2 de abril de 2011

Do Pároco

A Ressurreição de Cristo, fresco de Fra Angelico.
Depois de termos vivido os tempos penitentes da Quaresma, em que procurámos experimentar, através de uma mortificação mais intensa, a própria via dolorosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, surge o Domingo da Ressurreição (Domingo de Páscoa, neste ano no dia 24).

Toda a Quaresma está orientada para este momento fundamental da passagem do Mestre sobre a terra. Com ela, Jesus manifesta-Se Senhor da vida e Senhor da morte. Se foi Ele que deu origem à vida, com a criação, foi Ele também que nos garantiu que havemos um dia de ressuscitar, vencendo a lei da morte que Satanás trouxe ao mundo, como se observa no Livro da Sabedoria: “(...) Deus criou o homem para a imortalidade, e fê-lo imagem da sua própria natureza; mas pela inveja do demónio a morte entrou no mundo...” Sab 2, 23-24

Na verdade, com a sua palavra pérfida e enganadora, o espírito do mal – Jesus chamou-lhe com toda a propriedade, “pai da mentira” (Jo 8, 44) – convenceu os nossos primeiros pais que, no dia em que desobedecessem a Deus, ao contrário do que Ele lhes havia dito, em lugar de morrerem, passariam a ser completamente autónomos, ou seja, deuses de si mesmos. Iavé seria, assim, um ser inferior e mentiroso, que intimidaria o homem com a morte e o sofrimento, a fim de que ele sempre fosse dócil aos seus mandatos. Não deveria questioná-los, mas, pura e simplesmente, fiar-se deles e pô-los em prática.

Ao crerem mais em Satanás do que em Deus, Adão e Eva, após a falta original, ficaram perplexos, escravos do demónio e do pecado, que lhes trouxe a morte e o sofrimento. E a sua atitude mais notória foi a de fugirem de Deus, de Quem passaram a ter medo. Antes, o seu relacionamento com Ele era a de filho-Pai. A partir da desobediência, o teor da sua atitude para com Deus torna-se a de um escravo que teme o seu senhor, com receio do castigo que este pode infringir-lhe.

A misericórdia divina, porém, não abandona o homem. E depois de o recriminar pelo seu acto de orgulho e de desobediência, Deus promete que, da linhagem da mulher, há-de vir alguém, capaz de retirar o homem do poder de Satanás (Gén. 3, 15), a quem se entregou de modo orgulhoso e consciente, como se este fosse mais credível do que Deus e lhe desejasse um bem maior do que tudo o que Deus lhe tinha dado com a sua criação. Este Alguém é Jesus Cristo, Verbo de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que no seio de Maria Virgem, por especial graça do Espírito Santo – “da linhagem da mulher” – encarna, isto é, assume a natureza humana, a fim de a recapacitar para a recepção do maior bem a que pode aspirar: o reino de Deus, o Céu, o fim para o qual Deus a tinha destinado quando o criou. 

Por tudo isto, compreendemos a veemência com que S. Paulo lembra, numa das suas pregações, que a nossa fé seria vã se Cristo não tivesse ressuscitado. Efectivamente, a Ressurreição é o penhor da nossa vida eterna feliz. Cristo vence a lei da morte e promete-nos que havemos, no final dos tempos, de “imitá-Lo” também neste ponto: ressuscitaremos como Ele. E a nossa natureza, unidade de corpo e alma, voltará a ser uma realidade no gozo mais perfeito, porque participará da intimidade perfeitamente feliz da Santíssima Trindade, que nos saciará dum modo absoluto e não acabará.

Tenha-se presente que a nossa participação na felicidade celestial será, em parte, proporcional aos méritos que conquistemos na nossa vida terrena. No entanto, o Céu apresenta-se sempre como um dom de Deus, porque é um bem infinito e as nossas capacidades de mérito serão sempre muito inferiores àquilo que Deus tem reservado para os seus eleitos.

A alegria da Ressurreição será tanto mais atraente para nós, quanto mais puro for o estado de graça da nossa alma, para a qual tanto contribui a presença do Espírito Santo com os seus dons, na vida interior de relação de cada um com Deus. Se a Ressurreição é tempo da maior alegria, a Quaresma, que a precede, a prepara e a prenuncia, é tempo de purificação e de penitência. Daí que a Igreja, nossa Mãe, a quem Cristo encarregou de distribuir os benefícios de salvação que Ele conquistou para nós, peça aos seus fiéis que limpem a sua alma com uma boa confissão. Que alegria daremos a Deus com este acto de humildade e que alegre nos sentiremos nós, ao sacudirmos com decisão, através do meio adequado, tudo aquilo que nos dificulta a nossa relação com Deus, isto é, o pecado.

