8 de março de 2012

Boletim em PDF

Em breve poderá descarregar a edição do boletim mensal em pdf no site da paróquia. Assim, é mais fácil lê-lo e partilhá-lo com quem desejar.

3 de março de 2012

Do Pároco

 Estamos em pleno tempo quaresmal e, certamente, porque queremos ser bons fiéis de Jesus Cristo, fizemos os nossos propósitos para viver muito bem este tempo litúrgico. A Paixão e Morte do Senhor, que surge como o cume da Redenção do homem, orienta a nossa vida, que deve ser mais abnegada na oração e na preocupação pelos outros. À oração vamos buscar a intimidade com Deus, que nos ilumina a inteligência, vigoriza a vontade e purifica os nossos afectos, incentivando-os a amar o bem, a fazermos o bem e a ter como nossos, tanto quanto nos for possível, os problemas das pessoas que convivem connosco todos os dias. Por obrigação de caridade devo dar-lhes mais atenção e tentar tornar a sua vida mais agradável.

Tanto quanto dependa de mim, é a elas que me obrigo a estar mais atento perante as suas necessidades. Mais e melhor as devo compreender. E sempre, ajudar no que precisem.

Para que esta atitude se torne realidade, tenho de saber que os meus juízos sobre elas só lhes são benéficos, em primeiro lugar, quando correspondem à verdade e jamais a algumas impressões superficiais, fáceis de aceitar e difíceis de dominar, quando vão unidas a algum mal-estar que o seu modo de ser me provoca. Rapidamente, confundo o que me choca com a sua realidade. E esta não pode ser positiva.

Em segundo lugar, quando o meu juízo está alicerçado na caridade, que é paciente, benigna e tudo suporta, como a define S. Paulo. Esta virtude, que deve caracterizar as atitudes dos filhos de Deus, não significa passividade ou indiferença perante os outros. Pelo contrário, é a mola do amor que lhes devo ter. E o amor quer o bem de quem sou amigo. Por isso, se algum aspecto do seu comportamento não é objectivamente adequado, devo, com suavidade e com fortaleza, fazer aquilo que Jesus Cristo nos ensinou com a correcção fraterna. Em privado, e depois de rezar longamente pela pessoa a quem a vou fazer, de me mortificar para que tudo corra da melhor forma, dir-lhe-ei com calma, suavidade e fortaleza, o que, em consciência, julgo que não está bem no seu procedimento.

Um cristão não critica: reza; não emite juízos fáceis sobre os outros, que podem ser temerários, se não são minimamente fundamentados e caluniosos se não correspondem à verdade. Além disso, a obrigação que temos é rezar pela santidade dos outros. Devo desejar, do fundo da minha alma, que os outros sejam verdadeiramente santos, isto é, bons cristãos que põem em prática o que Jesus nos legou como norma de conduta: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.

Não temos o mínimo dever de criticar os outros. É um vício que podemos ganhar facilmente, sempre que ao lidar com o próximo, me esqueço da sua condição de filho de Deus, que mereceu, tanto como eu, o Sangue que Cristo verteu no Calvário pela nossa Redenção. Criticar por futilidade ou por má-língua alguém é esquecer que ofendemos não apenas essa pessoa, mas sobretudo a Deus, que é seu Pai, Jesus Cristo, seu irmão, que deu a vida para que ela se salvasse e o Espírito Santo, que através do seu dom do conselho não nos inspira o juízo negativo, mas o que está de acordo com a caridade. Também Nossa Senhora, sua mãe desde a Cruz, se encherá de pena por ver um seu filho a maltratar com tanta falta de fraternidade um seu irmão.

Estamos na Quaresma, tempo de penitência e de conversão. Não será de fazer um propósito franco e corajoso para este período? Não criticar ninguém; antes, rezar por todos: por aqueles com quem simpatizo e com os que não tenho facilidade de relação.

Decerto que Deus Pai ficará contente por descobrir mais solidariedade entre os seus filhos, que Deus Filho verá com mais satisfação os resultados do Sacrifício da sua vida e Deus Espírito Santo sentirá uma maior liberdade para sugerir atitudes mais difíceis de tomar. Também a nossa Mãe, Nossa Senhora, a medianeira de todas as graças, regozijar-se-á pelas suas petições constantes pelos seus filhos que conduziram a tão salutares resoluções.

