26 de janeiro de 2011

Exibição de filme recomendado: 6ªf às 21h30, Alvaláxia

Continuação do ciclo cinematográfico iniciado em 2010 com “Bella”, agora é a vez de “Amazing Grace”, sobre a vida de William Wilberforce, um político cristão e temente a Deus, e a sua luta pela abolição da escravatura na Inglaterra do século XVIII. Realizado por Michael Apted em 2007, trata-se de um filme fascinante e inspirador.
Sessão única na próxima 6ª feira, dia 28 de Janeiro, às 21h30, no cinema Alvaláxia ZonLusomundo (estádio do Sporting Clube de Portugal).

Evento na rede social Facebook.

1 de janeiro de 2011

Do Pároco

Muita companhia nos deve ter feito Nossa Senhora durante esta quadra de Natal, em que a sentimos exercer as suas funções maternais sobre Jesus, com um carinho e amor semelhante àquele que nós experimentámos, quando éramos pequenos, junto da nossa mãe.

Maria mostrou-nos como é bom haver uma família, onde a solidariedade nasce espontaneamente, porque é uma consequência do amor que os seus membros vivem entre si. Primeiro, o amor comanda os sentimentos e depois nascem todos os gestos, modos e costumes que tornam o ambiente familiar num remanso de alegria, de mútua confiança e também de compreensão.

Sentimos pressa de chegar a casa quando a contrariedade ou o cansaço de uma jornada intensa debilita a nossa capacidade de conviver. No lar, porém, sabemos que nos vão deixar descansar. Mais: querem que descansemos para reabilitarmos forças e voltarmos a ser as pessoas que tão bem conhecem e estimam na sua plenitude de possibilidades.

O que fazia a Sagrada Família, Jesus, Maria e José, para que a sua casa fosse um remanso de paz e de alegria? Não eram ricos nem poderosos, humanamente falando. Quando foram a Belém e aconteceu a hora de Maria dar à luz o Verbo Encarnado, ninguém quis saber da sua aflição, desde o estalajadeiro aos eventuais parentes de José que havia nessa cidade, a cidade berço do rei David, de quem o marido de Nossa Senhora era um dos muitos descendentes. Mas todos, cada um a seu modo, procurava o bem dos outros. Não foi a Virgem Santíssima tão pródiga em socorrer a sua prima Isabel, ao saber que esta, na sua velhice, esperava um descendente, objecto da sua oração constante durante toda a vida? E José não procurou preservar a honra e a boa fama da esposa, quando soube que o Espírito Santo trouxera às suas entranhas o Salvador do mundo? E Jesus, que aprendeu com os pais a ser generoso e amigo de todos, não se deixou morrer na Cruz para a nossa salvação, com um esquecimento completo de Si mesmo e das suas prerrogativas?

O fundamento desta atitude radicava no amor a Deus, que quer que os seus filhos se tratem como Ele nos trata: com amor, com exigência e compaixão. Lembremos as parábolas do filho pródigo e do bom samaritano. No primeiro caso, descobrimos que o amor que Deus nos tem se alicerça numa capacidade de perdoar radical e rápida. O espírito divino não conhece outra linguagem mais apropriada para nos tratar do que o perdão constante. Se o justo, como diz a Escritura, peca sete vezes por dia – o próprio Senhor citou estas palavras – Deus, como que se adapta às nossas frequentes fraquezas e desculpa-nos até setenta vezes sete. No segundo, aprendemos como o Senhor acrescenta à sua justiça infalível e perfeita, uma misericórdia que nos arroupa com carinho e zelo paternal. A festa do regresso do filho pródigo é uma verdadeira festa do perdão.

A vida familiar deve ter estas características. É nela que os pais e os filhos se santificam e santificam os que compartilham, dia e noite, o mesmo tecto, a mesma mesa, os mesmos feitos, as mesmas alegrias e tristezas que, ao serem de um, pertencem a todos, tal como uma iguaria que se apresenta numa refeição.

Quando Jesus nasce, tal como numa família cristã, a satisfação aumentou. José e Maria vêem nessa realidade nova que começam a viver no presépio de Belém, uma prova de que Deus confia à sua guarda a educação de Jesus, o Deus feito homem. É uma manifestação da confiança divina na sua capacidade de ensinar e ajudar a crescer Quem, mais tarde, com o seu Sacrifício violento e tremendamente injusto, vai abrir de novo as portas do Céu aos homens de todos os tempos.

