5 de dezembro de 2011

Do Pároco

       Começámos já, no final do passado mês de Novembro, o tempo de Advento.

      É tempo de expectativa e, portanto, de preparação para a vinda do nosso Salvador, que, anualmente, nos brinda com a festa do seu aniversário, no próximo dia 25 de Dezembro.

     De alguma forma, esta quadra litúrgica faz-nos lembrar os milhares de anos que se viveram entre os homens, especialmente entre o povo de Israel, esperando com ansiedade o Messias, que encarnou, sofreu e morreu pelos homens, a fim de que estes pudessem de novo ser herdeiros do fim para que Deus nos criou, o Céu. 

   Perdido pelo pecado dos nossos primeiros pais, não eram as nossas forças naturais, também proporcionadas por Deus, que nos poderiam fazer lá chegar. Foi preciso o sacrifício de Cristo, com o valor infinito que ele alcançou, para que as portas celestiais se nos abrissem. 

     A criança inerme que vemos nascer em Belém, num presépio rude e frio, é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que assume a nossa natureza, a dignifica com a sua Encarnação, e a redime com tudo o que quis sofrer na sua Paixão e Morte.

      Preparar bem o Natal é um acto de agradecimento sincero da nossa parte e, simultaneamente, de boa educação para com Quem Se ofereceu de modo tão radical pela nossa salvação. Deve ser um “obrigado” muito íntimo e verdadeiro, que saia do nosso coração com a veemência de quem se sente verdadeiramente grato ao Deus que encarna e ao Deus que nos redime. Como preparar bem o próximo Natal nestes dias de Advento que o antecedem?

      A primeira atitude deve ser um espírito de exame forte, que nos faça ver, tanto quanto nos for possível com os olhos do Espírito Santo  que nos santifica, o estado das nossas relações com Deus. A Ele devemos tudo, nada do que temos ou somos é independente da providência habitual de Deus. Observava um pensador cristão do século passado, Jacques Leclerc, que ser criatura – o nosso caso - é ter tudo emprestado pelo criador. A ele tudo devemos. Como não Lhe estar agradecido?

     Faço habitualmente a vontade de Deus? Procuro-O nas diversas circunstâncias do meu dia a dia, sabendo perscrutar a sua presença nas azáfamas do meu trabalho, nas minhas relações com os outros, nos deveres habituais para com os meus familiares, amigos ou simples conhecidos? Na vida de família ajudo os outros a cumprir as suas obrigações? Procuro criar, à minha volta, um clima de paz e de tranquilidade, ou, pelo contrário, vivo egoisticamente o meu tempo, as minhas coisas, os meus recantos, as minhas manias?

      A presença de Nossa Senhora e de S. José devem ser constantes não só nas minhas orações, mas também nas coisas normais do meu quotidiano, pensando no seu exemplo e solicitando a sua ajuda. Trata-se de pessoas humildes e normais, generosas em tudo o que fazem, solícitas para quem necessita da sua ajuda. Nos dois casos, a santidade nasce  como um reflexo da sua vida quotidiana, onde tudo é normal. Maria é dona de casa e mãe de Jesus; José ocupa as funções de chefe de família, consoante os usos do seu tempo. A Pessoa divina de Jesus por ambos Se deixa educar na humildade, na laboriosidade e no Amor a Deus. Não precisam de ensinar muitas coisas: Jesus aprende mais com o trabalho doméstico bem feito de Maria e com a  seriedade e honradez profissional de José como artesão, do que com muitas palavras explicativas. O exemplo falava por si e era o melhor dos educadores. 
      Procuremos ler e aprofundar, nestes tempos,  os Evangelhos da infância de Jesus. Neles descobriremos o essencial para sermos cristãos devotos, humildes, honestos e trabalhadores. E, certamente, limpando da nossa consciência toda a poeira que o caminho da vida nos traz, recorrendo ao Sacramento da Penitência. Quanto e quanto não eleva o nosso amor a Deus e  a Cristo o facto de expurgarmos da nossa consciência tudo o que nos afasta do Senhor. 

Bom Natal para todos!

Calendário litúrgico para o mês de Dezembro de 2011



Dia do Mês Dia Sem Celebração
 01 5ª F. 4ª Feira da I Semana do Advento (Feriado Nacional)
 03 Sáb S. Francisco Xavier; Presbítero, Padroeiro das Missões
 04 Dom II Domingo do Advento
 07 4ª F. St. Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja
 08 5ª F. Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Solenidade (1)
 11 Dom III Domingo do Advento
 13 3ª F. Sta. Luzia, Virgem e Mártir
 14 4ª F. S. João da Cruz, Presbítero e Doutor da Igreja
 18 Dom IV Domingo do Advento.
 25 Dom Natal do Senhor, Solenidade (1)
 26 2ª F. St. Estêvão, Primeiro Mártir, Festa
 27 3ª F. S. João, Apóstolo e Evangelista, Festa
 28 4ª F. Santos Inocentes, Festa
 31 Sáb. S. Silvestre I, Papa (Último Dia do Ano)
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(1) Dia Santo de Guarda

Do Tesouro da Igreja

  SERMÃO DE NATAL DE S. LEÃO MAGNO (Séc. V)

Hoje, caríssimos irmãos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida, uma vida que destrói o terror da morte e nos infunde a alegria da eternidade prometida.
Ninguém é excluído desta felicidade, porque é comum a todos os homens a causa desta alegria: nosso Senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio para nos libertar a todos. Alegre-se o santo, porque se aproxima a vitória; alegre-se o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; anime-se o gentio, porque é chamado para a vida.
Ao chegar a plenitude dos tempos, segundo os insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do género humano para a reconciliar com o seu Criador, de maneira que o demónio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que ele tinha vencido.
Por isso, quando nasce o Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a Deus nas alturas;  e anunciam: Paz na terra aos homens por Ele amados. Eles vedem, com efeito, como se levanta a Jerusalém celeste, formada pelos povos de toda a terra. Perante esta obra inefável da misericórdia divina, como não há-de alegrar-se o mundo humilde dos homens, se ela provoca tão grande júbilo nos coros sublimes dos Anjos?
Caríssimos irmãos, demos graças a Deus Pai, por meio de seu Filho, no Espírito Santo, porque na sua infinita misericórdia nos amou e teve piedade de nós: estando nós mortos pelo pecado, fez-nos viver com Cristo, para que fôssemos n’Ele uma nova criatura, uma nova obra das suas mãos.
Deponhamos, portanto, o homem velho com suas más acções e, já que fomos admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.
Reconhece, ó cristão, a tua dignidade. Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias com um comportamento indigno da tua geração. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Não esqueças que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz do reino de Deus.
Pelo sacramento do Baptismo, foste transformado em templo do Espírito Santo. Não queiras expulsar com as tuas más acções tão digno hóspede, nem voltar a submeter-te à escravidão do demónio. O preço do teu resgate é o Sangue de Cristo.
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Dos Sermões de S. Leão Magno, papa: (Sermo I, in Nativitate Domini, 1-3: PL 54, 190-193) 