Sejamos corajosos, confiando mais na ajuda da graça de Deus do que nas nossas forças. Deus apoia todo o que quer fazer a sua vontade, mesmo que ela possa custar ou corresponder a uma espécie de marcha-atrás em relação a um vício muito assumido.  

Do Tesouro da Igreja

   A oração é a luz da alma (*) 

   A oração, ou diálogo com Deus, é um bem incomparável, porque nos põe em comunhão íntima com Deus. Assim como os nossos olhos corporais são iluminados ao receber a luz, assim também a alma que se eleva para Deus é iluminada pela sua luz inefável. Falo da oração que não se limita a uma atitude exterior, mas brota do íntimo do coração, falo da oração que não se limita a determinados momentos ou ocasiões, mas se prolonga, dia e noite, sem interrupção.

   Com efeito, não é só no momento determinado para rezar que devemos elevar a Deus o nosso espírito; também no meio das mais variadas tarefas – como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo – é preciso conservar sempre viva a aspiração e a lembrança de Deus, a fim de que todas as nossas obras, condimentadas com o sal do amor de Deus, se convertam em alimento agradável ao Senhor do Universo. E podemos realmente gozar, durante toda a vida, as vantagens preciosas que daí resultam, se dedicarmos ao Senhor todo o tempo que nos for possível.
   A oração é a luz da alma, verdadeiro conhecimento de Deus, mediação entre Deus e os homens. Por meio da oração, a alma é elevada até aos Céus e une-se ao Senhor num abraço inefável: como criança que, chorando, chama por sua mãe, pede que sejam ouvidos os seus apelos e recebe dons superiores a tudo o que é natural e visível.
   A oração é venerável mensageira que nos leva à presença de Deus, alegra a alma e tranquiliza o coração. Refiro-me evidentemente à oração que não consiste apenas em palavras. A oração é desejo de Deus, piedade inefável que não provém dos homens mas da graça divina. Não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
   Se o Senhor, na sua generosidade, concede a alguém o dom da oração, é uma riqueza inestimável e um alimento celeste que sacia a alma: a quem chega a saboreá-lo, sente-se abrasado no desejo eterno do Senhor, como num fogo ardentíssimo que inflama a sua alma. 

   Se queres ver restaurada em ti aquela morada que Deus edificou no primeiro homem, adorna a tua casa com a modéstia e a humildade, torna-a resplandecente com a luz da justiça, enfeita-a com o ouro das tuas obras, e, em lugar das paredes e dos mosaicos, ornamenta-a com a fé e com a grandeza de ânimo; e, por cima de tudo, como cúpula e coroamento de todo o edifício, coloca a oração. Assim prepararás para o Senhor uma digna morada, assim terás um esplêndido palácio real para O receber, e poderás tê-l’O contigo na tua alma, transformada pela graça, em imagem e templo da sua presença”.
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(*) Das homilias de S. João Crisóstomo, Séc. V: (Supp., Hom. 6 De precatione: PG 64, 462-466).

No mês passado: Catequese - Festa da Alegria

   Nos passados dias 25 (Sábado) e 26 (Domingo), realizou-se a FESTA DA ALEGRIA, que assim se chamou por constar da primeira confissão dos nossos alunos e alunas da Catequese, que se preparam para, em Junho próximo, fazerem a sua Primeira Comunhão, nos dias 9 (Sábado, 10.00h) e 10 (Domingo, 9.30h) de Junho, além de receberem antes o sacramento da Confirmação.

   Momento muito significativo da vida destas crianças, que experimentaram o perdão efectivo de Jesus Cristo, através deste Sacramento que instituiu para manter a boa saúde espiritual da nossa alma. No final, realizou-se, em ambos os dias, um pequeno convívio no Salão da Igreja, com a presença dos participantes, pais e de alguns catequistas

DIA DA RECONCILIAÇÃO E PENITÊNCIA EM TELHEIRAS

16 DE MARÇO, 6ª Feira, das 10.00h às 23.00h

Por sugestão da Vigaria a que pertence Telheiras, em cada 6ª Feira desta Quaresma, haverá, sempre que possível, paróquias com um horário alargado do Sacramento da Reconciliação e Penitência, de modo a que haja a todo o momento, entre a abertura e o fecho das portas da igreja, pelo menos um sacerdote disponível, a fim de atender as pessoas que desejarem confessar-se. Com Telheiras, estarão abertas nesse dia (16/03, 6ªF.), S. João de Brito (das 8.30h às 23.00h) e Arroios (das 8.00h às 23.00h).

