de todas: uma devoção que, através da Virgem, nos leva a Cristo. Cristo é o final desta longa e repetida invocação a Maria. Fala-se a Maria para chegar a Cristo. Foi Ela que o trouxe ao mundo: é a Mãe do Senhor. E é Ela que nos leva até Ele, se formos seus devotos”. (2) 

   “Segundo a etimologia da palavra, (o Rosário) é uma coroa de rosas, costume encantador que em todos os povos representa uma oferenda de amor e um símbolo de alegria” (3) “É o modo mais excelente de oração meditada, constituída à maneira de coroa mística em que a saudação angélica (Ave Maria), a oração dominical (Pai Nosso) e a doxologia à Augusta Trindade (Glória) se entrelaçam com a consideração dos mistérios da nossa fé; nele, por meio de muitas cenas, a mente contempla o drama da Encarnação e da Redenção” (4). 

   “Este modo de rezar exige uma atenção especialíssima por parte do homem, pois requer não somente que procure dirigir o seu espírito a Deus, mas também que se abisme na meditação do que contempla, de forma que dela tire normas de viver e alimento para a sua piedade. (5). 

   “Que orações mais aptas e mais divinas poderemos encontrar? A primeira é aquela prece que brotou dos lábios do próprio Redentor quando os seus discípulos lhe pediram: «Ensina-nos a orar»; é a súplica que contém tudo o que se refere à glória de Deus e que resolve todas as nossas necessidades corporais e espirituais. Como é possível que o Pai Eterno não nos socorra e atenda, se usamos as mesmas palavras que o seu Filho nos ensinou? (...) A outra oração é a saudação angélica, que começa com o elogio do Arcanjo Gabriel e de Santa Isabel à Santíssima Virgem, e termina com uma súplica piedosa pela qual imploramos à Santíssima Senhora que não nos abandone, nem agora nem na hora da nossa morte”. (6) 

   “Como andam longe do caminho da verdade aqueles que desprezam esta prece, achando-a enfadonha pela constante repetição das mesmas orações! (...) A esses cumpre fazer-lhes notar, antes de mais nada, que a piedade – assim como o amor – não se cansa de repetir com frequência as mesmas palavras, porque o fogo da caridade que as inflama faz com que contenham sempre algo de novo”. (7) 

..............................................................................................

(1) Paulo VI, Aloc, 11/10/1963; (2) Paulo VI, Aloc. 10/05/1964; (3) Pio XII, Aloc, 16/10/1940; (4) Beato João XXIII, Litt. Enc. Gratia recordatio, 26/09/59; (5) Leão XIII, Litt. Enc. Iucunda semper, 8/10/1894; (6) Pio XI, Litt. Enc. Ingravescentibus malis, 29/09/1937; (7) IBIDEM.

Sem comentários:

Enviar um comentário