Cada filho que nasce é também uma lição evidente das virtualidades dos seus pais e da sua família para tornarem uma criança inerme, no futuro, um ser humano honrado, honesto e bom cristão. A sua alma é esperada no Céu pelo nosso Pai Deus com a satisfação de poder tornar feliz para sempre essa criatura. Para tal finalidade a trouxe à existência.

Oxalá que cada família cristã tenha como exemplo e modelo a Sagrada Família de Nazaré.

Imagem: Sagrada Família

BENTO XVI: Os Magos

«Queridos irmãos e irmãs!

Com alegria, hoje celebramos a Epifania do Senhor, isto é, a sua manifestação aos povos do mundo inteiro, representados pelos Magos que vieram do Oriente para homenagear o Rei dos Judeus. Ao observar os fenómenos celestes, estas misteriosas personagens viram surgir uma estrela nova e, instruídos também pelas antigas profecias, reconheceram nela o sinal do nascimento do Messias, descendente de David (cf. Mt 2, 1-12). Desde o seu primeiro surgimento, então, a luz de Cristo começa a atrair a si os homens "que Deus ama" (Lc 2, 14), de todas as línguas, povos e culturas. É a força do Espírito Santo que suscita os corações e as mentes a buscar a verdade, a beleza, a justiça e a paz. É quanto o Servo de Deus João Paulo II afirma na Encíclica Fides et ratio: "O homem encontra-se num caminho de busca, humanamente infindável: busca da verdade e busca de uma pessoa em quem poder confiar" (n. 33): os Magos encontraram ambas essas realidades no Menino de Belém.

Os homens e as mulheres de todas as gerações, na sua peregrinação, têm necessidade de ser orientados: então, que estrela podem seguir? Depois de pairar sobre "o lugar onde estava o Menino" (Mt 2, 9), a estrela que guiou os Magos concluiu a sua função, mas a sua luz espiritual está sempre presente na palavra do Evangelho, que também hoje é capaz de guiar todos os homens até Jesus. Essa mesma palavra, que não é senão o reflexo de Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, é ressoada competentemente pela Igreja em cada alma bem disposta. Por conseguinte, também a Igreja desempenha a missão da estrela em prol da humanidade. Mas algo semelhante pode-se dizer de cada cristão, que é chamado a iluminar com a palavra e o testemunho da vida os passos dos irmãos. Como é importante então que nós, cristãos, sejamos fiéis à nossa vocação! Todo o crente autêntico está sempre a caminho no próprio e pessoal itinerário de fé e, ao mesmo tempo, com a pequena luz que traz dentro de si, pode e deve servir de ajuda para quem se encontra ao seu lado e, talvez, sente dificuldade de encontrar a estrada que conduz a Cristo. (...)»

AUSÊNCIA DE SACERDOTES NESTE MÊS

P. João Campos: de dia 2 a 8 - Pregação de um retiro

P. Carlos Santamaria: de dia 2 a 8 - Curso de reciclagem

CATEQUESE

Recomeçam as aulas no dia 3, 2ª Feira, seguindo o calendário escolar do nosso país. Também no dia 9, Domingo, 10.00h, voltarão as crianças da Catequese à sua Missa habitual dos Domingos.

Haverá reuniões de pais nas seguintes datas:

2ª Feira, dia 10, 19.15h – Pais dos alunos das 5ªs Feiras e Domingos;

2ª Feira, dia 24, 19.15h – Pais dos alunos das 2ªas Feiras e Sábados de manhã

CURSOS A DECORRER DURANTE O MÊS DE JANEIRO

De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)
  • Aulas: 4ªs Feiras, 19.15h:
  • Dia 05: Os Sacramentos da Iniciação Cristã;
  • Dia 19: Os outros Sacramentos que Jesus Cristo instituiu
  • Aula: 5ª Feira, 19.15h com repetição às 21.30h :
  • Dia 20 – Deus Trino: um Amor que se dá
Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas)
  • Aulas: 3ªs Feiras, 19.15h:
  • Dia 04: A Santíssima Trindade
  • Dia 11: A Criação
  • Dia 25: A elevação sobrenatural do homem e o pecado original

RECOLECÇÕES MENSAIS

  • 5ª Feira, 13: Senhoras: 19.10h
  • 2ª Feira, 17: Homens; 19.10h

Para que servem as recolecções?

CABAZ DO NATAL – No mês passado

Certamente que o Cabaz do Natal é já uma tradição na nossa paróquia. Neste ano, a generosidade dos paroquianos foi bem notória, excedendo todas as expectativas. Conseguiu-se com isso dar mais conforto a mais de sessenta e cinco famílias carecidas. Como se noticiou no passado mês, houve as seguintes modalidades:

  • Dia 21, 3ª Feira: Distribuição de roupa
  • Dia 22, 4ª Feira: Distribuição dos Cabazes de Natal (géneros alimentícios)
  • Dia 23, 5ª Feira: Almoço de Natal no refeitório do Colégio Planalto.