O programa desse dia, na nossa paróquia, será o seguinte:

10.00h – Abertura; Exposição Solene do Santíssimo Sacramento e Laudes;
11.30h – Terço (Mistérios Gozosos);
12.15h – Celebração da Santa Missa;
13.00h – Reposição do Santíssimo Sacramento e Hora intermédia;
14.30h – Terço (Mistérios Luminosos);
15.45h – Lectio Divina - I;
17.00h – Vésperas;
17.45h – Terço (Mistérios Dolorosos);
18.30h – Celebração da Santa Missa;
19.15h – Reposição do Santíssimo Sacramento e Lectio Divina – II;
20.30h – Terço (Mistérios Gloriosos);
21.30h – Via-sacra;
22.45h – Bênção Solene com o Santíssimo Sacramento;
23.00h – Encerramento da Igreja.

Obs. – Agradece-se a todas as pessoas interessadas que se inscrevam numa folha que se encontra na mesa habitual, a fim de garantir, tanto quanto for possível, a presença permanente de alguém junto do Senhor Sacramentado.

Confissões noutras paróquias da Vigararia (sempre às 6ªs Feiras): 
Dia 2, Sta Joana Princesa (10.00h-23.00h), Dia 9, Penha de França (9.30h-23.00h), Charneca (14.00h-23.00h) e S. Sebastião da Pedreira (8.30h-13.00h, 17.00h-19.00h, 21.00h-23.00h); Dia 16 (Cfr. informação dada acima); Dia 23, Campo Grande (9.30h-23.00h), Espírito Santo (10.00h-13.00h; 14.00h-18.30h) e Lumiar (16.00h-18.30h); Dia 30, Fátima (9.00h-23.00h), S. João de Deus (9.30h-23.00h) e Alto do Lumiar, (9.30h-12.00h; 17.00h-18.30h).

Recolecções neste mês

 5ª Feira, Dia 08: Senhoras; 19.15h

 3ª Feira, Dia 13: Homens; 19.15h

Ausências de sacerdotes neste mês

P. Rui: De 02, 6ª F. a 04, Dom.: Pregação de um retiro espiritual

P. João Campos: De 22, 5ª F. a 25, Dom: Pregação de retiro espiritual

Cursos e outros eventos

Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)
Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h: Dia 07: O Sacramento da ConfirmaçãoIII; Dia: 21- Os outros Sacramentos instituídos por Jesus Cristo

Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos) Aulas: 5ª Feira
Dia 15,19.15h ou 21.30h: Unção dos Doentes e Ordem

Conhecer a Bíblia:
Dia 14,4ª Feira: 21.30h: Santidade e Unidade dos dois Testamentos. Interpretação

Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas): 3ªs Feiras, 19.15h; Dia 06: Os outros Sacramentos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo; Dia 20. A Eucaristia: meta de todos os Sacramentos

Colóquio sobre o Santo Sudário de Turim (Aponta-se como sendo o sudário que envolveu o Corpo de Jesus no sepulcro, após a sua Morte na Cruz): Dia 21, 4ª Feira, 21.30hSalão da Igreja (Orientação de Padre João Campos)

AGRUPAMENTO Nº 683 DE TELHEIRAS


   Actividades neste mês:
16 (6ª F.) – 18 (Dom.):  Participação do Clã no acampamento do Cenáculo do Núcleo;
17, Sáb: Actividade conjunta da Alcateia e Expedição ao Jamor;
14, Sáb.: Actividade de espeleologia da comunidade

Baptismos neste mês

Sábado, Dia 10, 15.00h: Maria Pimentel de Oliveira Vala; 

Sábado, Dia 24, 11.30h: Francisco Fatela

Curso de Noivos em Março

     Este curso é organizado pela Paróquia em parceria com CENOFA - Centro de Orientação Familiar. As inscrições podem ser feitas directamente na Secretaria da Paróquia ou em CENOFA (www. cenofa.org). Agradece-se a divulgação desta iniciativa entre pessoas que pensem casar brevemente.
       
   O curso vai realizar-se nas tardes dos dias 17, sábado e 18, domingo.

Coisas práticas: A SANTA MISSA (IV)



   No Cenáculo, Jesus antecipou sacramentalmente a morte e a ressurreição que actualiza ao longo dos tempos na Missa, também de modo sacramental: o coração foge para lá.