Cabaz de Natal

      Como nos anos anteriores, vamos dar a famílias necessitadas – são perto de 75 – o CABAZ DO NATAL. Consta de distribuição de roupas, brinquedos e géneros alimentícios, que dê um pouco mais de conforto a quem  recebe, nesta quadra tão familiar e em momentos tão duros economicamente. 
        
        Neste ano, além da habitual colaboração do Colégio Planalto, contamos também com a ajuda do Colégio Alemão. Às duas instituições os nossos mais reconhecidos agradecimentos. A distribuição será feita: ROUPAS E BRINQUEDOS.: 3ª Feira, dia 20: 10.00h-11.30h; GÉNEROS ALIMENTÍCIOS: 4ª Feira, dia 21, 10.00h-11.30h.

MISSAS E OUTRAS ACTIVIDADES NA QUADRA NATALÍCIA:

Dia 24, Sábado (Véspera do Natal) : Missas – 12.15h, 18.30h (Vigília) e 23.00h (Missa doGalo”)

Dia 25, Domingo (Dia de Natal): 10.00h, 12.00h e 19.00h

Dia 1 de Janeiro de 2011, Domingo (Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus): Missas – 10.00h, 12.00h e 19.00h

CONFISSÕES DE NATAL:

     Para facilitar aos paroquianos a recepção do Sacramento da Reconciliação,  informa-se que na semana de 2ª Feira, dia 19, até 6ª Feira, 23,  procurar-se-á que, sempre que a Igreja se encontre aberta, haja um sacerdote no confessionário. No entanto, no caso de não se encontrar nesse lugar quando alguém o procurar, peçam na Secretaria a sua presença.

Recolecções neste mês

                Senhoras:    5ª Feira, Dia 08 - 19.15h
         
                Homens:      2ª Feira, Dia 19 - 19.15h

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS

a) Clínica Psiquiátrica de S. José – Irmãs Hospitaleiras do S.C.J: (Azinhaga da Torre do Fato, n. 8, Tel. 21725110) – De 2ª Feira a Sábado: 17.30h; Domingos: 10.00h.

b) Lar Maria Droste – Irmãs do Bom Pastor: (Tv. da Luz, 2, Tel. 217140086) – De 2º Feira a Sábado: 7.30h; Domingos: 8.30h.

c) Colégio Planalto (R. Armindo Rodrigues, n. 11 – Alto da Faia, Tel. 217541530) – De 2ª Feira a 6ª Feira: 7.50h. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados. Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

AUSÊNCIA DE SACERDOTES DURANTE ESTE MÊS


De dia 5, 2ª F., até ao final do mês: P. Rui 

CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS NA NOSSA PARÓQUIA NO DECURSO DESTE MÊS

1. CATECÚMENOS: 
Orientação: P. Rui Rosas da Silva; 3ªs Feiras, 19.15h. Dia 06 –A formação do povo judaico e a sua história -  1; As aulas recomeçarão em Janeiro de 2012, dia 3. 

2. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA: . 
Orientação: P. Rui Rosas da Silva:; 4ªs Feiras, 19.15h. Dia 07: Os Sacramentos da Iniciação Cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia. As aulas recomeçarão em Janeiro de 2012, Dia 04.

3. CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS. 
Orientação: P. João Paulo de Campos: 5ª Feira;  Dia 15, 19.15h ou 21.30h: A Eucaristia I

4 CURSO DE INTRODUÇÃO À BÍBLIA (Conhecer a Bíblia) – 
Dia 14, 3ª Feira, 21.30. Tema: Integridade da Bíblia

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS

   Dia 03, Sábado: Preparação para o ensaio para a apresentação do Presépio Vivo

  Dia 10, Sábado: Apresentação do Presépio Vivo, com acompanhamento de canções de Natal, na Estação de Metropolitano do Marquês de Pombal

  Dias 16 e 17, 6ª F. e Sáb.: Acantonamento da Alcateia. Lobitos

  Dias 15, 16 e 17, 5ª F., 6ª F. e Sáb.: Acampamento de Natal dos “Comunidade”. Pioneiros

  Dia 17, Sábado. Peregrinação a Fátima do Clã e noite de vigília para preparação dos compromissos de Caminheiros

Dia 20, Dom.: Acção de Serviço dos Caminheiros no Santuário de Fátima.

Baptismos e Casamentos neste mês

BAPTISMOS:

    Dia 03, Sábado, 12.00h: Joana Margalho Carrilho

   Dia 08, 5ª Feira, 16.00h: Teófilo de Oliveira

   Dia 10, Sábado, 12.00h: João Rafael Almeida, Rodrigo Peres Figueiredo e Madalena Monteiro Macedo

   Dia 17, Sábado, 11.00h : Matilde e Mariana Lopes

                            12.00h: Maria Leonor da Silva Pinto

CASAMENTOS:

   Dia 24, Sábado, 16.00h: Afonso Aguiar e Sara Ramalhete

Novena da Imaculada Conceição

Como nos anos anteriores, realiza-se entre os dias 30 de Novembro, 4ª Feira e 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. Nas Missas celebradas durante estes dias, as homilias versarão sempre temas relativos a Nossa Senhora

Peregrinação a Fátima

    Neste ano não se realiza a peregrinação anual a Fátima, por motivos de conveniência da programação das nossas actividades, na data habitual: 1 de Dezembro. Será realizada mais tarde, em data a anunciar proximamente.

