2 de abril de 2012

Do Pároco

Entrando este mês de Abril em plena Semana Santa, vale a pena reflectir um pouco sobre o tempo que acabámos de viver e estamos vivendo.

Durante a Quaresma, o Senhor convida-nos a todos a deitar fora da nossa alma tudo aquilo que nos afasta de Deus, através da penitência e da oração. A primeira, como forma de nos arrependermos dos pecados que fazemos. São sempre uma ofensa a Deus, quer por omissão, quando não fazemos o que devemos e estava ao nosso alcance, ou quando fazemos aquilo que não devemos e, no uso da nossa liberdade, podíamos não ter feito. Deus não se assusta com as nossas faltas, mas apenas nos avisa de que é necessário que nos arrependamos deveras, sem nunca tratar os nossos pecados como uma coisa de somenos, da qual não temos de prestar contas a ninguém. Sendo uma ofensa a Deus, a Ele devemos dirigir o nosso pesar pelas fraquezas que arrastamos connosco.

No entanto, não é possível o arrependimento se não privamos com Deus, através de uma conversa sincera, dum diálogo em que procuramos falar e ouvir, sendo nosso interlocutor o próprio Deus. Isso é oração. Descuidá-la é acantonar Deus – a Quem tudo devemos, salvo o pecado - numa penumbra confusa, que torna o nosso criador uma espécie de companheiro secundário da vida, ao Qual recorremos de vez em quando, nomeadamente se necessitamos de Lhe pedir algum favor ou queremos queixar-nos de que a vida é muito dura e precisamos de mais paz e bonança. Ou seja, no centro da existência estamos nós; Deus surge como um satélite de recurso para os momentos em que não sabemos agir sem Lhe pedirmos algum auxílio. Não procuramos fazer a sua vontade, mas que Se ajuste às nossas necessidades de momento, como se fosse Ele o grande culpado dos tormentos por que passamos.

O exemplo de Jesus Cristo revela-nos uma dimensão completamente diferente das nossas relações com Deus. O meu alimento é fazer a vontade de meu Pai, observava. Põe acima de tudo a vontade de Deus, fruto de uma confiança total que n’Ele deposita. Efectivamente, a vontade de Deus é da máxima e absoluta perfeição. Forjada pela caridade - é o Amor que O caracteriza essencialmente: Deus é amor, escreve o apóstolo S. João  (1 Jo)  - na vontade de Deus nada existe que não seja sumamente perfeito, pelo que o que Ele pede ou determina para cada criatura é, em sentido absoluto, o melhor bem para ela.

Ora, nem sempre o melhor bem é o que mais desejamos. Ninguém gostará de ir ao dentista, como um bem supremo, mas apenas como um remédio para sanar uma situação de sofrimento ou de dor que, mau grado os progressos técnicos da medicina dentária dos nossos tempos, nos atemoriza e gostaríamos de evitar. Sabendo Deus que o bem supremo da nossa vida é a salvação eterna, nem sempre aquilo que Ele nos pede ou permite que nos aconteça é o mais agradável para a vida terrena. Uma doença, uma contrariedade, um desaire económico, uma humilhação são, decerto, situações indesejáveis. Mas quantas vezes tais acontecimentos modificam a maneira e a atitude com que enfrentamos a realidade, entendendo de forma muito concreta que, como escreve S. Paulo, “aqui não temos morada permanente”. Ou seja, verificámos que todo o enredo que andávamos a construir de bem-estar, de prestígio, de situação confortável – em si mesmos bens a que devemos aspirar – não são definitivos nem os principais entre todos aqueles que devemos desejar e orientar na vida. O que levamos de mérito para eternidade? As obras de virtude que realizámos na nossa relação com Deus, com as outras pessoas e connosco mesmos.