   “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo” pelos dons da criação que entregamos e que se converterão no seu Corpo e Sangue. Para simbolizar todos – materiais e espirituais – Jesus escolheu dois alimentos, elaborados pelo homem: “frutos da terra e do trabalho do homem”.

   Escolheu o pão e o vinho, um básico e outro mais característico da alegria das festas. Não se trata só de sobreviver mas da razão de ser da nossa existência, da Vida eterna: “Venho para que tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Jo 10,10), disse Jesus.

   "Neste gesto humilde e simples, encerra-se um significado muito grande: no pão e no vinho que levamos ao altar, toda a criação é assumida por Cristo Redentor para ser transformada e apresentada ao Pai" (Bento XVI, Sacramentum caritatis, 47).

   A Missa é holocausto, sacrifício universal, cósmico, onde se restitui a Deus a criação afastada pelo pecado, por meio dos fiéis em união com Cristo. É resgate de todas as tribos e línguas e povos e nações (cf. Ap 5,6).

   “Levamos ao altar também todo o sofrimento e tribulação do mundo, na certeza de que tudo é precioso aos olhos de Deus. Este gesto não necessita de ser enfatizado com descabidas complicações para ser vivido no seu significado autêntico. Permite valorizar a colaboração originária que Deus pede ao homem para realizar nele a obra divina e dar assim pleno sentido ao trabalho humano que, através da celebração eucarística, fica unido ao sacrifício redentor de Cristo” (Bento XVI, Sacramentum caritatis, 47).

   Compete aos cristãos conseguir que o Evangelho ilumine os ambientes de trabalho, familiares e sociais, elevando Cristo ao cume de todas as actividades da terra. Por outro lado, tudo o que é recto na vida da humanidade faz parte da oferenda, é "hóstia viva, santa, grata a Deus: este é o vosso culto racional" (Rom 12,1). Do lugar onde estivermos, podemos colocar o que fazemos na patena e no cálice dando-lhe relevo sobrenatural, valor corredentor. Assim Jesus irá juntando a Si tudo o que de bom vá surgindo até ao Fim do Mundo.

   Graças ao sacerdócio comum, baptismal, a entrega de cada fiel é assumida na de Cristo, e "Deus Pai, ao olhar a oferenda da Cabeça unida ao Corpo místico, não quer distinguir entre Jesus e nós: em tudo contempla o amor e a obediência do Filho muito amado, em que sempre se compraz" (cf. Vivir la Santa Missa, Javier Echevarría, pág. 85).

   O que se possa unir ao sacrifício de Cristo é como gotas de água que se unem ao vinho e pouco o alteram mas, na Missa, são o que a petição do celebrante diz em voz baixa, ao deitá-las no cálice: “Pelo mistério desta água e deste vinho sejamos participantes da divindade d’Aquele que assumiu a nossa humanidade". Deus quer tornar-nos uma só coisa com Ele para nos conduzir ao Pai por meio do Paráclito. Daí provém a fortaleza necessária para a coerência cristã, quer nos martírios, quer nas circunstâncias da vida corrente.

   Perante tanta grandeza, brotam sentimentos de humildade que a oração do celebrante explicita quando se inclina dizendo em voz baixa: "De coração humilhado e contrito sejamos recebidos por Vós, Senhor. Assim o nosso sacrifício seja agradável a vossos olhos". E depois, purificando os dedos: "Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado".

   Por fim, antes da Oração final, um diálogo vem lembrar a importância de uma participação intensa de cada um para se identificar com Cristo: "Orai, irmãos, para que o meu e vosso sacrifício seja aceite por Deus Pai todo-poderoso". E, a uma só voz e pondo-se de pé, como sublinhando a sua plena participação na acção litúrgica, a resposta: "Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja".

Funcionamento da paróquia

a) Abertura da Igreja:
1) Durante a semana:

De 2ª Feira a 6ª Feira: 11.00h-13.00h;16.00h-19.30h; Sábados: 17.00h-19.30h

2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 9.30h13.00h; 17.00h-20.00h

b) Horário de Missas:

1) Durante a semana: De 2ª a Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados: 18.30h

2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h
Obs. – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição
e Bênção com o Santíssimo Sacramento


c) Atendimento de Secretaria:

3º Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h


d) Confissões:
Sempre que a Igreja se encontre aberta e alguém o solicitar. No caso de não se encontrar nenhum sacerdote no confessionário, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença. O horário habitual de atendimento dos diversos sacerdotes está disponível em http://portadoceu.com.sapo.pt/Confissoes.htm