COISAS PRÁTICAS: A SANTA MISSA (I)



     “É necessário, para uma frutuosa participação, esforçar-se por corresponder pessoalmente ao mistério que é celebrado, através do oferecimento a Deus da própria vida em união com o sacrifício de Cristo pela salvação do mundo inteiro”, escreveu Bento XVI, acrescentando: “Por este motivo, o Sínodo dos Bispos recomendou que se fomentasse, nos fiéis, profunda concordância das disposições interiores com os gestos e palavras; se ela faltasse, as nossas celebrações, por muito animadas que fossem, arriscar-se-iam a cair no ritualismo”. Concluía: “Assim, é preciso promover uma educação da fé eucarística que predisponha os fiéis a viverem pessoalmente o que se celebra” (cf. Sacramentum Caritatis, 64).


     Uma catequese mistagógica ajuda a penetrar cada vez mais profundamente nos mistérios celebrados se incluir a) “a interpretação dos ritos à luz dos acontecimentos salvíficos, segundo a Tradição viva da Igreja, que inclui a recapitulação de tudo em Cristo morto e ressuscitado; b) “introduzir no sentido dos sinais contidos nos ritos”, despertando e educando “a sensibilidade dos fiéis para a linguagem dos sinais e dos gestos que, unidos à palavra, constituem o rito”; c) “mostrar o significado dos ritos para a vida cristã em todas as dimensões que possui: trabalho e compromisso, pensamentos e afectos, actividade e repouso”, sem omitir a missão apostólica.


     Em Maio de 1964 dizia S. Josemaria: “Antes de mais, necessitamos de amar a Santa Missa, que deve ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos depois de continuar o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo ardente de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava?” (Cristo que passa, n.154).


PREPARAÇÃO PARA A MISSA


     O Baptismo torna capaz quem o recebe de se unir à entrega redentora de Jesus na Eucaristia, pois a graça dá uma participação na vida divina. S. Paulo di-lo aos primeiros cristãos: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (Gál 2, 20).


     1. Os frutos de participar no Sacrifício eucarístico exigem que nos apresentemos livres de pecado mortal e purificados o melhor que pudermos dos pecados veniais e de faltas, como que “embelezados” para um encontro de amor.


     2. Antes da celebração, o recolhimento e o silêncio permitem fomentar o desejo duma conversão e verdadeira reconciliação, que leve a uma vida orientada mais para os outros.


     3. Convém chegar com tempo, fazer um pouco de oração pessoal, fomentando o anseio de acompanhar Cristo no Calvário, já que no altar actualiza-se sacra mentalmente o mesmo e único Sacrifício redentor. Não sendo possível esta preparação, ao aproximar-se a hora, podemos fazer crescer tal desejo com actos de fé, de esperança e de amor.


     4. Será preciso então preparar-se para se meter a fundo nas cerimónias, a fim de captar profundamente o seu significado. O mero facto de ver aparecer o celebrante revestido dos paramentos litúrgicos, por exemplo, deve bastar para nos lembrar que vai actuar e falar “in persona Christi”, representando Cristo, de Quem é um instrumento inteligente e livre da sua acção redentora. E levar-nos-á a pedir que ele saiba pôr todo o seu ser ao serviço do ministério que Jesus lhe confiou.


     “Por vezes talvez nos perguntemos como será possível corresponder a tanto amor de Deus e até desejássemos, para o conseguir, que nos pusessem com toda a clareza diante dos nossos olhos um programa de vida cristã. A solução é fácil e está ao alcance de todos os fiéis: participar amorosamente na Santa Missa, aprender a conviver e a ganhar intimidade com Deus na Missa, porque neste Sacrifício se encerra tudo aquilo que o Senhor quer de nós” (Cristo que passa, n.154).


Obs. – Muitas destas sugestões encontram-se no livro: VIVIR LA SANTA MISA, de Javier Echevarría, Ed. Rialp; Madrid, 2010

Funcionamento da Paróquia de Setembro de 2010 a Junho de 20011

a) Abertura da Igreja:
1) Durante a semana :
De 2ª Feira a 6ª Feira:: 11.00h-13.00h;16.00h-19.30h; Sábados: 17.00h-19.30h
2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 9.30h13.00h; 17.00h-20.00h

b) Horário de Missas:
      1) Durante a semana: De 2ª a Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados: 18.30h

2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h
Obs – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição
e Bênção com o Santíssimo Sacramento.

  1. Atendimento de Secretaria:
3º Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h

d) Confissões:
Sempre que a Igreja se encontre aberta e alguém o solicitar. No caso de não se encontrar nenhum sacerdote no confessionário, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença. No próximo mês, forneceremos os horários usuais de confissões dos diversos sacerdotes.

e) Dados úteis:
Paróquia de Telheiras – Nossa Senhora da Porta do Céu; Estrada de Telheiras
Correspondência: Apartado 42076 1601-801 LISBOA; Telefone e Fax: 21 759 60 99
Telemóveis: Pároco (P. Rui) – 963 072 248; P. João (Vigário Paroquial) – 960070454;
NIF: 507115570 (Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Porta do Céu);

7 de novembro de 2011

Novidades

Neste mês de Novembro, há um novo curso doutrinal em destaque: o curso "Conhecer a Bíblia - curso de introdução à Sagrada Escritura".

Começará dia 9 de Novembro pelas 21:30 com uma sessão sobre "Revelação e livros da Bíblia" e terá uma sessão a cada mês, sempre às quartas-feiras, às 21:30, no salão da igreja. Será orientado pelos Pe.'s Carlos Santamaria, Enrique Calvo, João Paulo de Campos, e Rui Rosas da Silva. As inscrições são, como habitual, feitas nas folhas à disposição na mesa habitual.

No texto do pároco Pe. Rui Rosas da Silva, podemos ler um pouco sobre o significado litúrgico do mês de Novembro: Não é, verdadeiramente, o mês de Novembro o “mês dos mortos”, se por “mortos” entendermos aqueles que já deixaram esta vida e com os quais já não podemos conviver.
Em primeiro lugar,” mortos” não significa os que já não têm vida em sentido absoluto. Sabemos bem que a passagem deste mundo para o outro não é o fim da nossa existência. Como diria S. Josemaria, morrer significa mudar de casa e, pela misericórdia de Deus, estrear uma casa muito melhor do que a que tivemos na terra.(ler mais)





Do Pároco

Imagem – Dia de Todos os Santos

Não é, verdadeiramente, o mês de Novembro o “mês dos mortos”, se por “mortos” entendermos aqueles que já deixaram esta vida e com os quais já não podemos conviver.