A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

A festa primordial dos cristãos é a Páscoa da Ressurreição, cuja celebração era primeiro "semanal”, tendo no Domingo o seu ponto de referência fundamental. Rapidamente, porém, surgiu, a partir do Oriente, a celebração anual. Ao princípio consistia numa longa vigília de oração que culminava na celebração da Eucaristia. Depois, incluiu-se a liturgia baptismal (fins do séc. II) e, mais tarde, o lucernário com a bênção do Círio (séc. IV).

Logo no início (também nos fins do séc. II) a alegria pascal já se prolongava por 50 dias, num "espaço de máxima alegria" diz Tertuliano; mais tarde solenizar-se-á a "Oitava" (finais de séc. IV) e o Pentecostes (sécs. VII-VIII).

A preparação para a Páscoa começou por ser de dois dias e, com o decorrer do tempo, chegou até aos 40 dias (séc. IV), começando na 4ª Feira de Cinzas (séc. VIII). A Quaresma, na sua dupla dimensão baptismal (recepção ou actualização do Baptismo) e penitencial (a conversão de vida), orienta-se a dispor os fiéis para a celebração do mistério num clima de atenta escuta da Palavra de Deus e incessante oração (cf. Vatic. II, SC 109).

Desemboca na Missa Crismal, da manhã de 5ª Feira Santa, em que o Bispo concelebra com todos os sacerdotes, manifestando-se assim a íntima união no único sacerdócio e no ministério de Cristo. Na celebração benzem-se os Santos Óleos (dos catecúmenos e da Unção dos Doente) e consagra-se o do Santo Crisma.

Desde tempos antigos, os dois dias anteriores, 5ª e 6ª Feira, uniam-se à Vigília da Páscoa no "tríduo sacro" ou "o sacratíssimo tríduo do crucificado, sepultado, e ressuscitado" (Santo Ambrósio e Santo Agostinho), que mais tarde se alargará aos dias precedentes, constituindo a chamada "Semana Santa", a partir do Domingo de Ramos. Actualmente o Tríduo inicia-se com a Missa vespertina de 5ª Feira “na Ceia do Senhor”.

A Semana Santa é o momento litúrgico mais intenso do ano. Estas solenidades pascais são o centro do ano litúrgico e fonte da nossa vida espiritual.

Não é um mero "recordar o passado" mas sim uma "realidade viva", celebrada e revivida: a "páscoa" ou "passagem" de Deus no meio do seu povo de Israel, e a "passagem” de Cristo, da morte à vida, para não mais morrer. São ritos de especial dignidade e singular força e eficácia sacramental para alimentar a vida cristã.

É um tempo propício para acompanhar Jesus com a nossa oração, sacrifícios e arrependimento das nossas faltas. O sacramento da Penitência ajuda-nos a morrer para o pecado e a ressuscitar com Ele no dia de Páscoa. Só assim se pode perceber a sua morte por nosso amor e o poder da sua Ressurreição, que é primícia da nossa.

Ausências de Sacerdotes neste Mês

P. João Campos: De 14, 5ª Feira a 20, 4ª Feira: Pregação de um retiro espiritual

P. Carlos Santamaria: De15, 5ª Feira a 21, 5ª Feira de manhã: Pregação de um retiro espiritual

Escuteiros – Agrupamento n. 683

Dia 2, Sábado 16.00h – Via Sacra – “Firma teus passos. Afirma a tua Fé. Fica o convite: Vem acompanhar com o pensamento e o sentimento os passos mais dolorosos da Paixão do Senhor; Dias 8/9/10/11: Acampamento de Expedição (Exploradores) em Benavente; Dias 9/10: Acampamento da Comunidade (Pioneiros) no CEADA, Arrábida; Acantonamento da Alcateia em Janes (Sintra); Dias 16 e 23 (Sábados): O Agrupamento está encerrado. Site.

SEMANA SANTA NA PARÓQUIA DE TELHEIRAS – ANO DE 2011

Dia 17, Domingo – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor (Começo da Semana Santa): Haverá Bênção dos Ramos nas Missas das 10.00h e 19.00h; PROCISSÃO DE RAMOS na Missa das 12.00h Tríduo Pascal Dia 21, 5ª FeiraSanta Durante a manhã: A Igreja estará fechada toda a manhã. Os sacerdotes estarão todos na Sé, na Missa Crismal (10.30h) presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca. Convida-se os paroquianos que desejarem a participar também. De tarde. A Igreja abre às 16.00h. Confissões: das 16.00h até às 23.00h. 19.00h – Missa da Ceia do Senhor. Do final da Missa até às 23.00h: Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor. 23.00h – Fecho da Igreja.