Deus não poupou ao seu Filho, Cristo, as agruras dum sofrimento tremendo e violento. Jesus assumiu-as com todo o garbo, depois do diálogo intenso que com Ele manteve no Jardim das Oliveiras, tendo em mente os sofrimentos que O esperavam na sua Paixão e Morte: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice”. Para logo acrescentar: “não se faça, contudo, a minha vontade, mas a tua” (Lc 22, 42). É a submissão total à vontade de Deus como o bem supremo. E o mesmo se poderá dizer de Nossa Senhora, quando ouve os esclarecimentos do anjo para fazer o que Deus dela quer: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 37-38). Aprendamos de Nosso Senhor e de Maria Santíssima a acatar sempre, sem escamotear, a vontade de Deus, pois nela acabaremos por encontrar a perfeição total do amor com que Deus nos ama se a ela nos entregamos sem reservas.

Do Tesouro da Igreja


      A Páscoa espiritual (Da Homilia de um autor antigo)


A Páscoa que nós celebramos é a origem da salvação de todos os homens, a começar pelo primeiro, Adão, que se perpetua e revive em cada um de nós.

Mas a salvação foi preparada pelas diversas instituições, imperfeitas e provisórias, que eram símbolos e imagens das coisas eternas, para anunciarem, em esboço, aquela realidade que surge actualmente à plena luz da verdade; contudo, uma vez que essa mesma realidade se tornou presente, a figura deixa de ter vigor. Quando chega o rei, ninguém se põe a venerar a sua imagem, não fazendo caso da pessoa viva do rei.

Assim se vê claramente em que medida a figura é inferior à realidade verdadeira, pois a figura representa a vida breve dos primogénitos dos judeus, ao passo que a verdadeira celebra a vida perpétua de todos os homens.

Mas é grande proeza que alguém evite a morte por breve tempo, se tem de morrer pouco depois; o que é admirável é evitar a morte de uma vez para sempre, como aconteceu connosco por meio de Cristo, que foi imolado como nosso Cordeiro pascal.

O próprio nome da festa, se compreendermos o seu significado verdadeiro, nos sugere a sua peculiar excelência. Páscoa, com efeito, significa – passagem -, porque o Anjo exterminador, que feria de morte os primogénitos, passava adiante na casa dos judeus. Ora, em relação a nós, a passagem do exterminador é um facto, porque passou realmente sem nos tocar, a nós que por Cristo ressuscitámos para a vida eterna.

E o que significa, no seu significado místico, o facto de esse tempo coincidir com o princípio do ano, em que se celebrava a Páscoa e a salvação dos primogénitos? Significa que também para nós o sacrifício verdadeiro da Páscoa constitui o princípio da vida eterna.

O ano, de facto é símbolo da eternidade. Sendo a sua órbita circular, o ano gira continuamente sobre ela sem nunca encontrar um fim. Ora Cristo, Pai da eternidade, oferecendo-Se por nós em sacrifício, como que anulou a nossa existência anterior, proporcionando-nos, pelo banho da regeneração, o princípio de uma segunda vida, à semelhança da sua morte e ressurreição.

Por isso, quem reconhece que a Páscoa foi imolada em seu benefício, deve aceitar como princípio da sua vida o momento em que Cristo por ele Se imolou. Ora essa imolação actualiza-se em cada um, quando reconhece essa graça e compreende que a vida lhe foi comunicada por esse sacrifício.

Portanto, quem chegou a este conhecimento, esforce-se por aceitar o princípio da nova vida, sem pretender voltar à vida antiga, que foi ultrapassada. Com efeito, se morremos para o pecado, pergunta o Apóstolo, como poderemos continuar a viver nele?

Semana Santa na paróquia

Dia 01, Domingo – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor (Começo da Semana Santa): Haverá Bênção dos Ramos nas Missas das 10.00h e 19.00h; Procissão de Ramos na Missa das 12.00h

a) Tríduo Pascal

Dia 05, 5ª Feira Santa

Durante a manhã: A Igreja estará fechada. Não haverá a habitual Missa das 12.15h. Convida-se todos os paroquianos que o desejarem e possam a participar na Missa Crismal, presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca, na Sé de Lisboa, às 10.00h

De tarde. A Igreja abre às 16.00h.

Confissões: das 16.00h até ao fim da Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor, às 23.00h.