Em primeiro lugar,” mortos” não significa os que já não têm vida em sentido absoluto. Sabemos bem que a passagem deste mundo para o outro não é o fim da nossa existência. Como diria S. Josemaria, morrer significa mudar de casa e, pela misericórdia de Deus, estrear uma casa muito melhor do que a que tivemos na terra.

A nossa alma imortal, quando se separa do corpo, comparece na presença de Cristo, que lhe indica a situação imediata e eterna que a espera. Jesus, o nosso melhor amigo, certamente que terá em conta todos os nossos esforços por correspondermos à graça que Ele nos conquistou na Cruz.

Por isso, ainda que haja uma despedida da vida terrena, a verdade é que a pessoa continua a viver, agora entregue aos cuidados da justiça divina, sempre unida à sua infinita misericórdia. A condição imortal da sua alma faz com que ela continue a sua existência na eternidade e seja receptiva a um convívio fraternal connosco, nomeadamente se connosco teve relações de amizade, de parentesco ou de conhecimento recíproco.

Neste convívio fraternal é possível estabelecer uma troca mútua de favores. Nesta ordem de ideias, eu posso rezar pela alma da pessoa que faleceu, pedindo ao Senhor, no caso de ela se encontrar ainda em período de purificação antes de entrar definitivamente no Céu, que abrevie essa etapa e, pelos seus méritos infinitos, a faça entrar na felicidade celeste o mais rapidamente possível. A oração que o Anjo de Fátima ensinou aos três pastorinhos exprime bem, na sua segunda parte, as possibilidades desta petição: “ (...) e livrai as almas do purgatório, principalmente as mais abandonadas”. Com estas palavras, Deus ensina-nos que devemos pedir por todas as almas do Purgatório. Isto é, que os méritos da nossa oração e dos nossos sacrifícios se aplicam a todos as almas que os necessitam.

A este movimento de “cá para lá”, pode dar-se um outro de reciprocidade. Se as almas das pessoas que nos deixaram estão vivas, conseguem obter de Deus muitos benefícios para os que ainda aqui labutamos na vida terrena, esperando o momento da chamada que Jesus nos fará, quando morrermos. As almas do Purgatório e, por maioria de razão, as que já se encontram no Céu, são intercessoras. São próximas de Deus, pelo que a sua caridade as leva a interessar-se pelos nossos destinos, pedindo ao Senhor constantemente pela nossa salvação.

E se, eventualmente, as nossas orações – por exemplo, uma Missa de sufrágio por uma alma –, a encontrar já no Céu, sem necessidade de que por ela se peça? É inútil? Perdemos o tempo? De maneira alguma! Os méritos dessa Missa vão directamente para as mãos de Cristo, que são as mãos da caridade por excelência. Ele os aumenta e os aplica pelas intenções que a sua sabedoria divina achar mais adequadas. Nada se perde; pelo contrário, damos oportunidade ao Senhor para realizar o bem e, ao mesmo tempo, sentimos o são “orgulho” de saber que Jesus não desaproveita a ocasião que Lhe oferecemos para exercitar a sua infinita bondade. E como nos ficará agradecido pelo que fizemos em prol dos que tanto beneficiaram com essa nossa iniciativa!

Aproveitemos, pois, este mês para pensarmos na eternidade, na nossa vida além-túmulo. Sem medo e corajosamente, sabendo que o que Deus tem reservado para nós, se formos fiéis, supera tudo aquilo que nós possamos imaginar de melhor. E, simultaneamente, rezemos por todos os fiéis defuntos do Purgatório, já que ainda precisam das nossas orações, associando aos nossos desígnios todas as almas que já se encontram no Céu, porque são intercessoras poderosas e cheias de generosidade. Maria Santíssima, nossa Mãe e Mãe de Deus, agradecerá todos esses nossos sufrágios, porque uma mãe – e que boa Mãe é ela! -, nunca se esquece de alguém que faz bem aos seus filhos.


Calendário litúrgico para o mês de Novembro de 2011

Dia do Mês Dia Sem Celebração,
01 3ª F. Todos os Santos – S – Dia Santo de Preceito (1)
02 4ª F.. Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
04 6ª F. S. Carlos Borromeu, Bispo - MO
06 Dom XXXII Domingo do Tempo Comum (2)
09 4ª F. Dedicação da Basílica de Latrão - Festa .
10 5ª F. S. Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja - MO
11 6ª F. S. Martinho de Tours, Bispo - MO
13 Dom. XXXIII Domingo do Tempo Comum (3)
18 6ª . Dedicação das Basílicas de S. Pedro e de S. Paulo, Apóstolos - MF
20 Dom. XXXIV Domingo do Tempo Comum Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo - Solenidade
21 2ª F. Apresentação de Nossa Senhora - MO
22 3ª F. S. Cecília, Virgem e Mártir -MO
27 Dom. I Domingo do Advento (4)
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(1) Significado das abreviaturas: F= Festa; MO = Memória Obrigatória; MF= Memória Facultativa;
S = Solenidade
(2) Começa a Semana dos Seminários
(3) Ofertório para os Seminários Diocesanos
(4) O Tempo do Advento tem dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus aos homens; simultaneamente é tempo em que, comemorando esta primeira vinda, o nosso espírito se dirige para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por estes dois motivos, o Advento apresenta-se-nos como um tempo de alegre expectativa (CR 39: EDREL 669). Neste tempo litúrgico, o uso de instrumentos musicais e de flores deve ser muito moderado

Do tesouro da Igreja

Dia 1 de Novembro: Dia dos irmãos que nos esperam no Céu (S. Bernardo de Claraval) (*)