Dia 22, 6ª Feira Santa De manhã: 10.00h-12.30h: Adoração do Santíssimo Corpo do Senhor; Confissões. 12.30h – Fecho da Igreja. De tarde: 15.30h – Abertura da Igreja. Confissões: até às 17.00h. 16.00h – Celebração da Paixão do Senhor. No final desta Celebração: Fecho da Igreja. Dia 23, Sábado Santo 15.30h – Abertura da Igreja. Confissões até às 18.30h 18.30h – Fecho da Igreja. 22.00h – Vigília Pascal. Haverá a administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã, aos catecúmenos preparados pela Paróquia de Telheiras. Confissões durante a celebração. Dia 24, Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor Missas: 10.00h, 12.00h e 19.00h. Durante a Oitava da Páscoa: Visitas às casas dos paroquianos que o desejarem, mediante inscrição prévia.

RECOLECÇÕES MENSAIS

5ª Feira, 14: Senhoras: 19.10h

2ª Feira, 18: Homens: 19.10h

O que é uma recolecção?

CONFERÊNCIA: O SANTO SUDÁRIO é o lençol que, no sepulcro, envolveu o Corpo de Jesus Cristo?

Pelo P. João Campos, no Domingo, dia 10, às 15h; repetindo-se na 2ª Feira, dia 11, às 21.30h

REFLEXÃO QUARESMAL

No Domingo, dia 10, às 16.30, para ajudar a preparar a Páscoa, haverá um conjunto de pregações e tempo de oração diante do Santíssimo Sacramento solenemente exposto, terminando na Missa das 19h. Haverá confissões durante todo esse tempo.

CURSOS A DECORRER DURANTE O MÊS DE FEVEREIRO

De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)

  • Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h
  • Dia 06: A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade – O Espírito Santo
  • Dia 20: Os dons e os frutos do Espírito Santo

Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos)

  • Aula: 5ª Feira às 19.15h ou às 21.30h
  • Dia 07: A História e a Igreja

Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas)

  • Aulas: 3ªs Feiras, 19.15h:
  • Dia 05: Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro – II Parte
  • Dia 12: A Igreja Católica: Sua fundação por Cristo.
  • Dia 19: Preparação próxima para a recepção dos Sacramentos da Iniciação Cristã

FOLAR DA PÁSCOA

Como já é tradicional na nossa Paróquia, atribuiremos o Folar da Páscoa a várias dezenas de famílias carentes, numa altura em que a crise económica faz sentir cada vez mais a sua incidência sobre casais que ficam desempregados, têm na vida um desaire económico, etc.. E, nas circunstâncias actuais, é muito difícil superar uma situação de carência. Por isso, como costuma chamar-se, acorre à vossa generosidade – são os paroquianos quem contribui com o grosso das dádivas que nós podemos oferecer – a chamada “pobreza envergonhada”, a quem é muito difícil dizer que não. Como fechar os olhos a um pai, que não pode comprar os remédios que lhe foram prescritos, porque um filho ou os filhos necessitam de comer ou de dinheiro para os transportes com que se dirigem à escola?

A partir de hoje, as vossas ofertas de comida ou de dinheiro são recebidas de braços abertos, bem como as de roupas e brinquedos, estas menos prementes, de acordo com o que temos desde já para oferecer.

Serão, aproximadamente, 70 famílias as beneficiadas. A distribuição do FOLAR DA PÁSCOA far-se-á: 2ª Feira (10.00h-12.00h), dia 18, Roupas; 3ª Feira, (10.30h-12.00h), dia 19, Comida.

Contamos com a boa colaboração dos pais, professores e alunos do Colégio Planalto, a quem desde já, agradecemos a sempre sua prestimosa colaboração.

Precisamos de voluntários para as tarefas dos dias 19 e 20. Podem inscrever-se numa folha que se encontra no lugar habitual.

BAPTISMOS NESTE MÊS

Sábado, 09 – António e Alexandre Coelho Ganchas da Palma Vieira

Sábado, 16 – Nuno de Abreu Castelo Branco Campos

O SINAL LITÚRGICO V – Semana Santa: Liturgia

Domingo de Ramos - Celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando o povo O aclamou como rei messiânico, com cânticos e ramos de árvores. A procissão litúrgica dirige-se para a igreja com cânticos, depois da bênção dos ramos, que todos levam nas mãos, e da leitura de um texto do Evangelho. Apesar de tanta alegria era através da sua Paixão e Morte que o Senhor caminhava para a glória da Ressurreição: a leitura evangélica é um relato da Paixão.

