2 de julho de 2012

COISAS PRATICAS: SANTA MISSA (VII) - INTERCESSÕES



   As diversas orações eucarísticas (OE) complementam-se entre si explicitando aspectos que nas outras estão só insinuados. Variar a sua utilização contribui para que se compreenda melhor as insondáveis riquezas do Mistério eucarístico.

   Começam por incitar ao maior abandono nas mãos do Pai, mediante o sacrifício que se oferece por meio de Jesus, nossa Cabeça: “Pai de infinita misericórdia humildemente Vos suplicamos por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor, que Vos digneis aceitar e abençoar estes dons, esta oblação pura e santa” (OE I).

   Convida-nos:- À acção de graças, pois “dais a vida e santificais todas as coisas, por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor, com o poder do Espírito Santo; e não cessais de reunir para Vós um povo que de um extremo ao outro da terra Vos ofereça uma oblação pura” (OE II.)

   - À unidade, já que apesar de se repetirem as celebrações é o único sacrifício: pois “quando se celebra sobre um pequeno altar de uma igreja no campo, a Eucaristia celebra-se, em certo sentido, sobre o altar do mundo. Une o céu e a terra. Abarca e impregna toda a criação” (cf. João Paulo II, Igreja na Eucaristia, 8). “Nenhum cristão está excluído dos frutos de cada celebração. A Santa Missa traz-nos a máxima manifestação do amor de Deus pelos homens e do amor dos homens por Deus e entre si: mostra-nos a realização perfeita da Comunhão dos santos, que nos assegura que nunca estamos sós” (cf. Javier Echevarría, Viver a Missa, Ed. Princípia). Procuremos em nós o desejo de viver para Ele, aumentando a consciência da união de todos em Cristo.

   - E fazem brotar uma súplica pela Igreja una: “Lembrai-Vos, Senhor, da vossa Igreja, dispersa por toda a terra, e tornai-a perfeita na caridade em comunhão com o Papa N., o nosso Bispo N. e todos aqueles que estão ao serviço do vosso povo” (OE II). “Dai-lhe a paz e congregai-a na unidade, defendei-a e governai-a em toda a terra” (OE I).

   Pedimos que Jesus, Bom Pastor, a guie a caminho do Céu, a proteja e livre dos inimigos “não só externos: mas também dos mais perigosos, que são os que podem ocultar-se no seu interior, semeando erros, cismas e divisões” (cf. Javier Echevarría, idem), e os que separam da unidade com os Pastores que na terra O representam.

   E por todas questões da humanidade, grandes e mais localizadas, que muito nos importam, pois são nossas e tudo entra na nossa oração.

   A petição por vivos e defuntos, pede-nos uma grande abertura de coração: os nossos “irmãos” pelo Baptismo, talvez em lugares onde são perseguidos; os que não conhecem a Cristo e seguem a sua consciência: “aqueles que na vossa misericórdia partiram deste mundo” (OE II), “aqueles que Vos procuram de coração sincero”, “cuja fé só Vós conhecestes” (OE IV); e quem nos maltrate ou odeie, como Jesus nos ensinou.

   Particularmente beneficiam dos frutos da celebração os presentes como momento central de crescer em santidade. E aprendemos a pedir especialmente pelos mais necessitados, mesmo sem conhecer quem sejam. E, em geral, pedimos um abundante fruto apostólico da acção da Igreja.

   Para que seja bem acolhida a petição, solicitamos a intercessão poderosa da Mãe de Jesus, a de S. José e a de todos os Santos, porque sempre estão juntos de nós: “a Igreja é um recanto do Céu que se abre sobre a terra, um raio de glória da Jerusalém celeste que entra nas nuvens da nossa história e projecta luz sobre o nosso caminho” (cf. Igreja na Eucaristia, 19). Os santos iluminam o caminho com o seu exemplo e ajudam com a sua oração e com os méritos da sua vida. E estão bem presentes os familiares e amigos, irmãos e irmãs, que aqui muito nos ajudaram e amaram, e mais o farão do Céu.

   O Coração de Jesus a todos quer arrastar no seu sacrifício, e a Igreja une-se ao seu desejo de que todos participem da felicidade desta união.

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