Que aproveitam aos Santos o nosso louvor, a nossa glorificação e até esta mesma solenidade? Para que tributar honras terrenas a quem o Pai celeste glorifica, segundo a promessa verdadeira do Filho? De que nos servem os nossos panegíricos? Os Santos não precisam das nossas honras e nada podemos oferecer-lhes com a nossa devoção. Realmente, venerar a sua memória interessa-nos a nós e não a eles.
Por mim, confesso, com esta evocação sinto-me inflamado por um anelo veemente.
O primeiro desejo que a recordação dos Santos excita ou aumenta em nós é o de gozar da sua amável companhia, de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de sermos integrados na assembleia doa Patriarcas, na falange dos Profetas, no senado dos Apóstolos, no inumerável exército dos Mártires, na comunidade dos Confessores, nos coros das Virgens, enfim, de nos reunirmos e nos alegrarmos na comunhão de todos os Santos.
Aguarda-nos aquela Igreja dos primogénitos e nós ficamos insensíveis; desejam os Santos a nossa companhia e nós pouco nos importamos; esperam-nos os justos e nós parecemos indiferentes.
Despertemos, finalmente, irmãos. Ressuscitemos com Cristo, procuremos as coisas do alto, saboreemos as coisas do alto. Desejemos os que nos desejam, corramos para os que nos aguardam, preparemo-nos com as aspirações da nossa alma para entrar na presença daqueles que nos esperam. Não devemos apenas desejar a companhia dos Santos, mas também a sua felicidade, ambicionando com fervorosa diligência a glória daqueles por cuja presença suspiramos. Na verdade, esta ambição não é má, nem o desejo de tal glória é, de modo algum, perigoso.
Ao comemorarmos os Santos, um segundo desejo se inflama em nós: que, tal como eles, Cristo, nossa vida, Se nos manifeste também e que nos manifestemos também nós com Ele revestidos de glória. É que de momento a nossa Cabeça revela-Se-nos não como é, mas como incarnou por nós, não coroada de glória, mas rodeada dos espinhos dos nossos pecados. Envergonhemo-nos de sermos membros tão requintados sob uma Cabeça coroada de espinhos, à qual por agora a púrpura não proporciona honras mas afronta. Chegará o momento da vinda de Cristo; e já não se anunciará a sua morte, para sabermos que também nós estamos mortos e que a nossa vida está escondida com Ele. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela resplandecerão os membros glorificados, quando Ele transformar o nosso corpo mortal e o tornar semelhante ao corpo glorioso da Cabeça que é Ele mesmo.
Desejemos, pois, esta glória com total e seguira ambição. Mas para podermos esperar tal glória e aspirar a tamanha felicidade, devemos desejar também ardentemente a intercessão dos Santos, a fim de nos ser concedido pelo seu patrocínio o que as nossas possibilidades não alcançam.
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(*) Dos Sermões de S. Bernardo, abade. Sermo 2: Opera omnia, Ed. Cisterc, 5(1968) 364-368 (Séc. XII)

CATEQUESE DE 2011/2012 NA NOSSA PARÓQUIA

a) De crianças

Começadas já as aulas, lembramos os seus horários

Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h; Domingos: 11.00h
Rapazes: 3ªs Feiras, 17.45h; Sábados: 11.00h

b) De adultos

1. Catecúmenos: Aulas às 3as Feiras, 19.15h. Neste mês: Dias 15 e 22.; Temas: O homem como criatura de Deus; A elevação do homem à ordem sobrenatural
2. Teologia para todos: Orientação: P. João Campos.: 5ª Feira, dia 17: 19.15h ou 21.30h; Tema: Baptismo e Confirmação
3. Preparação para o Crisma: Aulas às 4ªs Feiras, 19.15h. Neste mês: Dias 9 e 23.Temas: História da Salvação – I; História da Salvação - II

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS

Dia 05, Sábado: Todo o Agrupamento participa no Dia do Núcleo;

Dia 12, Sábado: Magusto; o Clã participa na actividade “48h”, em conjunto com a Fundação Aragão Pinto, de Telheiras;

Dia 26, Sábado: Participação na recolha de alimentos para o Banco Alimentar no Pingo Doce de Telheiras

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO SITUADOS NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS:

a) Clínica Psiquiátrica de S. José – Irmãs Hospitaleiras do S.C.J: (Azinhaga da Torre do Fato, n. 8, Tel.: 217125110) – De 2ºFeira a Sábado: 17.30h; Domingos: 10.00h.

b) Lar Maria Droste – Irmãs do Bom Pastor: (Tv. da Luz, 2, Tel.: 217140086) – De 2º Feira a Sábado: 7.30h, (excepção: 5ªs Feiras, 19.30h); Domingos: 8.30h.

c) Colégio Planalto (R. Armindo Rodrigues, n. 11 – Alto da Faia, Tel. 217541530) – De 2ª Feira a 6ª Feira: 7.50h. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados. Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequentar regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

Recolecções neste mês

Senhoras: 5ª Feira, Dia 10- 19.15h, Igreja;

Homens: 3ª Feira, Dia 8 - 19.15h, Igreja

BAPTISMOS E CASAMENTOS DURANTE ESTE MÊS NA NOSSA PARÓQUIA

Baptismos:
5, Sábado, 12.00h – Marta Nunes
Casamento
26, Sábado, 17.00h – Pedro de Sousa e Maria do Rosário P. de Carvalho Manilha

Ausências de sacerdotes

P. Rui – Sábado, 19: Actividade Pastoral

No mês passado

Com o arranque da nossa Catequese, organizou-se uma reunião de pais no passado dia 27 de Outubro, que se teve lugar para os pais dos alunos das 5ªs Feiras e Domingos, às 19.15h e para os dos alunos das 3ªs Feiras e Sábados às 21,30h, onde se explicou o calendário catequético de 2011/2012 e também questões relacionadas com a preparação e a administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã, colaboração familiar, etc. Felizmente, no presente ano, o número de alunos cresceu em relação a 2010/2011.