19.00h – Missa da Ceia do Senhor. Do final da Missa até às 23.00h: Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor.

23.00h – Fecho da Igreja.

Dia 06, 6ª Feira Santa

De manhã: 10.00h-12.30h: Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor; Confissões.

12.30h – Fecho da Igreja.

De tarde:

15.30h – Abertura da Igreja. Confissões a partir desta hora até ao fim da Celebração da Paixão do Senhor.

16.00h – Celebração da Paixão do Senhor.

No final desta Celebração: Fecho da Igreja.

Dia 07, Sábado Santo

15.30h – Abertura da Igreja. Confissões até às 18.30h.

22.00h – Vigília Pascal. Nesta cerimónia inclui-se a administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã, aos catecúmenos preparados na nossa Paróquia.



b) Domingo de Páscoa

Dia 08, Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Missas: 10.00h, 12.00h e 19.00h. De tarde: Visita e bênção das casas dos paroquianos que o desejarem, mediante inscrição prévia.

Recolecções este mês

3ª Feira, 10: Homens: 19.10h

5ª Feira, 12: Senhoras: 19.10h

Cursos a decorrer neste mês

De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)

Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h

Dia 04: O Sacramento da Reconciliação, como momento preparatório da recepção da Confirmação

Dia 18: Ritual do Sacramento da Confirmação e seu significado: I

Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos)

Aula: 5ª Feira, Dia 26, 19.15h ou 21.30h: Matrimónio - I

Conhecer a Bíblia: Aula: 4ª Feira, Dia 11, 21.30: Ideias Mestras da Antiga Aliança. Nova Aliança em Cristo.

Ausências de sacerdotes neste mês

P. Rui: De 20, 6ª Feira a 22, Domingo: Pregação de um retiro espiritual

P. Carlos Santamaria: até dia 4, 4ª F.: Retiro espiritual; de 12, 5ª Feira a 15, Domingo: Pregação de um retiro espiritual.          

Folar da Páscoa

À semelhança dos anos anteriores, faremos este ano a distribuição do FOLAR DA PÁSCOA a cerca de 70 famílias que se encontram carentes e com precisão de ajuda.

O FOLAR consta da doação de roupa e de géneros alimentícios, como habitualmente.

A distribuição far-se-á:

4ª Feira, (10.00h-11.30h), dia 04, Roupas;

5ª Feira, (10.00h-11.30h), dia 05, Comida.

Contamos com a boa colaboração dos pais, professores e alunos do Colégio Planalto, a quem desde já, agradecemos a sempre a sua prestimosa colaboração.

Precisamos de voluntários para as tarefas dos dias 4 e 5. Podem inscrever-se numa folha que se encontra no lugar habitual

Baptismos neste mês

Sábado, 7: 22.00h – Vigília Pascal: David Figueira, Edgar Castelo, Francisco Moreira, Luísa Moreira e Paulo Silva

Domingo, 15, 15.00h: Miguel Godinho)

AGRUPAMENTO n. 678 – Actividades neste mês

De 4 a 6 de Abril: Clã – Acampamento na Base da IV Secção em Drave. Actividade de descoberta e crescimento pessoal e do grupo;

26 de Abril: Participação das diversas secções na Festa da Região, com a comemoração do dia de S. Jorge . O acolhimento, neste ano, cabe ao Núcleo do Oeste, na cidade de Peniche. Tema: “Maria, Mãe dos escutas”.

CURSO DE NOIVOS NESTE MÊS

De colaboração com CENOFA: - Centro de Orientação Familiar: Sábado, 28 e Domingo, 29. Inscrições na Secretaria Paroquial ou pela NET.

PRÁTICAS – O SINAL LITÚRGICO –V – A SANTA MISSA

É a parte mais importante da Missa, também chamada “Anáfora”. Com esta “oração de acção de graças e de consagração, atingimos o coração e cume da celebração” (cf. CIC 1352). No momento culminante da Oração Eucarística – as palavras da Consagração – o celebrante não actua só “in nomine Ecclesia”, como representante do Corpo místico de Cristo, mas actua “in persona Christi Capitis”, fazendo as vezes de Cristo Cabeça da Igreja. “É a palavra de Cristo que realiza este sacramento” (Santo Ambrósio).