Quinta-Feira Santa - A liturgia recorda a Última Ceia em que Jesus lavou os pés aos apóstolos como exemplo de serviço a imitar. O celebrante repete o gesto na celebração. O Senhor instituiu a Eucaristia nessa ocasião e saiu com eles para o Horto das Oliveiras, entrando pela noite a rezar até ser preso. Em procissão o Santíssimo Sacramento é levado para o lugar da sagrada reserva onde fica em adoração até ao dia seguinte: a companhia que agora lhe podemos fazer quer desagravar e compensar a que Lhe faltou naquela noite e noutros momentos e agradecer a sua Presença. Há um costume antigo de percorrer nessa noite várias igrejas e visitá-l’O.

Sexta-Feira Santa - Duas leituras sobre o Cordeiro pascal preparam a leitura da Paixão segundo S. João, único apóstolo que esteve junto à Cruz. Aí acompanhou o sacrifício d'Aquele que era o verdadeiro Cordeiro que tira os pecados do mundo. Os conteúdos das petições solenes que se seguem (talvez do séc. I) sublinham o fruto universal alcançado pela Paixão. Segue-se a liturgia da Adoração da Cruz que é como uma agradecida resposta ao convite que nos fez de pegarmos na cruz de cada dia e de O seguirmos. Em Cristo, também em nós a dor e sofrimento do vencimento próprio são semente de vitória e de corredenção. Genuflecte-se diante da Cruz.

Sábado Santo - O Corpo morto do Senhor permaneceu no sepulcro. Recorda-se o pesar de todos. E a expectativa de fé na espera da Ressurreição, bem forte na Mãe de Jesus. É um dia sem liturgia.

Vigília e celebração da Páscoa - A celebração da “Vigília Pascal”, já depois do sol se pôr, lembra que a Ressurreição foi durante essa noite, antes de nascer o Sol, altura em que o sepulcro já está vazio. O “lucernário” ou “liturgia da luz” recorda que a Verdade de Cristo iluminou as trevas do erro que enchiam a terra.

Acende-se um fogo fora da igreja, como símbolo do “fogo e luz de Deus”, de que Cristo é portador. A “procissão” lembra a travessia no deserto na primeira páscoa, em que o povo de Israel foi guiado por uma coluna de fogo e o seguir de Cristo anunciado. As velas de todos acesas no Círio manifestam que são filhos da luz, a luz que veio de Cristo: a luz do mundo.

No Círio gravam-se uma cruz, os números do ano, a primeira e a última letra do alfabeto grego (um Alfa e um Ómega) e colocam-se 5 grãos de incenso significando as Chagas gloriosas: delas nos brotou de Cristo toda a salvação.

Se a “cruz” que se grava é símbolo da humanidade de Cristo, por ser sinal da sua morte, as letras “Alfa e Ómega” apontam a sua natureza divina, que O faz atravessar o tempo, do princípio ao fim. O “ano” exprime o tempo transcorrido desde o acontecimento pascal inicial. E uma vez aceso, o “Círio” simboliza Cristo ressuscitado, que dissipa as trevas do coração e do espírito.

O “pregão pascal” (proveniente talvez de Santo Ambrósio) é uma poética composição de louvor e acção de graças pelos feitos antigos e pela Redenção e petição para a vida da Igreja e pela paz do mundo.

Na Liturgia da Palavra, os textos recordam todos os bens recebidos desde a criação e expandem-se em louvores e "Aleluias" porque pela Morte e Ressurreição Jesus nos remiu e abriu a vida eterna.

Segue-se a liturgia baptismal com a ladainha, bênção da água e baptismos. A renovação das promessas baptismais lembra a todos que O Baptismo não é uma realidade que passou, mas algo que abarca toda a vida cristã, intensiva e extensivamente.

A liturgia eucarística é o momento central onde se torna presente o mistério pascal.

Até ao séc. IV, como celebração da Ressurreição, só existia esta Missa que terminava ao amanhecer de Domingo. Mas a partir de então começou a haver outra Missa já de dia.

Domingo da Ressurreição - É o dia mais alegre em que se manifestou como Cristo venceu a morte e nos deu a Vida: o mal não pode ter nunca a última palavra. Lembra a liturgia como o Senhor quis aparecer muitas vezes nesse dia num esforço em convencer os discípulos de que tinha mesmo tornado à vida, tentando apagar neles a dor que sofreram ao vê-lo morrer.

A "Oitava da Páscoa", no início dos 50 dias do Tempo pascal, é uma evocação continuada da Ressurreição do Senhor, através da leitura das diversas aparições narradas pelos quatro evangelistas. Os dias celebram-se como solenidades do Senhor. Nos restantes dias pascais prossegue a mesma festa, abarcando a Ascensão e terminando na Vinda do Espírito Santo no Pentecostes, como um “grande Domingo”.