Dar a quem necessita

Com muito louvor e agradecimento s Deus e a Nossa Senhora da Porta do Céu, recebemos, no mês passado, dádivas extremamente generosas para as famílias que nos procuram, neste tempo difícil por que passamos.
Com elas poderemos satisfazer melhor as suas necessidades mais prementes, quer de comida, quer ainda de resolução de algumas contas – luz, água, gás, receitas médicas, livros escolares, roupas, etc..
É bom ter gente tão solícita e atenta aos problemas dos outros na paróquia. Certamente que Deus inspirará a mesma atitude aos paroquianos e pessoas amigas que têm possibilidades de deitar a mão a situações tão difíceis dos seus irmãos.
Mais uma vez, muito e muito obrigado

Coisas Práticas

COMO FAZER EXAME DE CONSCIÊNCIA

É frequente, entre os fiéis cristãos, ter uma ideia menos profunda, ou até mesmo superficial, sobre uma norma de piedade, o Exame de Consciência, que tanto tem sido recomendada pelos santos e pela Igreja ao longo dos séculos.
Convém, em primeiro lugar, conhecer bem o que ela é e da sua importância para a vida do cristão.
Não é o exame de consciência uma espécie de introspecção laica, ou seja, um deitar contas à vida para saber se estou a fazer o que devo, se há aspectos da minha vida que precisam de melhorar, se as minhas relações com os outros correm bem, etc. Estes temas serão abordados decerto no exame, mas com uma perspectiva diferente.
O exame de consciência cristão consiste, antes de mais, em pôr-se na presença de Deus, e, à luz do que a vontade de Deus me pede para eu fazer ou evitar, reflectir, ponderar, tirar conclusões, rectificar o que for necessário na minha conduta, saber pedir perdão se há motivo para tanto - e, recordemos, a propósito, Nosso Senhor, citando o “Livro dos Provérbios”, observa que “o justo peca sete vezes por dia” (Prov. 24,16) -, saber dar graças a Deus pela ajuda que ela nos prestou quando procedemos bem e, enfim, tirar algum propósito que vise sanar determinada imperfeição, a fim de melhora uma virtude ou combater um defeito.
No exame de consciência cristão o mentor principal da nossa “pesquisa” deve ser o Espírito Santo, para que, por Ele iluminados, vejamos com os olhos de Deus o que está bem ou está mal na nossa vida.
Esta tarefa deve ser diária e realizada a uma hora propícia para que a nossa razão, a nossa vontade e a nossa afectividade se encontrem em condições de exercitar as suas funções próprias. Por exemplo, tentar fazer este exame quando estamos toldados pelo sono e o cansaço do dia, pode ser uma tarefa muito difícil, apesar do nosso empenho. Reservá-lo para um momento mais calmo e mais consciente facilita a sua boa resolução. É uma questão de senso comum e também de respeito para com Deus, que quer que no exame nós sejamos um elemento activo e predisposto a ouvir e a pôr em prática tudo o que a sua luz nos mostrar.
Por outro lado, efectuá-lo a desoras ou em tempo impróprio para os efeitos que dele queremos tirar, é possível que manifeste, da nossa parte, uma vontade tíbia de conhecer-me bem com os olhos de Deus. E, facilmente, o acabamos de um modo defeituoso ou o abandonamos, porque ficamos sem perceber a sua eficácia.
Como fazer exame de consciência? Já se disse, a primeira condição é pôr-se na presença de Deus. Depois, pedir-Lhe com coragem que não tenhamos receio de descobrir as nossas dificuldades, as manifestações de egoísmo, de sensualidade, de preguiça, de orgulho, de desordem não combatida, enfim de tudo aquilo que me possa afastar d’Ele e do cumprimento do que Ele nos vai pedindo.
Como medida prática, podemos rever o que fizemos durante esse dia. Se nos dispomos a ser humildes, verificaremos com facilidade que numa ocasião fui egoísta, noutra fiz um juízo temerário sobre uma pessoa ou uma situação, que não fui generoso quando podia ter ajudado mais uma pessoa que me pedia qualquer favor, que tive respeitos humanos ao não dar uma opinião sobre um tema moral mal tratado por um colega, etc. Por vezes, para que o exame seja proveitoso, basta lançar sobre o nosso dia algumas perguntas, como: Fiz tudo bem, hoje? Podia ter feito melhor alguma coisa? O que ficou por fazer e podia ter feito? O que fiz e não devia ter feito? Etc.
Deixemo-nos penetrar por Deus. Que seja Ele de facto a conduzir o nosso exame, aceitando a luz que Ele nos der. E, por fim, façamos um propósito concreto – um ou mais, mas não muitos –, com o intuito de rever a nossa conduta. Façamo-lo, pedindo ao Senhor a sua ajuda para o cumprir. Que ele não parta apenas da nossa vontade, pois pode querer, num gesto de orgulho e auto-suficiência, conseguir atingir um objectivo sem a ajuda da graça de Deus. E aceitemos o amparo da nossa Mãe, Nossa Senhora, que nos ajudará a ser mais fiéis ao que o seu Filho nos pede.

Funcionamento da Paróquia de Setembro de 2010 a Junho de 20011

a) Abertura da Igreja:
1) Durante a semana :
De 2ª Feira a 6ª Feira:: 11.00h-13.00h;16.00h-19.30h; Sábados: 17.00h-19.30h
2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 9.30h13.00h; 17.00h-20.00h

b) Horário de Missas:
1) Durante a semana: De 2ª a Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h;
Sábados: 18.30h
2) Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h
Obs – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento.

c) Atendimento de Secretaria: 3º Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h

d) Confissões:
Sempre que a Igreja se encontre aberta e alguém o solicitar. No caso de não se encontrar nenhum sacerdote no confessionário, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença. No próximo mês, forneceremos os horários de confissões dos diversos sacerdotes.

e) Dados úteis: Paróquia de Telheiras – Nossa Senhora da Porta do Céu; Estrada de Telheiras Correspondência: Apartado 42076 1601-801 LISBOA;
Telefone e Fax: 21 759 60 99
Telemóveis: Pároco (P. Rui) – 963 072 248; P. João (Vigário Paroquial) – 960070454;
E-mail: paroquia.telheiras@gmail.pt
NIF: 507115570 (Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Porta do Céu); NIB: 003300004527778678005; Site da Paróquia: www.portadoceu.org

2 de outubro de 2011

Do Pároco

Com o início do mês de Outubro, tudo parece voltar à normalidade. São as aulas que enchem as ruas de alunos e de juventude, o trabalho profissional que tantas horas de trabalho, de preocupações e de esforço vão custar a todo o que tem emprego e, por fim, como lado negro da vida, a plêiade forte de desempregados que busca vertiginosamente, por todos os meios, uma ocupação, percorrendo páginas e páginas de anúncios, acorrendo, ao mínimo sinal, a alguma entrevista que o enche de esperança... e, depois, de amargo sabor de boca, quando lhe dizem que não há trabalho para ele, que tem de aguardar até se tomar uma decisão que nunca mais surge, etc., etc., etc.