Nesta oração soleníssima, “o centro e cume de toda celebração” (IGMR 78), a Igreja dirige-se ao Pai, fonte de todo o bem, em união com Cristo, por virtude do Espírito Santo. Todos os ritos litúrgicos a apresentam como uma grande súplica composta por diversas orações estreitamente entrelaçadas.

Começa por uma acção de graças, o prefácio, que termina com a recitação do Santo ou Sanctus - , à qual se segue uma epiclesis ou súplica ao Espírito Santo, em que se pede ao Paráclito que transforme o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Depois vem o relato da instituição da Eucaristia. Não é uma mera recordação, mas um acto com o qual – graças às palavras da Consagração pronunciadas “in persona Cristi” – se realiza a transubstanciação do pão e do vinho, que torna presente sobre o altar a mesma Vítima do Calvário, agora gloriosa.

Imediatamente depois, e cumprindo o mandato de Jesus Cristo, vem a anamnesis (que significa “memorial”, “lembrança”), em que se recolhe o que Nosso Senhor realizou por nós (especialmente a morte, a ressurreição e a ascensão aos Céus), e a Igreja apresenta ao Pai a oferenda do seu Filho. Não faltam as intercessões – em diversos momentos, segundo as Orações eucarísticas – , nas quais transparece a comunhão da Igreja da terra com a do céu, e se reza por todos os fiéis, vivos e defuntos, e especialmente pelo Papa e pelos Bispos de todo o mundo. Termina com a doxologia ou oração de louvor à Santíssima Trindade à qual o povo responde a uma só voz: Amen.

DIÁLOGO INICIAL

É um diálogo que permaneceu idêntico desde os primeiros séculos, e preanuncia qualquer coisa grandiosa em vias de acontecer. Tudo em nós se deve centrar em Deus, sem dar lugar a distrações.

Corações ao alto (Sursum corda): a Deus, sem o fazer descer às coisas de cá.

A resposta brota como clamor de toda vida dos verdadeiros cristãos, que n’ Ele põem toda a esperança: O nosso coração está em Deus (Havemos ad Dóminum) . Para Ele dirigimos agora todo o nosso interior, todas as potências, os sentidos.

Demos graças ao Senhor nosso Deus (Gratias agámus Dómino Deo nostro): pela dádiva divina que nos possibilita tê-l’O em nós. Realmente é digno e justo (“Dignum et iustum est”): É nosso dever, é nossa salvação; pois se não nos tivesse levantado do chão continuaríamos prostrados.

Funcionamento da Paróquia de Setembro de 2011 a Junho de 20012




a) Abertura da Igreja:

1) Durante a semana :

De 2ª Feira a 6ª Feira:: 11.00h-13.00h;16.00h-19.30h; Sábados: 17.00h-19.30h

2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 9.30h13.00h; 17.00h-20.00h

b) Horário de Missas:

1) Durante a semana: De 2ª a Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados: 18.30h

2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h

Obs. – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição

e Bênção com o Santíssimo Sacramento

c) Atendimento de Secretaria:

3º Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h

d) Confissões:

Sempre que a Igreja se encontre aberta e alguém o solicitar. No caso de não se encontrar nenhum sacerdote no confessionário, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença. Os horários habituais de confissões estão disponíveis em 
http://portadoceu.com.sapo.pt/Horarios.htm 

e) Dados úteis:

Paróquia de Telheiras – Nossa Senhora da Porta do Céu; Estrada de Telheiras

Correspondência: Apartado 42076 1601-801 LISBOA; Telefone e Fax: 21 759 60 99

Telemóveis: Pároco (P. Rui) – 963 072 248; P. João (Vigário Paroquial) – 960070454;

E-mail: paroquia.telheiras@gmail.pt

NIF: 507115570 (Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Porta do Céu);

NIB: 003300004527778678005; Site da Paróquia: www.portadoceu.org