3 de maio de 2011

DO TESOURO DA IGREJA:

MARIA, MÃE DA IGREJA E ADVOGADA DOS FIÉIS – Papa Paulo VI (13/05/67)

Por ocasião das cerimónias religiosas que têm lugar neste dias em Fátima, Portugal, em honra a Virgem Mãe de Deus (...) desejamos mais uma vez chamar a atenção de todos os filhos da Igreja para o inseparável vínculo que existe entre a maternidade espiritual de Maria e os deveres que têm para com Ela os homens resgatados.

Julgamos ser de grande utilidade para as almas dos fiéis considerar duas verdades muito importantes para a renovação da vida cristã

A primeira verdade é esta: Maria é Mãe da Igreja, não só por ser Mãe de Jesus Cristo e sua íntima colaboradora na nova economia da graça, quando o Filho de Deus n’Ela assumiu a natureza humana para libertar o homem do pecado mediante os mistérios da sua carne, mas também porque brilha à comunidade dos fiéis como admirável modelo de virtude.

Depois de ter participado no sacrifício redentor de seu Filho, e de maneira tão íntima que mereceu ser por Ele proclamada Mãe (...) do género humano (...). Ela continua a desempenhar a sua função materna de cooperadora no nascimento e de desenvolvimento da vida divina em cada alma dos homens remidos.

Mas de que modo coopera Maria no crescimento da vida da graça dos membros do Corpo Místico? Antes de tudo, pela sua perseverante oração incessante, inspirada por uma ardentíssima caridade. (...) não esquece os seus filhos que caminham, como Ela outrora, na peregrinação da fé; pelo contrário, contemplando-os em Deus e conhecendo bem as suas necessidades, em comunhão com Jesus Cristo que está sempre vivo para interceder por nós, deles se constitui Advogada, Auxiliadora, Amparo e Medianeira.

No entanto, a cooperação da Mãe da Igreja (...) não consiste apenas na sua intercessão junto do Filho. Ela exerce sobre os homens remidos outra influência importantíssima: a do exemplo, segundo a conhecida máxima: as palavras movem, o exemplo arrasta.

(...) Mas nem a graça do divino redentor nem a poderosa intercessão de sua e nossa Mãe espiritual poderiam conduzir-nos ao porto de salvação, se a tudo isso não correspondesse a nossa perseverante vontade de honrar Jesus Cristo e a Virgem Mãe de Deus com a fiel imitação das suas sublimes virtudes.

É, pois, dever de todos os cristãos imitar religiosamente os exemplos de bondade que lhes deixou a Mãe do Céu. É esta a segunda verdade sobre a qual nos agrada chamar a vossa atenção. É em Maria que os fiéis podem admirar o exemplo que lhes mostra como realizar, com humildade e magnanimidade, a missão que Deus lhe confiou a cada um neste mundo, em ordem à eterna salvação e do próximo.

(...) A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus anuncia estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de modo semelhante

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Paulo VI, Exortação Signum Magnum, dia 13 de Maio de 1967.( In: AAS 56, 1967 , 4-473.475)

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