A situação não é nada fácil. Que o digam os serviços socio-caritativos das paróquias, que são procurados por muitos daqueles a quem o desemprego atacou como uma tenaz dura e dolorosa. A chamada pobreza envergonhada aumenta e, em todos nós, a obrigação de atender esses nossos irmãos desditados, certamente de acordo com as nossas possibilidades, que devem fundamentar-se numa generosidade verdadeira. Nunca foi mais urgente a vivência da virtude da caridade, que nos recorda que a velar por todos nós, existe o nosso Pai Deus, que sempre está atento às necessidades de cada um. Ele deu a todos nós a possibilidade de viver esta vida terrena com a dignidade própria do ser humano, criado à Sua imagem e semelhança.

O egoísmo, o comodismo, o ensimesmar-se sobre si mesmo, esquecendo os outros, produz sempre as disparidades entre os homens. E esta conduz à concentração da felicidade que podem dar os bens terrenos nas mãos de alguns, e à maior carência destes na maioria dos outros.

As soluções de justiça social, tão bem estruturadas na doutrina social da Igreja, parecem, por vezes, surgir aos olhos de muita gente como uma utopia irrealizável. E aos de outra, como um conjunto de regras para não se ter em conta, porque partem de princípios que nem todos aceitam e só obrigam os católicos. Supõe-se erradamente que a Igreja vive alheada das realidades terrenas tais como são. Ocultam-se ou despromovem-se os princípios da lei moral natural – que o Magistério procura sublinhar –, como se só as leis positivas tivessem valor de facto para obrigar, sem se cuidar dos seus fundamentos éticos.

Perante este panorama tão pouco animador, a resposta encontramo-la, clara e exigente, no testamento espiritual de Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Todo o ser humano foi criado por Deus à sua imagem e semelhança, pelo que todo o ser humano deve ser tratado com igual dignidade e apreço. As divergências são sempre acidentais e não podem alicerçar uma doutrina ou uma conduta de facção.

E a questão é esta: neste momento, há muitos filhos de Deus que sofrem de carências materiais graves, porque a situação é dura sob o ponto de vista económico. Abunda o desemprego, a carestia das necessidades mais essenciais torna inacessíveis a muitas famílias o que era preciso para o seu viver quotidiano com o mínimo de dignidade. Que fazer? Não é possível cruzar os braços. Pode ser cómodo, mas não é cristão. A caridade leva-nos a pensar nos outros, a tratá-los com o mesmo carinho e amizade com que nós gostaríamos de ser tratados, se estivéssemos em circunstâncias semelhantes. É uma obrigação gostosa que sentimos dentro de nós – obrigação que pode ser difícil de realizar na prática. A primeira arma que temos para amenizar esta questão é a oração: lembremo-nos diariamente dos necessitados. Mas não basta: se está ao meu alcance partilhar os meus bens com quem necessita deles, sejamos homens de boa vontade e desprendamo-nos das razões que sempre nos dá o nosso egoísmo, o nosso comodismo e o nosso bem-estar: Pensemos nos outros e ofereçamos-lhes aquilo que pudermos, sempre na esteira da generosidade.

“Quem dá aos pobres - lembra-me um aforismo da minha infância – empresta a Deus”. Ele nos facultará as maiores recompensas, se enfrentarmos as necessidades dos outros com a coragem que nos incute a caridade.

Imagem: A caridade de Jesus

Calendário litúrgico para o mês de Outubro de 2011

01 Sáb. S. Teresa do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja, MO (1)

02 Dom. XXVII Domingo do Tempo Comum

Fundação do Opus Dei – 1928

04 3ª F. S. Francisco de Assis, MO

05 4ª F. Feriado Nacional

06 5ª F. S. Bruno, Presbítero, MO

07 6ª F. Nossa Senhora do Rosário, MO

09 Dom. XXVIII Domingo do Tempo Comum

15 Sáb. . Sta. Teresa de Jesus, Virgem e Doutora da Igreja,

MO

16 Dom. XXIX Domingo do Tempo Comum

17 2ª F. S. Inácio de Antioquia, Bispo e Mártir, MO

18 3ª F. S. Lucas, Evangelista, Festa

22 Sáb. Beato João Paulo II, Papa

23 Dom XXX Domingo do Tempo Comum (2)

27 5ª F. Beato Gonçalo de Lagos, Presbítero, MF

28 6ª F. S. Simão e S. Judas, Apóstolos, Festa

30 Dom. XXXI Domingo do Tempo Comum 7

........................………………………………………………………………………………

  1. Significação das Abreviaturas: MO – Memória Obrigatória; MF – Memória Facultativa
  2. Dia Mundial das Missões. Ofertório consignado para as Missões

DO TESOURO DA IGREJA:

NÃO TENHAIS MEDO! ABRI AS PORTAS A CRISTO! (Beato João Paulo II)
Pedro veio para Roma! E o que foi que o guiou e o conduziu para esta Urbe, o coração do Império Romano, senão a obediência à inspiração recebida do Senhor? — Talvez aquele pescador da Galileia não tivesse tido nunca vontade de vir até aqui; teria preferido, quiçá, permanecer lá onde estava, nas margens do lago de Genesaré, com a sua barca e com as suas redes. Mas, guiado pelo Senhor e obediente à sua inspiração, chegou até aqui.
Segundo uma antiga tradição (...) durante a perseguição de Nero, Pedro teria tido vontade de deixar Roma. Mas o Senhor interveio e teria vindo ao encontro dele. Pedro, então, dirigindo-se ao mesmo Senhor perguntou: "Quo vadis Domine? — Onde ides, Senhor?". E o Senhor imediatamente lhe respondeu: "Vou para Roma, para ser crucificado pela segunda vez". Pedro voltou então para Roma e aí permaneceu até à sua crucifixão.
O nosso tempo convida-nos, impele-nos e obriga-nos a olhar para o Senhor e a imergir-nos numa humilde e devota meditação do mistério cio supremo poder do mesmo Cristo.
Aquele que nasceu da Virgem Maria, o filho do carpinteiro — como se considerava —, o Filho de Deus vivo — confessado por Pedro — veio para fazer de todos nós um reino de sacerdotes (Cfr. Ex. 19, 6).
O II Concílio do Vaticano recordou-nos o mistério de um tal poder e o facto de que a missão de Cristo — Sacerdote, Profeta, Mestre e Rei — continua na Igreja. Todos, todo o Povo de Deus é participe desta tríplice missão. E talvez que no passado se pusesse sobre a cabeça do Papa o trirregno, aquela tríplice coroa, para exprimir, mediante tal símbolo, o desígnio do Senhor sobre a sua Igreja; ou seja, que toda a ordem hierárquica da Igreja de Cristo, todo o seu "sagrado poder" que nela é exercitado mais não é do que o serviço, aquele serviço que tem como finalidade uma só coisa: que todo o Povo de Deus seja participe daquela tríplice missão de Cristo e que permaneça sempre sob a soberania do Senhor, a qual não tem as suas origens nas potências deste mundo, mas sim no Pai celeste e no mistério da Cruz e da Ressurreição.
O poder absoluto e ao mesmo tempo doce e suave do Senhor corresponde a quanto é o mais profundo do homem, às suas mais elevadas aspirações da inteligência, da vontade e do coração. Esse poder não fala com a linguagem da força, mas exprime-se na caridade e na verdade.
O novo Sucessor de Pedro na Sé de Roma, neste dia, eleva uma prece ardente, humilde e confiante: Ó Cristo! Fazei com que eu possa tornar-me e ser sempre servidor do Vosso único poder! Servidor do Vosso suave poder! Servidor do vosso poder que não conhece ocaso! Fazei com que eu possa ser um servo! Mais ainda: servo dos Vossos servos.
Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder! E ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas económicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem "o que é que está dentro do homem". Somente Ele o sabe!
Hoje em dia muito frequentemente o homem não sabe o que traz no interior de si mesmo, no profundo do seu ânimo e do seu coração, muito frequentemente se encontra incerto acerca do sentido da sua vida sobre esta terra. E sucede que é invadido pela dúvida que se transmuta em desespero. Permiti, pois — peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança — permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem palavras de vida; sim, de vida eterna.
(*) Excertos da homilia do Beato João Paulo II no início do seu Pontificado: 22/10/1978

CATEQUESE DE 2011/2012 NA NOSSA PARÓQUIA

Inscrições: Admite-se novas inscrições até ao início das diversas modalidades catequéticas.

a) De crianças

Começo das Aulas: Semana que se inicia na 2ª Feira, 10 de Outubro

Horários:

Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h; Domingos: 11.00h

Rapazes: 3ªs Feiras, 17.45h; Sábados: 11.00h

FESTAS DA CATEQUESE:

1. Pai-nosso – Domingo, 20 de Maio de 2012, Missa das 10,00h

2. PROFISSÃO DE FÉ: Domingo, 27 de Maio de 2012, Missa das 10.00h;

3. PRIMEIRA COMUNHÃO: Raparigas – Domingo, 3 de Junho de 2012, Missa das 10.0h Rapazes – 5ª Feira, 7 de Junho de 2012 (Corpo de Deus), Missa das 10.00h

OUTRAS FESTAS DA CATEQUESE:

1. CRISMA OU CONFIRMAÇÃO: Cfr. esta secção b) 2.

2. OUTRAS: A anunciar no princípio do Ano Catequètico

b) De adultos

1. Catecúmenos: as Aulas começam a 4 de Outubro, 3ª Feira – 19.15h; Celebração dos Sacramentos da Iniciação Cristã: Vigília Pascal, 21.30h, Sáb., 7 de Abril de 2012,

2. Preparação para o Crisma: as Aulas começam a 13 de Outubro, 5ª Feira – 19.15h. Administração do Sacramento do Crisma: Sáb, 19 de Maio de 2012, 16.00h . Presidirá Sua Excelência Reverendíssima, D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa.

3. Teologia para todos: Orientação: P. João Campos. As aulas começam a 20/10, 5ª Feira. Ritmo: Mensal: Terceiras 5ªs Feiras, 19.30h ou 21.30h, entre Outubro de 2011 e Junho de 2012. Temática: Celebração do Mistério Cristão – Os Sacramentos. Os assuntos serão focados de modo a responder às interrogações da cultura contemporânea.

Obs. – Na primeira aulas destes cursos serão apresentados os horários e os temas mais pormenorizadamente.

CURSO PARA NOIVOS

Organizado pela nossa paróquia, de colaboração com CENOFA, realiza-se no fim-de-semana de Sábado,8 e Domingo, 9 deste mês, um Curso para Noivos. Inscrições e informações na Secretaria Paroquial.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM OUTUBRO DE 2011

Senhoras: 5ª Feira, Dia 13 - 19.15h, Igreja. Homens: 3ª Feira, Dia 11 – 19.15h, Igreja

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS: ACTIVIDADES NO MÊS DE OUTUBRO

Dias 1 e 2, Sábado e Domingo: Campanha de angariação de fundos - venda de calendários

Dias 15 e 16, Sábado e Domingo: Acampamento no PNEC, Costa da Caparica (Exploradores); Acampamento em Benavente (Pioneiros); Actividade de Jota/Joti do Clã (Caminheiros)

Dias 22 e 23, Sábado e Domingo: Acantonamento na Quinta das Tílias, Venda Seca: Alcateia (Lobitos):

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO SITUADOS NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS:

a) Clínica Psiquiátrica de S. José – Irmãs Hospitaleiras do S.C.J: (Azinhaga da Torre do Fato, n. 8, Tel.: 217125110) – De 2º Feira a Sábado: 17.30h; Domingos: 10.00h.

b) Lar Maria Droste – Irmãs do Bom Pastor: (Tv. da Luz, 2, Tel.: 217140086) – De 2º Feira a Sábado: 7.30h, (excepção: 5ªs Feiras, 19.30h); Domingos: 8.30h. c) Colégio Planalto (R. Armindo Rodrigues, n. 11 – Alto da Faia, Tel. 217541530) – De 2ª Feira a 6ª Feira: 7.50h. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados. Neste mês, começa a ser celebrada no dia 12, 2ª Feira. Obs. – É conveniente, se durante algum tempo não frequentar regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.