2 de abril de 2012

PRÁTICAS – O SINAL LITÚRGICO –V – A SANTA MISSA

É a parte mais importante da Missa, também chamada “Anáfora”. Com esta “oração de acção de graças e de consagração, atingimos o coração e cume da celebração” (cf. CIC 1352). No momento culminante da Oração Eucarística – as palavras da Consagração – o celebrante não actua só “in nomine Ecclesia”, como representante do Corpo místico de Cristo, mas actua “in persona Christi Capitis”, fazendo as vezes de Cristo Cabeça da Igreja. “É a palavra de Cristo que realiza este sacramento” (Santo Ambrósio).

Nesta oração soleníssima, “o centro e cume de toda celebração” (IGMR 78), a Igreja dirige-se ao Pai, fonte de todo o bem, em união com Cristo, por virtude do Espírito Santo. Todos os ritos litúrgicos a apresentam como uma grande súplica composta por diversas orações estreitamente entrelaçadas.

Começa por uma acção de graças, o prefácio, que termina com a recitação do Santo ou Sanctus - , à qual se segue uma epiclesis ou súplica ao Espírito Santo, em que se pede ao Paráclito que transforme o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Depois vem o relato da instituição da Eucaristia. Não é uma mera recordação, mas um acto com o qual – graças às palavras da Consagração pronunciadas “in persona Cristi” – se realiza a transubstanciação do pão e do vinho, que torna presente sobre o altar a mesma Vítima do Calvário, agora gloriosa.

Imediatamente depois, e cumprindo o mandato de Jesus Cristo, vem a anamnesis (que significa “memorial”, “lembrança”), em que se recolhe o que Nosso Senhor realizou por nós (especialmente a morte, a ressurreição e a ascensão aos Céus), e a Igreja apresenta ao Pai a oferenda do seu Filho. Não faltam as intercessões – em diversos momentos, segundo as Orações eucarísticas – , nas quais transparece a comunhão da Igreja da terra com a do céu, e se reza por todos os fiéis, vivos e defuntos, e especialmente pelo Papa e pelos Bispos de todo o mundo. Termina com a doxologia ou oração de louvor à Santíssima Trindade à qual o povo responde a uma só voz: Amen.

DIÁLOGO INICIAL

É um diálogo que permaneceu idêntico desde os primeiros séculos, e preanuncia qualquer coisa grandiosa em vias de acontecer. Tudo em nós se deve centrar em Deus, sem dar lugar a distrações.

Corações ao alto (Sursum corda): a Deus, sem o fazer descer às coisas de cá.

A resposta brota como clamor de toda vida dos verdadeiros cristãos, que n’ Ele põem toda a esperança: O nosso coração está em Deus (Havemos ad Dóminum) . Para Ele dirigimos agora todo o nosso interior, todas as potências, os sentidos.

Demos graças ao Senhor nosso Deus (Gratias agámus Dómino Deo nostro): pela dádiva divina que nos possibilita tê-l’O em nós. Realmente é digno e justo (“Dignum et iustum est”): É nosso dever, é nossa salvação; pois se não nos tivesse levantado do chão continuaríamos prostrados.

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