A esta instituição queremos agradecer a sua prestimosa colaboração que, através dos seus pais, professores e alunos, permitiu melhorar substancialmente os nossos cabazes e contribuir com o almoço para dar ainda mais alegria aos que nele se inscreveram. Muito e muito obrigado!

O que sobrou, após a confecção dos Cabazes, foi entregue à Comunidade das Irmãs do Bom Pastor (Lar Maria Droste), nossas paroquianas.

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES EM JANEIRO

Recomeçam as actividades a 8 de Janeiro, Sábado, incluindo a Catequese. Dia 15, Sábado: Comemoração da fundação do Agrupamento.

http://agr683.cne-escutismo.pt/

BAPTISMOS NESTE MÊS

Dia 08, Sábado, 11.00h: Maria Teresa de Sousa Pinto Nolasco Palma

O SINAL LITÚRGICO (II)

BATER NO PEITO

É sinal de arrependimento pelos pecados cometidos e de humildade. Assim aparece nos Evangelhos nos gestos de um publicano numa parábola (Lc 18, 13) e no do centurião na crucifixão (Lc 23, 47). Trata-se de um gesto muito comum entre os povos antigos.

O bater no peito está prescrito actualmente no acto penitencial do início da Missa.

Já não está mandado, como antes, no “Cordeiro de Deus” e no "Senhor, eu não sou digno”.

LEVANTAR OS OLHOS AO CÉU

É um sinal de súplica confiada a Deus que Jesus usou muitas vezes, por exemplo: na multiplicação dos pães, ao começar a pregação das bem-aventuranças, na oração prévia à Ressurreição de Lázaro (Jo 11, 41), antes de curar um surdo mudo (Mc 7, 34) e na oração sacerdotal (Jo 17, 1). Pensa-se que Jesus o tenha feito no momento da instituição da Eucaristia, embora não esteja registado nos Evangelhos. A Oração Eucarística I ou "Cânon Romano", já na sua fórmula mais primitiva, recolhe a tradição e assim o prescreve ao celebrante.

UNÇÃO

A liturgia emprega-a muitas vezes. Não tem origem cristã, pois era conhecida e usada pelos semitas e povos do mediterrâneo. Aparece duas vezes no Rito do Baptismo, uma com sentido de “exorcismo” (unção com o óleo dos catecúmenos) e outra “sacerdotal” (crismação na cabeça). Na Confirmação pertence à estrutura essencial do sacramento que confere o Espírito Santo. Também é essencial na Unção dos Doentes, simbolizando a força da graça que realiza a cura total. Na Ordem, explicita a unção interior realizada pelo sacramento.

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS

É antiquíssima e comum a muitas religiões. No Antigo Testamento estava prescrita no culto sacrificial. Jesus Cristo usou-o muitas vezes para realizar milagres e abençoar. Os Actos dos Apóstolos recordam em bastantes ocasiões que era um gesto realizado pelos Apóstolos para pedir a acção do Espírito Santo sobre os baptizados e no rito de ordenação sacerdotal.

A liturgia usa-o muito, por exemplo: na celebração eucarística – na epiclese antes da Consagração –, na Penitência, nos ritos da ordenação, na Confirmação, etc. Nos ritos de catecúmenos dos primeiros séculos tem sentido de exorcismo.

MÃO ELEVADAS E ESTENDIDAS

Levantar e estender as mãos ao rezar exprime os sentimentos da alma que procura e espera o auxílio do alto. É gesto quase universal na história das religiões. Foi praticado pelo povo judeu e entre os primeiros cristãos esteve muito difundido, segundo se depreende das imagens do “orantes” das catacumbas e do testemunho de Tertuliano.

Actualmente aparece na liturgia como reservado ao ministro que celebra a Missa (durante as orações, especialmente a Oração Eucarística) ou realiza acções de consagração, bênção, etc.

MÃOS QUE DÃO E RECEBEM A PAZ

Erguer o punho fechado contra alguém é sinal de violência e de luta. Pelo contrário, as mãos estendidas, abertas e acolhedoras simbolizam a atitude de um coração pacífico e fraterno, que quer comunicar alguma coisa de pessoal e se dispõe a acolher o que lhe seja oferecido. Realizado entre duas pessoas é gesto expressivo do profundo sentimento de querer assegurar a paz, comunicá-la ao outro ou restabelecê-la.